<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384</id><updated>2012-01-16T00:28:19.295Z</updated><title type='text'>O fogareiro</title><subtitle type='html'>Estórias de um motorista de táxi de Lisboa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ofogareiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>339</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116942649113421268</id><published>2011-12-10T22:00:00.004Z</published><updated>2011-12-13T23:09:18.980Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/1600/410929/croca.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/320/647112/croca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Dou you speak english?» «Yes», respondi de imediato, mesmo sabendo que sinto dificuldades em exprimir-me na língua de Sheakespeare. «Havemos de entender-nos», pensei, depois de saber que me esperava mais uma viagem turística ao Estoril, Cascais, Guincho, Cabo da Roca e Sintra.&lt;br /&gt;Entendemo-nos mal – o casal sueco também não dominava a língua inglesa. Tomei uma decisão, no Estoril: «Vou ao Turismo e, assim, fico a saber melhor o que eles desejam visitar.» Afinal, não queriam visitar monumentos nem museus, apenas passear, almoçar (no Guincho) e... regressar ao hotel Altis.&lt;br /&gt;[Senti alguma frustração... Ir ao Cabo da Roca e demorar escassos minutos no ponto mais ocidental da Europa, «onde a terra acaba e o mar começa»...; ir a Sintra e não visitar Monserrate, Seteais, a Pena... Não faz sentido!]&lt;br /&gt;Almoçaram bem e beberam melhor, na Boca do Inferno. Rumámos em direcção ao Cabo da Roca. Kurt e Kristina demoraram escassos minutos. Uma foto e... dirigimo-nos ao bar mais próximo. «White wine»! Pedi duas taças de branco fresco e um café (taxista não bebe álcool em serviço...). «No! Bottle, please!» O empregado traz uma garrafa de vinho branco fresco. Kurt pediu-me se podiam beber no táxi. E seguimos viagem...&lt;br /&gt;[Casal sueco de reformados. Olhos azuis, bem dispostos. Nada de museus e monumentos – apenas viajar e... beber white wine! Espreito pelo retrovisor. Riem muito, enquanto saboreiam o néctar português. «White wine! Yes!»]&lt;br /&gt;Passeio por Sintra. Nada de visitas. Já esvaziaram a garrafa de branco e nota-se que estão em paz com a vida. Preparo-me para rumar a Lisboa. Kurt quase me suplica, com uma boa gargalhada: «White wine!» Kristina sorri, em jeito de consentimento. Dirijo-me a um restaurante, em São Pedro. Peço três taças de branco fresco. E brindámos!&lt;br /&gt;– Obrigado!&lt;br /&gt;– Tack!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116942649113421268?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116942649113421268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116942649113421268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/01/dou-you-speak-english-yes-respondi-de.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116821473444197176</id><published>2011-11-19T12:01:00.000Z</published><updated>2011-11-19T20:18:58.401Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/1600/312042/kafka1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/200/745614/kafka1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O casal checo dirige-se para o aeroporto, rumo a Praga, mas antes pede-me para atravessar a «ponte metálica» (25 de Abril). Jindrich e Lenka falam espanhol e é fácil o entendimento. Querem levar na memória (estão de passagem) uma ideia panorâmica de Lisboa e não se cansam de fotografar: o Cristo Rei, as Amoreiras, o aqueduto das Águas Livres...&lt;br /&gt;Falo-lhes do meu fascínio por Praga, cidade que espero um dia visitar. E de Franz Kafka, cujos livros &lt;em&gt;devorei&lt;/em&gt; há largos anos.&lt;br /&gt;Despedem-se com um «dékuji» (obrigado). Regresso à cidade para mais uma &lt;em&gt;corrida,&lt;/em&gt; nostálgico, a pensar neste ritual &lt;em&gt;fogareiro&lt;/em&gt; que me faz lembrar o «mito de sísifo»; condenado a este vaivém por um Zeus qualquer que não consigo desvendar. Sinto-me Joseph K., sem saber do que sou culpado; sinto-me Gregor Samsa, ou melhor, um insecto voador dentro desta coisa a que chamam táxi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116821473444197176?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116821473444197176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116821473444197176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/01/hotel-ritz-o-casal-checo-dirige-se.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1069638212575473787</id><published>2011-09-26T20:27:00.006+01:00</published><updated>2011-09-27T14:36:25.673+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xb-prckMhHc/ToDTl5nYtOI/AAAAAAAAAX4/Bt-7JjBbwU0/s1600/velha%2Bgaiteira.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xb-prckMhHc/ToDTl5nYtOI/AAAAAAAAAX4/Bt-7JjBbwU0/s200/velha%2Bgaiteira.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656753780051981538" /&gt;&lt;/a&gt; Andar por aí, observar as pessoas, as suas reacções, os seus comportamentos – e não me cansar de viajar por Lisboa. Quando penso que já conheço todos os recantos, há sempre algo que me surpreende. Esta é uma bela cidade, mas a precisar de cuidados urgentes na zona histórica. Prédios antigos imponentes, quando recuperados. &lt;br /&gt;Gosto de observar Lisboa. A luz, as pessoas, a arquitectura, até os nomes dos anúncios que identificam os espaços comerciais... Com muitos erros de português, diga-se. Há dias circulava na Rua das Pedras Negras e deparou-se-me um anúncio giro: «Velha gaiteira».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1069638212575473787?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1069638212575473787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1069638212575473787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2011/09/velha-gaiteira.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xb-prckMhHc/ToDTl5nYtOI/AAAAAAAAAX4/Bt-7JjBbwU0/s72-c/velha%2Bgaiteira.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-803259284574590767</id><published>2011-06-02T20:48:00.001+01:00</published><updated>2011-06-02T20:50:06.307+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje transportei um brasileiro que dá pelo nome de Vital Corrêa de Araújo. Natural de Recife, escritor, não se cansou de elogiar Portugal: o sol, a comida e, muito em especial, a poesia. É verdade! Se eu não vivesse aqui, mergulhado em overdoses de «crise», até acreditava que este era o país das maravilhas... Mas o meu ilustre cliente, que veio (quase) «só» para comprar livros, revelou-me que lá, no Brasil, é muito difícil encontrar autores portugueses (se excluirmos Saramago, claro). Poesia, então, nem pensar... «Portugal tem os melhores poetas e os melhores ensaístas do Mundo. Mas é pena que os livros não cheguem ao Brasil. Se percorrer as livrarias de São Paulo, não encontra um único livro português de poesia.»&lt;br /&gt;Registei e... ripostei: «Então e o grande Carlos Drumond de Andrade?» Resposta pronta: «Foi o último grande poeta brasileiro.»&lt;br /&gt;Como quem não quer a coisa, tentei saber quais os títulos que o meu cliente transportava nos sacos da FNAC (Chiado). Entre vários autores, lá estava o grande Eugénio de Andrade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-803259284574590767?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/803259284574590767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/803259284574590767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2011/06/hoje-transportei-um-brasileiro-que-da.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113460342784629140</id><published>2011-05-30T23:35:00.000+01:00</published><updated>2011-05-31T18:52:55.618+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praça do aeroporto &lt;/strong&gt;– Vem carregada de bagagem, vulgo «bagulho» na gíria taxista. É brasileira, muito sensual, e tem à espera um português-figura-pública. Entra no táxi «faminta» de beijos. Durante o percurso que atravessa a cidade não param de se acariciar. Pelo indiscreto espelho retrovisor vejo que há ali paixão forte. Não interrompo, por nada deste mundo... Ligo o rádio baixinho, para nem sequer me aperceber dos sussurros... &lt;br /&gt;Final da «corrida». Retiro as malas do porta-bagagem. Não quer troco, o meu cliente. Despede-se com um «obrigado» e... uma piscadela de olho.&lt;br /&gt;É bom estar apaixonado. Faz subir a adrenalina e... faz bem ao coração, segundo dizem os entendidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113460342784629140?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113460342784629140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113460342784629140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/12/praa-do-aeroporto-vem-carregada-de.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1210346681939666876</id><published>2011-05-24T12:14:00.000+01:00</published><updated>2011-05-25T01:49:29.197+01:00</updated><title type='text'>O assalto ao «Santa Maria»</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rdzl4z9WBSI/AAAAAAAAAAU/XUYP-sZhOPQ/s1600-h/santa+maria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034151247676310818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rdzl4z9WBSI/AAAAAAAAAAU/XUYP-sZhOPQ/s200/santa+maria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em Janeiro de 1961 deu-se o assalto ao paquete «Santa Maria», incidente que na época notabilizou a contestação ao Governo de Oliveira Salazar e introduziu a prática, depois muito difundida internacionalmente, de sequestrar navios e aviões com fins políticos.&lt;br /&gt;O «Santa Maria» tinha largado de Lisboa a 9 de Janeiro de 1961, em mais uma das suas viagens regulares à América Central, fazendo escala, no dia 20, no porto venezuelano de La Guaira.&lt;br /&gt;Entre os passageiros embarcados neste porto, contava-se um grupo de 20 membros da DRIL – Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação, organismo constituído por opositores aos regimes de Franco e Salazar, cujo comandante era o capitão Henrique Galvão, que embarcou clandestinamente no «Santa Maria» um dia depois, em Curaçau, com mais três elementos da DRIL.&lt;br /&gt;Galvão estava exilado na Venezuela desde Novembro de 1959, e em Julho de 1961 tinha concluído os planos de assalto ao «Santa Maria». Foi escolhido este paquete por ser muito superior aos diversos navios de passageiros espanhóis que na altura faziam a carreira da América Central.&lt;br /&gt;O capitão Galvão pretendia deslocar-se no «Santa Maria» até à colónia espanhola de Fernando Pó, no golfo da Guiné, cuja tomada permitiria em seguida efectuar um ataque a Luanda e iniciar, a partir de Angola, o derrube dos Governos de Lisboa e Madrid.&lt;br /&gt;Horas depois da largada de Curaçau, o «Santa Maria» navegava rumo a Port Everglades, na Florida, com 612 passageiros e 350 tripulantes, sob o comando do capitão da Marinha Mercante Mário Simões da Maia, quando, precisamente à um hora e 45 minutos da madrugada de 22 de Janeiro de 1961, os 24 homens de Henrique Galvão tomaram conta da ponte de comando e da cabina de TSF, dominando os oficiais do navio. O terceiro piloto, João José Nascimento Costa, ofereceu resistência aos assaltantes e foi morto a tiro.&lt;br /&gt;Pouco depois, o «Santa Maria» alterou o rumo para leste, procurando alcançar rapidamente o Atlântico. A 23 de Janeiro, o navio aproximou-se da ilha de Santa Lúcia e desembarcou, numa das lanchas a motor, dois feridos graves com cinco tripulantes, comprometendo a possibilidade de atingir a costa de Africa sem ser detectado.&lt;br /&gt;No dia 25, o paquete cruzou-se com um cargueiro dinamarquês, traindo a sua posição, o que permitiu a um avião norte-americano localizar o «Santa Maria» horas depois.&lt;br /&gt;Finalmente, a 2 de Fevereiro, o «Santa Maria» fundeou no porto brasileiro do Recife, procedendo ao desembarque de passageiros e tripulantes. Chegou a ser considerado o afundamento do paquete, mas no dia seguinte os rebeldes entregaram-se às autoridades brasileiras, obtendo asilo político, ao mesmo tempo que o «Santa Maria» voltava à posse da Companhia Colonial de Navegação.&lt;br /&gt;Os passageiros do paquete assaltado foram transferidos para o «Vera Cruz», que saiu do Recife a 5 de Fevereiro, chegando a Lisboa a 14 do mesmo mês, após escalar Tenerife, Funchal e Vigo. Por sua vez, o «Santa Maria» largou do Recife a 7 de Fevereiro, entrando no Tejo a 16 e atracando em Alcântara.&lt;br /&gt;Independentemente dos aspectos políticos que na altura rodearam o caso «Santa Maria», este incidente acabou por fazer do navio o mais famoso dos paquetes portugueses. Embora o «Infante Dom Henrique» e o «Príncipe Perfeito» fossem mais recentes, o «Santa Maria» era um navio de prestígio por excelência, situação a que não era estranho o facto de ser o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;Coincidindo com o desvio do «Santa Maria», deflagraram a 4 de Fevereiro, em Luanda, incidentes graves, seguidos, em Março, do começo da guerra no Norte de Angola. O Governo de Lisboa decidiu enfrentar a situação, enviando a partir de Abril, «rapidamente e em força», importantes reforços militares. Esta decisão implicou, de imediato, a requisição de diversos paquetes e navios de carga pelo Ministério do Exército para efectuar o transporte de tropas e material de guerra. A utilização esporádica, para este fim, de navios de passageiros portugueses vinha já do século XIX, passando a partir de 1961 a constituir uma das principais ocupações permanentes dos paquetes portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; «Paquetes Portugueses», de Luís Miguel Correia&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:passengerships@teleweb.pt"&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1210346681939666876?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1210346681939666876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1210346681939666876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/02/o-assalto-ao-santa-maria.html' title='O assalto ao «Santa Maria»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rdzl4z9WBSI/AAAAAAAAAAU/XUYP-sZhOPQ/s72-c/santa+maria.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-7327348726116146824</id><published>2011-05-23T00:20:00.000+01:00</published><updated>2011-05-25T01:46:38.432+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nasceu na Madeira e integrou o grupo revolucionário que em 1961 assaltou o paquete português «Santa Maria», sob o comando do capitão Henrique Galvão, em pleno salazarismo. Apesar de amnistiado depois do 25 Abril, só ao fim de 40 anos regressou a Portugal. Viveu sempre em Cuba, mas percorreu todas as Américas como alto funcionário do Banco Mundial.&lt;br /&gt;Já não me lembro de como começou a conversa – sei que derivou para temas e personagens muito variados. Fidel de Castro, Hugo Chávez, Mário Soares, Alberto João Jardim... Portugal, Cuba, EUA, Venezuela...&lt;br /&gt;Artur Macedo, reformado, não pensa fixar-se em Portugal, nem sequer na sua Madeira natal. Não esconde um certo desencanto pelos caminhos «desumanos» que a Europa está a trilhar. E dá um exemplo: «Em Cuba, os velhos são tratados com carinho; aqui não...»&lt;br /&gt;A viagem foi curta. Parei o carro, na Praça da Figueira, e ali ficámos à conversa uma boa meia hora. Com total disponibilidade, o meu ilustre cliente não deixou sem resposta algumas das minhas dúvidas. Cuba vai sobreviver sem Fidel? E como explicar o fenómeno Hugo Chávez, na Venezuela?&lt;br /&gt;Na opinião de Artur Macedo, Raul Castro já há muito tempo que mexe os «cordelinhos» e está a implementar uma economia mista em Cuba, de forma a melhor corresponder aos anseios de uma geração que não viveu o período revolucionário. Quanto a Hugo Chávez, considerou-o um «grande estadista», capaz de bater o pé aos EUA, cada vez mais dependentes do petróleo venezuelano.&lt;br /&gt;Enquanto jovem, Artur Macedo foi aluno de Mário Soares, no Colégio Moderno. Não perdoa ao ex-Presidente da República o facto de ter condecorado Frank Carlucci, o ex-embaixador norte-americano em Portugal (nos tempos «quentes» do pós-25 de Abril) e que também esteve envolvido no golpe militar do Chile, que levou à morte de Salvador Allende.&lt;br /&gt;Uma viagem muito agradável. Depois da rendição, e com o auxílio da Internet, fui consultar alguns textos sobre o assalto ao Santa Maria – um marco na história da luta contra o salazarismo. Artur Macedo era jovem e esteve lá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-7327348726116146824?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7327348726116146824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7327348726116146824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/02/nasceu-na-madeira-e-integrou-o-grupo.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116181669886444185</id><published>2011-05-14T12:37:00.000+01:00</published><updated>2011-05-16T19:48:40.390+01:00</updated><title type='text'>Quando o Tejo era a piscina de Alfama</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dos becos com sardinheiras aos condomínios fechados; Cascalheira de «má fama» e o «rei do KO»… Lisboa, a minha cidade preferida, apesar de tudo; estórias que permanecem no imaginário de muitos «alfacinhas»; colectividades que resistem; a redescoberta da cidade das colinas, dos bairros e das pessoas que os habitam. Da Graça a Alfama, um salto ao Castelo, o «mergulho» no Bairro Alto e o jogo da «sueca» no Cascalheira de «má fama», tão perto e tão longe das Amoreiras e do Casal Ventoso. Esta reportagem já tem uns aninhos, mas fala de Lisboa e creio que mantém actualidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/Electrico01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/Electrico01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há menos de um século, o Tejo fazia parte do quotidiano de muitos lisboetas. Depois, o Estado Novo privou-os do rio e encheu as suas margens de armazéns. Nos últimos tempos, devolveu-se o Tejo à cidade. A Expo-98 deu enorme impulso a essa ideia e a zona ribeirinha ficou diferente. Os bares e restaurantes dominam agora a paisagem, há espaços abertos ao rio. Os golfinhos dificilmente voltarão, mas deu-se a reconciliação da cidade com o Tejo.&lt;br /&gt;As «vilas» e os becos com sardinheiras, na Graça, no Castelo e em Alfama. O Adicense, na Rua Norberto Araújo, é um clube com história. Na sala estão poucas pessoas, umas conversam, outras jogam à «sueca». Dialogamos com o sr. Fernando. Tem 76 anos e passa muitas horas na colectividade com os poucos amigos que lhe restam de uma vida inteira em Alfama. «Vou morrer aqui. Não conseguiria viver noutro lado. Mas o bairro já pouco tem a ver com os tempos em que isto era uma família e as portas de casa ficavam abertas. Muitos saíram e foram morar para os arredores de Lisboa, outros zarparam para a província. São poucos os sobreviventes!»&lt;br /&gt;Vêem-se taças nas vitrinas, emblemas e galhardetes. E uma foto antiga a preto e branco – uma multidão junto à doca do Jardim do Tabaco, observando os nadadores, de calções compridos colados às pernas, que mergulham no rio. «O tempo em que o Tejo era a piscina de Alfama… Depois, o Salazar até o rio nos tirou… Mas temos bares e droga com fartura! Alguma malta nova anda por aí à deriva, bebe muito e droga-se e tem de arranjar dinheiro de qualquer maneira. Não sou contra o 25 de Abril. Longe disso! Estive no Aljube e ainda tenho marcas do que me fizeram. Mas talvez estejamos a precisar de outro 25 de Abril…»&lt;br /&gt;Talvez!, amigo Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Tasca do Chico» e «fado vadio»&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/Bairro%20Alto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/Bairro%20Alto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alberto é «alfacinha de gema». Nasceu no Bairro Alto, onde teve uma mercearia, hoje minimercado. Conhece o bairro como ninguém e fala de fadistas e prostitutas, de jornalistas e escritores, do cheiro característico dos jornais acabados de sair das rotativas, dos miúdos que desciam as Escadinhas do Duque em passo acelerado a apregoar os vespertinos [«Lisboa ó Popular!»], das varinas e dos seus pregões [«quem quer figos quem quer almoçar!»; «olha a petinguinha fresca!»]. A nostalgia de um Bairro Alto que apenas existe na memória de alguns. «Hoje em dia mal se pode viver aqui. O barulho, a confusão de tantos bares e restaurantes, a falta de estacionamento, tudo isto modificou o bairro. Sempre houve muita agitação, é verdade, mas nada que se compare aos tempos actuais.»&lt;br /&gt;É noite! Bandos de rapazes e raparigas invadem o Bairro Alto. Vêm em grupo e poisam em bares pré-seleccionados. «Punks», «góticos», «metálicos», «raves»… Cruzam-se neste espaço lisboeta, a par de turistas que chegam em excursões para ouvir o fado e de gente que trabalha no único jornal que ainda lá existe: «A BOLA». Às tantas misturam-se, por vezes há zaragatas, mas todos fazem do «bairro» uma espécie de santuário.&lt;br /&gt;«Antigamente, a vida dos moradores girava à volta do Lisboa Clube Rio de Janeiro, onde dançávamos e nos divertíamos. Foi lá que comecei a namoricar a minha mulher. Hoje, o clube limita-se a organizar a marcha do Bairro Alto e pouco mais. Muitos saíram e o bairro perdeu a alma.»&lt;br /&gt;Os turistas abandonam as casas de fado e dirigem-se, agora, para o Largo da Misericórdia, rumo aos autocarros. Porém, a «Tasca do Chico» permanece cheia de adeptos do... «fado vadio». Silêncio! O «doutor» vai cantar um fado de Coimbra! Nota-se-lhe um brilhozinho nos olhos quando a guitarra começa a «gemer»… «Aqui ainda se ouve fado a sério. E todos podem cantar! O outro fado que há por aí é só para turistas…»&lt;br /&gt;«Agora até deitaram um quarteirão abaixo para erguer um condomínio fechado.» Alberto não perdoa a quem está a «destruir» o «seu» bairro…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cascalheira de «má fama»&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/Cascalheira.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/Cascalheira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem não ouviu falar do Cascalheira? «Não jogas nada! Vai mas é prò Cascalheira!», escuta-se ainda hoje nos estádios de futebol. Este clube de «má fama» perdura no imaginário de muitos lisboetas… Fica em Campolide, paredes-meias com a cosmopolita Amoreiras, mas escondido na Rua do Garcia, perto do Alto Carvalhão. Não se dá por ele quando se viaja de carro para Monsanto.&lt;br /&gt;Fundado em 1934, o Cascalheira é hoje um pequeno clube de bairro, com uma sede e um minipavilhão doado pela Junta de Freguesia de Campolide, em 1997, onde se joga pingue-pongue e «sueca».&lt;br /&gt;O presidente, Vasco Bilreiro, explica-nos a origem da «má fama» de que o clube goza e fez dele um dos mais badalados da capital (e não só…), apesar de não ter conquistado mais que um título, em futebol, no ano de 1954, quando foi campeão da II Divisão da AF Lisboa. «O Cascalheira era um clube rude, desordeiro. Havia sempre zaragata a seguir aos jogos… Era formado por pessoas analfabetas que vinham da província trabalhar em Lisboa. Instalavam-se aqui, nas vilas e nos campos, completamente desenraizadas. Nesse tempo, ninguém brincava connosco! O clube tinha uma claque enorme de rapazes e raparigas que assistia a todos os jogos. Havia um ‘bufet’, bebia-se muito! Não havia droga, o vinho era a droga!»&lt;br /&gt;Em 1956, o Cascalheira foi desalojado do campo da Aliança. A partir de então, o clube quase morreu. Foi-lhe prometido um espaço em Monsanto, até hoje… Nesse local foi construído um bairro para os guardas prisionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O «rei do KO» e os Jogos Olímpicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/belarmino.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/belarmino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Cascalheira não teve só futebol. Ciclismo e boxe também eram modalidades praticadas no clube, afinal «desportos rudes para gente rude», como diz Vasco Bilreiro, também ele um antigo «boxeur» e com muitas estórias para contar. Era conhecido por «rei do KO» e impôs respeito nos ringues de Lisboa, entre os quais pontuava o do Parque Mayer, nos anos 40/50. «Tínhamos aqui uma verbena e um dia eu ia lutar com Silva Freire, que pesava mais sete quilos. Quando ele surgiu, eu já tinha jantado e não quis combater, mas começaram a dizer que eu estava com medo e fui mesmo. Ganhei-lhe por KO e parti os dentes ao árbitro, com um soco, quando este meteu a cabeça para tentar separar-nos.»&lt;br /&gt;A vida de Vasco Bilreiro confunde-se com a história da colectividade. «Casei no dia 1 de Abril de 1951, às 11 horas. Jantámos com os padrinhos, vim pôr a mulher a casa e fui combater no Parque Mayer. Ganhei por KO ao primeiro assalto! Naquela altura, eu estava desempregado e os 200 escudos do combate davam um jeitão… Davam para comer durante duas semanas…»&lt;br /&gt;O presidente do Cascalheira lamenta, ainda hoje, não ter ido às Olimpíadas de 1952: «Cheguei a ser seleccionado, juntamente com o Belarmino Fragoso, mas não havia verbas e ficámos por cá. Podíamos ter conquistado uma medalha para Portugal!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Colectivismo está a morrer»&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/Amoreiras.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/Amoreiras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Antigamente, a Cascalheira ia até Alcântara. Agora somos vizinhos das Amoreiras e do Casal Ventoso… Muita gente saiu, restam os velhos e pouco mais. Qualquer dia, nascem aqui umas torres, viradas para Monsanto…»&lt;br /&gt;Os clubes de bairro estão a ficar sem vida, a desaparecer. Muitos sobrevivem graças à carolice de poucas pessoas. Adicense, Rio de Janeiro, Cascalheira, Ginásio do Alto Pina, Clube Atlético de Campolide… Vasco Bilreiro tem uma justificação: «O colectivismo está a morrer. Já ninguém quer sacrificar-se pelos outros. É o mundo do dinheiro a dominar… O Cascalheira esteve quase a fechar as portas, íamos entregar as chaves à Junta de Freguesia, mas como gosto do clube… Tenho um barquinho de pesca que é a menina dos meus olhos, onde passo os melhores momentos da minha vida, e estou aqui… Isto agora funciona mais como um café de bairro. Conversamos, organizamos excursões para os velhotes…»&lt;br /&gt;Tempo ainda, antes de terminar esta viagem por alguns bairros de Lisboa, para tomar um cafezinho, jogar a «sueca» e ouvir mais umas tantas estórias de pessoas avessas a modernismos [«nunca fui às Amoreiras»] e que permanecem como árvores nos (seus) bairros. As vilas, os becos, os largos, as ruas estreitas… são o seu mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116181669886444185?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116181669886444185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116181669886444185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/10/quando-o-tejo-era-piscina-de-alfama.html' title='Quando o Tejo era a piscina de Alfama'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113287832734545570</id><published>2011-05-13T17:08:00.001+01:00</published><updated>2011-05-16T19:47:24.691+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praça do aeroporto –&lt;/strong&gt; A primeira coisa que fazem, mal saem do avião, é ligar o telemóvel. Altivas, atravessam a praça de táxis e dirigem-se ao parque de estacionamento, olham em frente e evitam os taxistas. Lá terão as suas razões... São mulheres bonitas, algumas hospedeiras de bordo. &lt;br /&gt;Há dias, uma delas entrou no meu táxi e logo surgiram as piadinhas: «Saiu-te o euromilhões...» Não ligo, respiro fundo e preparo-me para a corrida.&lt;br /&gt;– É para Telheiras, sff.&lt;br /&gt;Lá fomos... Vinha cansada, a hospedeira de bordo. A viagem aérea tinha sido longa, confessou-me que estava desejosa de chegar a casa, tomar um duche morno e descansar. Imaginei-a no banho, com o corpinho envolto em espuma... Pensei: «Estás com miragens!»&lt;br /&gt;Levei a mala à porta e despedi-me daquela mulher linda de morrer:&lt;br /&gt;– Bom descanso!&lt;br /&gt;– Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113287832734545570?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113287832734545570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113287832734545570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/11/praa-do-aeroporto-primeira-coisa-que.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116579811625036441</id><published>2011-04-27T00:44:00.000+01:00</published><updated>2011-04-28T19:21:38.855+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/1600/545609/Avenida%20Palace.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/320/795694/Avenida%20Palace.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;É italiano, Eaimo de seu nome, idade a rondar os 70 anos. Do aeroporto ao Hotel Avenida Palace, nos Restauradores, a conversa versou espionagem e cheguei a pensar que estava em presença de um agente secreto, tal o à-vontade com que falava do tema. &lt;br /&gt;Em trânsito para o Brasil, conhece bem a capital portuguesa e prefere ficar alojado na zona da Baixa, onde diz ter muitos amigos. De preferência no Hotel Mundial, mas desta vez estava esgotado e optou pelo Avenida Palace, o luxuoso hotel que foi «um dos principais centros de espionagem» no tempo da II Grande Guerra, a par do Tivoli e de outro no Estoril, onde se terão cruzado ingleses, russos, alemães..., segundo o meu cliente italiano.&lt;br /&gt;Falou-me da posição «ambígua» (?) de Portugal face ao conflito e no final disparou: «Salazar era uma grande putana!»&lt;br /&gt;«Putana?», interroguei. «Sim, putana... Comia aqui, bebia ali...»&lt;br /&gt;Julgo ter entendido a ideia do italiano. Já ouvi chamar muitos nomes ao ditador português, mas «putana»...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116579811625036441?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116579811625036441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116579811625036441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/12/italiano-eaimo-de-seu-nome-idade.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-7848380651697823746</id><published>2011-04-05T13:52:00.000+01:00</published><updated>2011-04-16T00:18:08.107+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125056901419519042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rx_cGR7GTEI/AAAAAAAAAKs/xCF56mLp4sU/s200/mochila.jpg" border="0" /&gt;Há, em Lisboa, &lt;strong&gt;colégios&lt;/strong&gt; para meninos ricos e &lt;strong&gt;escolas&lt;/strong&gt; para meninos pobres. Todas as manhãs e fins de tarde, junto aos &lt;strong&gt;colégios,&lt;/strong&gt; é uma roda-viva de carros-topos-de-gama – uns conduzidos pelos pais, outros por motoristas particulares – que transportam os meninos ricos. Outros, ainda, têm contratos com as várias centrais de táxis e à hora marcada lá está a operadora a chamar um «móvel» ao colégio tal para transportar o menino tal. &lt;br /&gt;Os meninos ricos não têm de carregar com as pesadas mochilas nem com os instrumentos musicais. Sim, porque nos &lt;strong&gt;colégios&lt;/strong&gt; para meninos ricos há aulas de música a sério, como pude espreitar, um dia destes, num dos colégios da Lapa, enquanto aguardava.&lt;br /&gt;Os meninos pobres, ao invés, moram em bairros pobres. E transportam as mochilas às costas, faça chuva ou faça sol. Compram gomas na papelaria mais próxima da &lt;strong&gt;escola&lt;/strong&gt; e vão a pé para casa. Carregados de livros e de mais não sei quê... De sonhos?&lt;br /&gt;Há dias viajava na zona de Chelas e depararam-se-me três meninos pobres que foram surpreendidos pela chuva intensa, quando se dirigiam para a Escola Secundária das Olaias. Parei e dei-lhes boleia. Foi apenas o gesto de um adulto que também já foi menino. Pobre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-7848380651697823746?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7848380651697823746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7848380651697823746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/h-em-lisboa-colgios-para-meninos-ricos.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rx_cGR7GTEI/AAAAAAAAAKs/xCF56mLp4sU/s72-c/mochila.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-114522980465286082</id><published>2011-03-07T00:12:00.001Z</published><updated>2011-03-07T15:26:33.035Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nos intervalos das «corridas» sobra tempo para leituras. Há um taxista em Lisboa que se faz acompanhar da Bíblia; por mim, não vou tão longe, mas não dispenso um jornal diário e algumas revistas. Gosto de ler José Eduardo Agualusa, a quem tive o prazer de transportar ontem. E reproduzo aqui, com a devida vénia, excerto de uma crónica antiga publicada na «Pública».&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="148" hspace="20" src="http://www.eldigoras.com/eom03/2004/2/33/33eagualusa1.jpg" width="190" align="left" border="1" /&gt; Não gosto de festas. Aborrece-me a conversa fiada, o fumo, a alegria fátua dos bêbados. Irritam-me ainda mais os pratos de plástico. Os talheres de plástico. Os copos de plástico. Servem-me coelho assado num prato de plástico, forçam-me a comer com talheres de plástico, o prato nos joelhos, porque não há mais lugares à mesa, e inevitavelmente o garfo quebra-se. A carne salta e cai-me nas calças. Derramo o vinho. Além disso, odeio coelho. Faço um esforço enorme para que ninguém repare em mim, mas há sempre uma mulher que, a dada altura, me puxa pelo braço: &lt;em&gt;«Vamos dançar?»&lt;/em&gt; E lá vou eu, de rastos, atordoado pelo estrídulo dissonante dos perfumes e do volume da música.&lt;br /&gt;Terminado o número, um tanto humilhado, confesso, porque tenho o pé pesado, sirvo-me de um uísque, com muito gelo, mas logo alguém me sacode: &lt;em&gt;«O que foi, meu velho? Estás chateado?»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E eu, que não, esforçando-me por sorrir, por rir às gargalhadas, como o resto da chusma. Chateado? Porque havia de estar chateado? O dever da alegria chama-me, grito, lá vou, lá vou..., e regresso à pista, e finjo que danço, finjo que estou feliz, pulando para a direita, pulando para a esquerda, até que se esqueçam de mim.&lt;br /&gt;Naquela noite estava quase a ser esquecido quando reparei num sujeito alto, todo vestido de branco, como um lírio, alva cabeleira à solta pelos ombros, a rondar sobriamente os pastéis de bacalhau. O homem parecia estar ali por engano. Achei-o, de repente, tão desamparado quanto eu. Podia ser eu, excepto pela roupa, pois evito o branco. O branco não é muito apropriado para o meu negócio. Menos ainda as cores garridas. Obedeço ao lugar-comum: visto-me de negro. Aproximei-me do homem, numa solidariedade de náufrago, e estendi-lhe a mão.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Eduardo Agualusa&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-114522980465286082?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114522980465286082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114522980465286082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/04/nos-intervalos-das-corridas-sobra.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113356159819125529</id><published>2010-12-22T12:10:00.001Z</published><updated>2010-12-22T16:48:25.143Z</updated><title type='text'>Sugestão: sardinhas em calda de tomate para a ceia de Natal</title><content type='html'>&lt;img hspace="10" src="http://www.ramirez.pt/images1/mnsard_ram2.jpg" width="150" align="left" vspace="10" border="0" /&gt; É brasileiro e está de passagem por Lisboa, hospedado no Hotel Meridien. Transporta vários sacos e durante a curta viagem não se cansa de elogiar Portugal e os portugueses («só precisam de ser um pouquinho mais alegres...»), Lisboa e as suas colinas, a cozinha portuguesa... «A seguir ao Rio de Janeiro, Lisboa é uma das cidades mais belas do Mundo.»&lt;br /&gt;Comprou sardinhas em calda de tomate numa loja da Rua dos Bacalhoeiros, onde uma senhora idosa vende todo o género de conservas e, vejam bem!, «até trabalha com um computador»...&lt;br /&gt;Diz-me que as sardinhas em calda de tomate são muito apreciadas no Brasil e destinam-se à ceia de Natal. Tenciona ir ao Colombo comprar queijos-da-serra, pelos vistos também uma iguaria muito apreciada além-fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[«Sardinhas em calda de tomate para a ceia de Natal?!», interrogo-me. E vem-me à ideia um amigo português que vive em Inglaterra e aproveita as frequentes vindas a Lisboa para comprar sardinhas e atum em conserva.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queijos-da-serra na ceia de Natal... ainda-vá-que-não-vá... Mas sardinhas em calda de tomate! Seja como for, há muito tempo que não ouvia, no grande observatório que é o meu táxi, alguém dizer bem de Portugal e dos portugueses. Se calhar andamos todos distraídos e não somos assim tão maus como nos pintam; se calhar, Portugal é apenas um «país sucessivamente adiado» (como lhe chamou Alexandre O´Neill) e mantém intactas, bem nas entranhas, as mais nobres virtudes; se calhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas festas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Por mim, dispenso as sardinhas em calda de tomate. Prefiro uma boa posta de bacalhau. Rezemos para que a famigerada crise não nos destine uma latinha de sardinhas no Natal de 2011...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113356159819125529?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113356159819125529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113356159819125529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/12/sardinhas-em-tomate-para-ceia-de-natal.html' title='Sugestão: sardinhas em calda de tomate para a ceia de Natal'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116691459251357750</id><published>2010-12-16T15:53:00.002Z</published><updated>2010-12-22T16:47:25.043Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem sai do Lux e quer fazer inversão de marcha, no sentido do Terreiro do Paço, tem de passar por baixo do viaduto de Santa Apolónia. Só há tempos me apercebi de que alguns dos sem-abrigo de Lisboa escolhem aquele poiso para pernoitar. Abrando a marcha para me certificar de que são mesmo seres humanos que estão ali, naquela manhã muito fria.&lt;br /&gt;Um homem de meia-idade, perturbado com os faróis do carro, levanta-se ligeiramente, envolto numa manta, e fita-me com os olhos muito abertos: «Há azar?!» Fico meio aflito e balbucio qualquer coisa do género: «Está tudo bem?»&lt;br /&gt;O homem riposta, quase sem me deixar terminar: «Siga a sua vida!»&lt;br /&gt;E sigo, mas perturbado com aqueles olhos muito abertos que ainda hoje me perseguem e «acusam» de pecados que julgo não ter cometido.&lt;br /&gt;Se eu fosse presidente de câmara, juro que na minha cidade não haveria seres humanos a dormir debaixo das pontes... Mas como não sou e voz de «fogareiro» não chega ao céu, limito-me a este desabafo de indignação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116691459251357750?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116691459251357750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116691459251357750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/12/quem-sai-do-lux-e-quer-fazer-inverso.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2997886073354872751</id><published>2010-11-23T15:58:00.000Z</published><updated>2010-12-16T17:42:25.906Z</updated><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Snb9itxH_3I/AAAAAAAAAXQ/QysZ00x64B0/s1600-h/Igreja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365754778901544818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Snb9itxH_3I/AAAAAAAAAXQ/QysZ00x64B0/s200/Igreja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por vezes, quase sinto necessidade de ser «tocado» por um deus qualquer, mas logo o pensamento racional se sobrepõe, qual «polícia» de serviço permanente, e tudo volta à estaca zero. Mas gosto de frequentar certos lugares, como por exemplo as igrejas. Durante largos anos, trabalhei no Bairro Alto (Lisboa), bem perto da Igreja de S. Roque, no Largo da Misericórdia, onde eram frequentes os concertos de música sacra. Sempre que possível, lá ia eu, como quem não quer a coisa... Sentava-me no fundo da igreja e ali ficava a ouvir aquela música misteriosa, naquele espaço fantástico.&lt;br /&gt;Quando visito a aldeia natal, na Beira-Baixa, também não resisto a entrar na igreja. Há tempos, chovia e apeteceu-me fazer algo: ler Fernando Pessoa («Chuva Oblíqua») naquele espaço sagrado. Não aconteceu, mas juro que um dia ainda hei-de partilhar  (gosto desta palavra facebookiana) a experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,&lt;br /&gt;E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça...&lt;br /&gt;Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,&lt;br /&gt;E as vidraças da igreja vistas de fora são o som da chuva ouvido por dentro...&lt;br /&gt;O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes&lt;br /&gt;Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar...&lt;br /&gt;Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça&lt;br /&gt;E sente-se chiar a água no fato de haver coro...&lt;br /&gt;A missa é um automóvel que passa&lt;br /&gt;Através dos fiéis que se ajoelham em hoje ser um dia triste...&lt;br /&gt;Súbito vento sacode em esplendor maior&lt;br /&gt;A festa da catedral e o ruído da chuva absorve tudo&lt;br /&gt;Até só se ouvir a voz do padre água perder-se ao longe&lt;br /&gt;Com o som de rodas de automóvel...&lt;br /&gt;E apagam-se as luzes da igreja&lt;br /&gt;Na chuva que cessa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a primeira vez que se me deparou uma situação gira, na aldeia beirã. Sempre que alguém perde algo, recorre a determinada pessoa. Ela reza (três vezes) a «Oração de Santo António» e... as «coisas» aparecem! Desta vez, um fulano perdeu a carteira, enquanto colhia o mel. Voltas e mais voltas e... nada! Até que surgiu essa pessoa, rezou a oração e... a carteira apareceu!&lt;br /&gt;Apesar de ser homem de pouca fé, não deixei de pedir que rezassem por mim, na esperança de recuperar muito do que ficou perdido pela longa estrada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oração de Santo António&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Santo António se levantou&lt;br /&gt;e seus sapatinhos de oiro calçou&lt;br /&gt;Seu bordãozinho à mão direita tomou&lt;br /&gt;Seu caminho caminhou&lt;br /&gt;e o Senhor encontrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Senhor lhe perguntou:&lt;br /&gt;– Tu, António, pra onde vais?&lt;br /&gt;– Eu consigo vou, Senhor...&lt;br /&gt;– Tu comigo não irás... Tu na Terra ficarás. Quantas missas se disserem, tu, António, as ouvirás. Quantas coisas se perderem, tu, António, as acharás. E ao seu dono, António, as entregarás&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2997886073354872751?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2997886073354872751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2997886073354872751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/08/divagacoes.html' title='Divagações'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Snb9itxH_3I/AAAAAAAAAXQ/QysZ00x64B0/s72-c/Igreja.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-114625714690969709</id><published>2010-08-19T23:21:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T17:49:20.909+01:00</updated><title type='text'>Valha-me Sigmund Freud!</title><content type='html'>&lt;img hspace="10" src="http://psiconet.org/freud/fotos/fotos/dali.jpg" align="right" border="1" /&gt; Não é da idade, juro, esta sina de me esquecer dos nomes das pessoas. Fixo as caras, os locais, mas quanto a nomes... nada! Ainda adolescente, li um ensaio de Freud («Psicopatologia da Vida Quotidiana») em busca de resposta. Pouco entendi! Feito adulto, reli-o, pensando que derivasse da verdura juvenil a minha incapacidade de alcançar luz sobre a leitura freudiana. Continuei na mesma, como igual permanece esta minha fraqueza. Num restaurante, surge alguém que não vejo há anos; no cinema, cruzo-me com uma cara bem conhecida – mas o nome não me ocorre.&lt;br /&gt;Pessoa amiga já sabe que o truque é afastar-se discretamente por uns instantes, para eu não ter de apresentá-la, porque passados uns segundos a imagem vaga começa a delinear-se-me em contornos claros... e o nome estala! Outras vezes demora mais tempo. Não raro surge quando vou a conduzir ou antes de adormecer.&lt;br /&gt;Já percebi que tem a ver com o contexto. Se em Lisboa encontro alguém que conheci no Algarve ou em Montes da Senhora se me depara um sujeito que encontrei em Castelo Branco, fico despistado. Há tempos, num restaurante do Bairro Alto, dei comigo a conversar com um personagem familiar. Foi o meu último acidente! O seu nome ficou-me encalhado num neurónio qualquer... Eu dava voltas ao miolo para encontrar uma saída e arrisquei: «Olha o Carvalho Araújo!» Ele veio em meu socorro: «Acho que estás a fazer confusão... Carvalho Araújo é o nome de uma rua ali para os lados da Praça do Chile. Eu sou o... Carvalho dos Santos!»&lt;br /&gt;Fiquei aborrecido e revelei-lhe esta antiga falha de um fusível na minha memória. Que se mistura, por vezes, com outra deficiência: perder-me nos parentescos. Quando me dizem que X é sobrinho-neto do pai de Y, boa noite! Quando a minha mãe me diz que faleceu o fulano tal que era casado com a fulana tal, primo de não sei quem, e se põe a dissertar sobre as ligações genealógicas... mudo de assunto!&lt;br /&gt;Valha-me Sigmund Freud!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-114625714690969709?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114625714690969709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114625714690969709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/04/valha-me-sigmund-freud.html' title='Valha-me Sigmund Freud!'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-115819079223774235</id><published>2010-06-12T12:36:00.000+01:00</published><updated>2010-06-16T18:52:06.320+01:00</updated><title type='text'>A «pianista»</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/pianot01.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/pianot01.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tem olhos azuis penetrantes e um rosto que já foi jovem. Entra no Cais do Sodré e tem pressa de chegar ao Parque das Nações. «Importa-se de aguardar que eu vá levantar dinheiro?» Estranho, porque não vislumbro qualquer caixa multibanco nas redondezas. Começo a perdê-la de vista, penso numa «banhada», arrumo o táxi e zarpo na sua direcção, sem dar nas vistas. Deixo de vê-la, por instantes. Sai de uma loja e prepara-se para entrar no Teatro Camões. É nesta altura que decido intervir:&lt;br /&gt;– Então?!&lt;br /&gt;A mulher fica embaraçada:&lt;br /&gt;– Estou com muita pressa... Sou pianista e o ensaio não pode começar sem mim... Não tenho aqui dinheiro, mas fique com um cartão e passe pela minha casa...&lt;br /&gt;– Sou taxista e se não me pagar dentro de cinco minutos chamo a polícia e cobro-lhe mais dez euros pelo tempo que me fez perder...&lt;br /&gt;Num ápice, a «pianista» sobe as escadas e volta com o dinheirinho da «corrida».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS&lt;/em&gt; – Fico a pensar no gesto daquela mulher e, por estranho que pareça, meio arrependido, até, por não lhe ter perdoado o serviço. Será que ela não tinha os cinco euros e foi pedi-los a alguém? Será que é mesmo pianista e está em crise financeira? Terá agido assim por não querer humilhar-se? Porque será que não perco esta velha mania de vestir a pele dos outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-115819079223774235?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/115819079223774235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/115819079223774235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/09/pianista.html' title='A «pianista»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-115490625335691468</id><published>2009-08-31T00:13:00.002+01:00</published><updated>2009-09-02T23:32:59.823+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/lua-de-mel.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/lua-de-mel.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Estão em lua-de-mel (gosto desta expressão...), são naturais de Penafiel e estiveram hospedados (uma noite) no Sana Metropolitan, enquanto aguardavam viagem para o Brasil. Propuseram-me uma (curta) visita aos pontos mais bonitos de Lisboa. «Não conhecem a capital?», perguntei-lhes. Na era dos Alfas e dos TGVs, estava convencido de que todos os portugueses já conheciam Lisboa, mas, afinal, não é bem assim...&lt;br /&gt;«Eu conheço, mas o meu marido não», respondeu-me a jovem casadinha de fresco, ainda não muito à vontade (pareceu-me...) a pronunciar «meu marido».&lt;br /&gt;Hoje, quando o calor apertou a sério, lembrei-me do casalinho de Penafiel, apeteceu-me estacionar o táxi e zarpar em «lua-de-mel» para bem longe da Almirante Reis e do Areeiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-115490625335691468?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/115490625335691468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/115490625335691468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/08/esto-em-lua-de-mel-gosto-desta.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1437214927568584708</id><published>2009-08-29T03:53:00.004+01:00</published><updated>2009-09-02T23:28:31.394+01:00</updated><title type='text'>«Ostinato rigore»</title><content type='html'>&lt;em&gt;Toda a manhã procurei uma sílaba.&lt;br /&gt;É pouca coisa, é certo: uma vogal,&lt;br /&gt;uma consoante, quase nada.&lt;br /&gt;Mas faz-me falta. Só eu sei&lt;br /&gt;a falta que me faz.&lt;br /&gt;Por isso a procurei com obstinação.&lt;br /&gt;Só ela me podia defender&lt;br /&gt;do frio de Janeiro, da estiagem&lt;br /&gt;do verão. Uma sílaba.&lt;br /&gt;Uma única sílaba.&lt;br /&gt;A salvação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SpiaXkpqFKI/AAAAAAAAAXY/9FgxauxKzQ0/s1600-h/MST.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 51px; height: 78px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SpiaXkpqFKI/AAAAAAAAAXY/9FgxauxKzQ0/s200/MST.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375215885032756386" /&gt;&lt;/a&gt; Ler ainda é o melhor remédio para as insónias, mais na aldeia beirã, onde as noites duram uma eternidade. Levo sempre uns tantos livros na bagagem (servem-me de âncora), mas raramente consigo lê-los até ao fim. Desta vez, porém, foi fácil terminar um pequeno livro de Miguel Sousa Tavares («No Teu Deserto»). Uma história bem construída sobre a sua aventura no famigerado rali Paris-Dakar. &lt;br /&gt;Miguel Sousa Tavares é imaginativo, consegue boas histórias. Li parte do «Equador», mas não tive estofo para chegar ao fim. Li «Sul» e apreciei as suas crónicas. Apenas um senão: alguma falta de rigor na construção das frases, na escolha das palavras certas. Fica a ideia de que ele escreve de jacto, ao sabor da sua fértil imaginação; que não volta atrás para burilar a escrita, como faziam Hemingway, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade...   &lt;br /&gt;Apesar de tudo, valeu a pena «viajar» com MST nas areias do grande deserto africano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1437214927568584708?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1437214927568584708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1437214927568584708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/08/ostinato-rigore.html' title='«Ostinato rigore»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SpiaXkpqFKI/AAAAAAAAAXY/9FgxauxKzQ0/s72-c/MST.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113279453709463736</id><published>2009-08-04T01:05:00.000+01:00</published><updated>2009-08-05T00:58:50.511+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praça do Rossio – &lt;/strong&gt;Vêm divertidos e bem bebidos. É quase meia-noite e jantaram num daqueles restaurantes «baratinhos» das Portas de Santo Antão. Ele é vice-ministro (vim a saber depois) de um país africano; uma delas é portuguesa, a outra é brasileira. &lt;br /&gt;– Para o Tamila, sff.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ele está sentado à frente, a meu lado. A conversa surge fácil e dá para estabelecer alguma empatia. A viagem é curta e quando nos despedimos, na Av. Duque de Loulé, a portuguesa sugere:&lt;br /&gt;– Não querem continuar a falar lá dentro...&lt;br /&gt;– Estou a trabalhar e não devo. Nem sequer posso beber um copo...&lt;br /&gt;Ela insiste e... vou, movido pela curiosidade de conhecer aquele personagem, vice-ministro africano (...) de passagem por Lisboa, bem acompanhado e frequentador de «boas» casas.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;– Vou andando. Senão... o patrão despede-me.&lt;br /&gt;– Ó meu bem, fica só mais um pouquinho...&lt;br /&gt;– OK! Se for só mais um pouquinho...&lt;br /&gt;– ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113279453709463736?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113279453709463736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113279453709463736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/11/praa-do-rossio-vm-divertidos-e-bem.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116475705416312260</id><published>2009-06-29T13:34:00.000+01:00</published><updated>2009-07-07T23:08:03.628+01:00</updated><title type='text'>Baú de velharias</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/1600/bau.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/184/356/320/bau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Uma imagem vale mais que mil palavras». Não vou tão longe – direi, antes, que há imagens que valem mais que mil palavras. Sempre apreciei o «cartoon» (prefiro escrever assim, em vez de cartune), a caricatura… Conheci bons especialistas na matéria e guardo, religiosamente, uma caricatura do grande Francisco Zambujal. Também conheci José Pargana, homem de poucas palavras mas elegante no trato e no traço. Hoje em dia também temos bons «cartoonistas», herdeiros de uma bela tradição do jornalismo português. É o caso de Luís Afonso, em «A Bola» e no «Público».&lt;br /&gt;Ao remexer o baú de velharias, descobri algumas caricaturas publicadas do início do século passado, da autoria de F. Valença e Silva e Sousa, numa época em que republicanos e democratas se preparavam para derrubar a monarquia decadente.&lt;br /&gt;Alexandre Braga, considerado o mais extraordinário orador daquele tempo. Guerra Junqueiro, que deixou bem assinalado na sua obra o amor pela República. António José de Almeida, médico distinto que também teve papel relevante no derrube da monarquia. Ficou célebre a sua frase: «A monarquia é um parasita, uma lombriga vivendo no intestino da nação.» As dúvidas do último rei de Portugal, D. Manuel II, apresentado como Hamlet perante a sua coroa. Ser ou não ser rei, eis a questão que o atormentava e que foi resolvida, definitivamente, com a proclamação da República, em 5 de Outubro de 1910.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116475705416312260?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116475705416312260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116475705416312260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/11/ba-de-velharias.html' title='Baú de velharias'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8736000433652473926</id><published>2009-05-21T16:47:00.001+01:00</published><updated>2009-05-21T19:52:27.746+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083122247190377842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RorgwJWq9XI/AAAAAAAAAFw/AE8uoBUeP1Q/s200/costacastelo.jpg" border="0" /&gt;Morar na Costa do Castelo (de São Jorge), num daqueles apartamentos recuperados, é um privilégio só ao alcance de alguns. A vista sobre a cidade é deslumbrante, o pior é o estacionamento, as ruas são estreitas, mas os novos inquilinos não estarão muito preocupados, porque as «novas» casas têm garagens.&lt;br /&gt;Transportei uma jovem médica à Costa do Castelo, bem perto do Chapitô. Pediu-me para aguardar um bocadinho, lá descobri uma nesga para estacionar o táxi e fui tomar um cafezinho. Regressou e rumámos ao Saldanha. «Fui amamentar o meu bebé. Apetecia-me ficar com ele toda a tarde, mas não é possível...»&lt;br /&gt;É agradável quando se estabelece uma relação de confiança entre as pessoas. E senti que mereci a confiança daquela jovem mãe, a ponto de ela ter desabafado, espontaneamente, sobre a sua vida pessoal. Bem sei que anda por aí muita gente de espada em riste, mas essa não é a minha gente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8736000433652473926?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8736000433652473926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8736000433652473926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/07/morar-na-costa-do-castelo-de-so-jorge.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RorgwJWq9XI/AAAAAAAAAFw/AE8uoBUeP1Q/s72-c/costacastelo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1170787305934831210</id><published>2009-05-19T17:49:00.003+01:00</published><updated>2009-05-20T00:07:21.024+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Adriano é um jovem jornalista, agora a militar no «ionline». Um destes dias coube-me transportá-lo à sede do novo diário, no Tagus Park. Deu para rever um bom amigo e pôr a conversa em dia, até porque o trânsito estava caótico (fim de tarde) e a viagem demorou mais que o previsto, também pelas razões que o Adriano explica no seu blogue do «ionline» e que transcrevo a seguir, com a devida vénia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A propósito do «ionline», é de louvar a coragem de lançar um novo jornal nestes tempos de crise. A impressão do primeiro número não foi boa, as coisas não saíram bem no aspecto gráfico, mas tem vindo a melhorar e creio ser já uma lufada de ar fresco no panorama da imprensa lusa.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/ShLj7sUpMzI/AAAAAAAAAXI/hjJc_-Mznio/s1600-h/ionline.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337579123036992306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/ShLj7sUpMzI/AAAAAAAAAXI/hjJc_-Mznio/s200/ionline.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dezanove horas e dois minutos. Final do dia. O trânsito habitual para sair de Lisboa, a baixa cheia de carros, Avenida da Liberdade em obras. Filas, apitos, caos. De repente, um camião TIR a rodar a cinco quilómetros/hora. Feliz por atrapalhar ainda mais, com uma banda a tocar lá no alto. O marketing de guerrilha também consegue ser genuinamente parvo.&lt;br /&gt;Percebi, pela decoração do camião, que a «iniciativa» tinha o carimbo da banda Ez Special. Tocavam uma daquelas «malhas» típicas de banda sonora de novela da TVI. Faltou perceber o motivo desta acção em tão despropositado horário: novo álbum? início de tournée? garantir visibilidade na informação de trânsito da SIC Notícias e da RTPN? Desconheço…&lt;br /&gt;Sei apenas, nos cinco minutos que demorei a ultrapassar o dito camião, que esta assinalável acção de marketing gerou um impacto tremendo no interior de um táxi que transportava três groupies frenéticas. Três. À sua volta seriam pelo menos três centenas os condutores que lamentavam a genialidade do responsável autárquico que aprovou isto.&lt;br /&gt;Feitas as contas, arriscaria dizer que a iniciativa foi contraproducente. Mas isto sou eu, que não percebo nada destas coisas de ROI e de eficácia publicitária. Percebo apenas de transtornos automobilísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ADRIANO NOBRE&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1170787305934831210?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1170787305934831210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1170787305934831210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/05/o-adriano-e-um-jovem-jornalista-agora.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/ShLj7sUpMzI/AAAAAAAAAXI/hjJc_-Mznio/s72-c/ionline.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-659501347921190321</id><published>2009-05-10T00:40:00.001+01:00</published><updated>2009-05-10T00:49:25.254+01:00</updated><title type='text'>O nome errado dos meses</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SgYWbpL07yI/AAAAAAAAAXA/EVph_GeWCPQ/s1600-h/JCF.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SgYWbpL07yI/AAAAAAAAAXA/EVph_GeWCPQ/s200/JCF.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333975472834670370" /&gt;&lt;/a&gt; O nosso mundo não é dado a muito tempo para reflexões, mas quem queira arriscar ainda se pode dar a esse pequeno luxo. Num tempo tão veloz, é mesmo um luxo pensar nas coisas e na razão de ser das coisas. Por exemplo: tentar perceber como é que o mês nove tem um nome começado por sete, o mês dez tem um nome começado por oito, o mês onze tem um nome começado por nove e o mês doze tem um nome começado por dez. Diz-se que Rómulo criou um calendário com 304 dias e dez meses. Com o andar da carruagem, os meses começaram a andar deslocados do tempo solar e outro rei, Numa, acrescentou os meses de Janeiro e Fevereiro.&lt;br /&gt;Foi assim que os nomes dos quatro últimos meses do ano começou a ficar em desacerto com a sua posição no calendário. Setembro é o nono mês, mas escreve-se com sete; Outubro é o décimo mês e escreve-se com oito; Novembro é o décimo-primeiro, mas escreve-se com nove; e Dezembro é o décimo-segundo, mas escreve-se com dez. &lt;br /&gt;Mais tarde, Júlio César ordenou que o ano começasse em Janeiro e não em Dezembro, mas não mudou os nomes e o Papa Gregório XIII, ao instituir o calendário gregoriano, apenas rectificou um aspecto: os trabalhos astronómicos baseavam-se num ano de 365 dias e seis horas; na realidade, o movimento da Terra em volta do Sol dura 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 47 segundos. &lt;br /&gt;Desta situação resultou um atraso de 11 dia entre o tempo solar e o tempo do calendário desde a época de Júlio César até ao Papa Gregório XIII, em 1582. Tem sido possível acertar tanta coisa, o próprio ano bissexto é uma maneira de haver um acerto entre tempo solar e tempo do papel pendurado na parede. Mas o nome dos últimos quatro meses continua errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOSÉ DO CARMO FRANCISCO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-659501347921190321?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/659501347921190321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/659501347921190321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/05/o-nome-errado-dos-meses.html' title='O nome errado dos meses'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SgYWbpL07yI/AAAAAAAAAXA/EVph_GeWCPQ/s72-c/JCF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6761312666729389466</id><published>2009-05-09T23:08:00.000+01:00</published><updated>2009-05-10T01:10:30.835+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sou taxista diurno, mas de vez em quando faço umas incursões na noite, aos fins-de-semana. Como aconteceu neste sábado. Estou consciente de que a noite tem códigos muito diferentes e não arrisco em demasia. Surgem situações inesperadas e é preciso estar atento às armadilhas da floresta... &lt;br /&gt;Viajo no bairro do Restelo, por volta das cinco horas da madrugada. O tempo está chuvoso e na zona, de moradias, não se vê vivalma. Às tantas, depara-se-me o vulto de uma mulher ainda jovem. Faz-me sinal e o meu primeiro pensamento foi de que precisaria de ir ao hospital. &lt;br /&gt;– Levas-me à Portela? [de Carnaxide]&lt;br /&gt;Fixo-a bem e reajo de imediato:&lt;br /&gt;– Sabe bem que não vou à Portela, a esta hora...&lt;br /&gt;– Então, posso ficar junto ao Alegro (centro comercial).&lt;br /&gt;A meio da viagem, a jovem diz-me que não tem dinheiro para a «corrida» e argumenta com outras formas de «pagamento». Faço de conta que não entendo, deixo-a no Alegro e... sigo a minha vidinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6761312666729389466?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6761312666729389466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6761312666729389466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/05/sou-taxista-diurno-mas-de-vez-em-quando.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8882543529196231850</id><published>2009-05-08T00:47:00.002+01:00</published><updated>2009-05-08T00:51:16.158+01:00</updated><title type='text'>Uma manhã no Chiado</title><content type='html'>Todas as manhãs o Chiado é uma romaria. Será uma maneira de dizer. Às dez da manhã em ponto uma pequena multidão já não cabe no adro da igreja. O mesmo é dizer não cabe na confluência da Rua do Carmo com a Rua Nova do Almada. Segundos depois das dez, o sacristão vem abrir a porta da igreja. O mesmo é dizer o jovem segurança vem abrir de par em par as portas do templo do consumo. Como que impelidos por uma mola, frenéticos, ansiosos, todos se dirigem apressados para os sues destinos como se o Mundo dependesse dos seus gestos nervosos e tensos. Cada um tem o seu objectivo. Uns procuram as lojas de roupa (lembram os paramentos), outros procuram os cafés (lembram as galhetas da água e do vinho), outros ainda procuram a loja das sandes (lembram as partículas de pão ázimo antes da consagração). No templo do consumo até o ruído dos travestis com as suas piadas soltas de mesa para mesa («Tá calada oh preta! És uma parva!») lembra o soar das malhas do jogo do chinquilho nos minutos parados antes da missa das onze nos domingos de manhã. E há aquele escritor pouco conhecido que ergue o jornal «Público» como quem segura um hissope ou uma caldeira de água benta e se dirige à FNAC para rezar sozinho tal como nos tempos da minha infância algumas senhoras da minha terra acompanhavam à distância a missa da paróquia nas suas capelas particulares sentadas nas suas cadeiras forradas de veludo vermelho. Todas as manhãs o Chiado é uma romaria. Será uma maneira de dizer. Mas não vejo passar ninguém com a saca vermelha das esmolas para as almas do purgatório. Talvez porque o purgatório é eu estar aqui entre esta multidão frenética e ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOSÉ DO CARMO FRANCISCO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8882543529196231850?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8882543529196231850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8882543529196231850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/05/uma-manha-no-chiado.html' title='Uma manhã no Chiado'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8621366137001470773</id><published>2009-05-07T00:31:00.000+01:00</published><updated>2009-05-08T00:52:38.443+01:00</updated><title type='text'>O teu nome</title><content type='html'>O teu nome. Sim. Já era o teu nome. &lt;br /&gt;Vindo do chão do tempo antigo, o teu nome cheirava a pétalas pisadas no adro de uma igreja em dia de festa numa aldeia imaginada, trazia no seu dorso o peso das grandes chuvas e o lume das longas tardes de sol entre as searas e as casas da planície. &lt;br /&gt;Era o teu nome e eu não o conhecia. &lt;br /&gt;Depois soltou-se, desligado da gravidade, como se fosse um pássaro ou uma canção, em ambos os casos com o destino óbvio de quem quer voar seja no espaço azul seja no coração de quem ouve cantar. Foi subindo como um anúncio luminoso, como um cartaz de cinema, como uma notícia. &lt;br /&gt;Era o teu nome e eu não o percebia. &lt;br /&gt;Por fim colou-se à luz dos meus dias, deu ao calendário um sinal de fulgor, fez do meu tempo um mar de referências e de memórias. &lt;br /&gt;Era o teu nome e eu não o dizia. &lt;br /&gt;Hoje é a chave da casa, o portão do jardim, o lugar onde me debruço para te esperar quando o fim do dia só faz sentido com o teu regresso.&lt;br /&gt;Vem com ele, dentro dele, uma música suave, oboés e fagotes, trompas de harmonia e bombardinos, trompetes em surdina, clarinetes velozes, todos a dizerem que o teu nome, hoje como ontem, continua a cheirar a pétalas pisadas no adro da igreja em dia de festa numa aldeia imaginada, trazendo no seu dorso o peso das grandes chuvas e o lume das longas tardes de sol entre as searas e as casas na planície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOSÉ DO CARMO FRANCISCO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8621366137001470773?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8621366137001470773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8621366137001470773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/05/o-teu-nome.html' title='O teu nome'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113262034235009480</id><published>2009-05-05T18:41:00.001+01:00</published><updated>2009-05-06T19:09:44.265+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praça do IPO –&lt;/strong&gt; Entra no táxi a chorar. Não é difícil adivinhar o que lhe vai na alma...&lt;br /&gt;– Por favor, leve-me à João Crisóstomo. &lt;br /&gt;[Procuro o diálogo, mas não o forço. Há dias, uma professora preparou a aula durante o percurso de táxi. Não a incomodei. No final da corrida, disse-me: «Obrigado pelo seu silêncio.»]&lt;br /&gt;As lágrimas não param no rosto daquela mulher ainda jovem. Arrisco...&lt;br /&gt;– Nota-se que está muito triste...&lt;br /&gt;– Faleceu a minha mãe!&lt;br /&gt;[Faço o possível para conter a emoção, mas não consigo] &lt;br /&gt;– Força!&lt;br /&gt;Estaciono o táxi. E choro também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113262034235009480?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113262034235009480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113262034235009480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/11/praa-do-ipo-entrou-no-txi-chorar.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-114358821038936621</id><published>2009-04-08T16:19:00.000+01:00</published><updated>2009-04-09T21:38:15.791+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fátima, Batalha e Nazaré, com regresso a Lisboa. Transporto dois casais simpáticos de Formentera, na Ibiza «pequeña». Aguardo, enquanto eles cumprem a visita ao santuário de Fátima. Tomo um cafezinho, compro o jornal. Uma grande feira! Uma loja dos trezentos em ponto grande... O «speaker» pronuncia a palavra «inferno» mais de uma dezena de vezes; um cego berra à passagem das pessoas; lá em baixo, centenas de peregrinos acotovelavam-se para ver de perto a campa de Lúcia (deduzo); os lojistas querem impingir-me bugigangas...&lt;br /&gt;Chegam os clientes espanhóis. Foram rápidos na visita, mais com o intuito de conhecer que propriamente em missão de fé (confessaram-me).&lt;br /&gt;Desabafo para Agustín:&lt;br /&gt;– A fé move montanhas...&lt;br /&gt;Resposta pronta do espanhol:&lt;br /&gt;– De dinero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-114358821038936621?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114358821038936621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/114358821038936621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/03/f-move-montanhas-de-dinero.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6267138154387434563</id><published>2009-04-06T02:38:00.003+01:00</published><updated>2009-04-06T02:48:05.990+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Leio sempre com agrado, no semanário «SOL», os artigos de António Pedro Vasconcelos. O último, que reproduzo a seguir (com a devida vénia), fala-nos de Lisboa e tocou-me particularmente. Também eu, que vivo aqui desde os 15 anos, não conhecia bem a minha cidade. Só agora, nesta vidinha de fogareiro, tive oportunidade de lhe descobrir a alma. Sem esconder alguma revolta, devo confessar, face à degradação da zona histórica. Ainda assim, Lisboa é bela e não me canso de andar por aí a elogiá-la e a mostrá-la aos turistas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SdleOx0fSJI/AAAAAAAAAW4/byEwTI1taJs/s1600-h/apvasconcelos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321388042699622546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SdleOx0fSJI/AAAAAAAAAW4/byEwTI1taJs/s200/apvasconcelos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Para mim, há duas maneiras de conhecer uma cidade: viajando com tempo e curiosidade (chamem-lhe turismo, se quiserem) ou andando à procura de locais para filmar. Viver numa cidade é a pior maneira de a conhecer ou, pelo menos, de lhe admirar os encantos. Os habitantes de Londres, Paris ou Florença estão seguramente impregnados do que a capital do Reino Unido, de França ou da Toscana têm de mais belo: no horizonte do olhar, como no fundo da memória, pairam inevitavelmente as cores, a luz, a medida humana, as sugestões de momentos únicos, mas o hábito sobrepõe-se à virgindade do olhar, o peso do quotidiano abafa a surpresa e o deslumbramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo em Lisboa desde os meus catorze anos e, em mais de meio século de convívio com a cidade, descobri há dias que a conhecia mal. Há muito tempo que tenho um desejo adiado: tirar uma semana de férias, instalar-me num hotel no Chiado e visitar Lisboa como um turista, de mapa e roteiro na mão, para ver com olhos de ver sítios onde nunca fui com ócio ou que nunca desbravei por falta de tempo ou de motivo. Agora que estou a começar um filme, cuja acção se passa em Lisboa, e que exige a descoberta de um prédio burguês de uns seis andares, de preferência do século XIX, com um jardim ou uma praça em frente, que tenha uma vista deslumbrante para os telhados da velha cidade e o Tejo em fundo, fui obrigado a calcorrear todos os recantos dos velhos bairros populares da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a sorte de apanhar uns dias acolhedores de Primavera, sem vento e com um sol ameno espreitando num céu azul onde boiavam farrapos de nuvens soltas; descobri o pulsar da vida popular que julgava extinta, a beleza simples dos prédios moldados em ruas inclinadas ao capricho da natureza, as ruas estreitas que garantem a sombra, as escadas de corrimão que rivalizam com as de Montmartre, as varandas floridas, o pequeno comércio ancestral, colectividades de recreio esquecidas e, sobretudo, as janelas abertas sobre o Tejo, benigno e purificador. Passeei pela Sé, pela Costa do Castelo, mas também por Alcântara, Ajuda, Mouraria e Madragoa, Lapa (mais burguesa, mas onde, a cada esquina, nos deixamos fulminar pelo deslumbramento), Santa Catarina e a Bica, a Baixa e o Chiado, onde a toda a hora nos vêm à memória os versos prosaicos de Cesário ou as cogitações metafísicas de Álvaro de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descoberta da cidade coincidiu com a leitura do I volume de A Invenção de Lisboa, a obra fabulosa de erudição e encantamento que José Sarmento de Matos decidiu dedicar à sua cidade, que ele ama e conhece como ninguém. Agora que a crise nos bateu à porta, deixo-lhe um conselho amigo: leia A Invenção de Lisboa, e depois, com redobrada curiosidade, experimente tirar umas férias na capital, e descubra todos os dias um pouco desse caldo de culturas que é a cidade, a um tempo árabe, cristã, pombalina e romântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Pedro Vasconcelos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6267138154387434563?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6267138154387434563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6267138154387434563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/04/leio-sempre-com-agrado-no-semanario-sol.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SdleOx0fSJI/AAAAAAAAAW4/byEwTI1taJs/s72-c/apvasconcelos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-5541639768431877169</id><published>2009-03-16T01:55:00.002Z</published><updated>2009-03-16T01:58:38.598Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sb2yO_igbbI/AAAAAAAAAWw/Mp7mR3vEOZA/s1600-h/Feytor.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sb2yO_igbbI/AAAAAAAAAWw/Mp7mR3vEOZA/s200/Feytor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313599106011131314" /&gt;&lt;/a&gt; Domingo. Depois da via-sacra das discotecas, pela manhãzinha, é tempo de descansar e tomar o pequeno-almoço. Segue-se um tipo de clientela bem diferente, mais direccionada para igrejas, hospitais, cemitérios... Tenho verificado, há algum tempo, que a missa dominical da Igreja do Campo Grande é das mais concorridas de Lisboa. Alguma razão especial estaria na origem de tamanha afluência de crentes, oriundos de toda a cidade e não só... Hoje, em conversa com uma cliente, fiquei esclarecido: Feytor Pinto é o pároco daquela paróquia e destaca-se pelas suas homilias. Um padre atento aos problemas actuais dos seus concidadãos.&lt;br /&gt;Esta conversa fez-me relembrar uma célebre entrevista do padre Feytor Pinto ao jornal «Público», há já alguns anos, na qual defendia pontos de vista diferentes de uma certa corrente (hierárquica) da Igreja Católica, nomeadamente em relação ao aborto (em casos expecionais), à educação sexual... &lt;br /&gt;Feytor Pinto, pelos vistos, continua a ser uma voz muito escutada pelos crentes da capital. Basta passar, aos domingos, pelo Campo Grande.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-5541639768431877169?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5541639768431877169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5541639768431877169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/03/domingo.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sb2yO_igbbI/AAAAAAAAAWw/Mp7mR3vEOZA/s72-c/Feytor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2399831434521825713</id><published>2009-03-09T20:29:00.002Z</published><updated>2009-03-09T21:55:05.756Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os três alemães saem bem-bebidos do Lux. E com muita fominha... Exprimem-se em espanhol e perguntam-me se existe algum McDonald's aberto àquela hora (sete da manhã). Abastecem-se de hambúrgeres e rejeito a oferta, porque não sou dado àqueles manjares. Chegados ao hotel, na zona do Parque Eduardo VII, pagam-me a «corrida» e agradecem-me veementemente (a «paciência» que tive para os aturar...). Um deles, sentado a meu lado, pisca-me o olho e tenta impingir-me algo semelhante a um excremento de rato (haxixe?). Recuso, acelero em direcção à pastelaria Ritz e peço um galão morno, uma sanduíche e um café. A seguir, compro o jornal e estaciono na praça de táxis do Hotel Altis (uma das minhas preferidas), fresquíssimo para mais uma «corrida».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2399831434521825713?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2399831434521825713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2399831434521825713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/03/os-tres-alemaes-saem-bem-bebidos-do-lux.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6223554965000285949</id><published>2009-03-08T20:25:00.002Z</published><updated>2009-03-27T19:31:33.307Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>É um dos estilistas mais badalados cá da paróquia. Aproveita a viagem de táxi, até à Gare Oriente (rumo ao Porto), para dar instruções às suas assistentes (costureiras). Vem aí a Moda Lisboa e nota-se que está «stressado», mas o que mais me desperta a atenção é um «tal» vestido encomendado por uma «tal» dama angolana. Sou incapaz de revelar os pormenores (nada entendo da matéria), mas deduzo que se trata de autêntica obra-de-arte, esculpida em materiais da mais alta qualidade. &lt;br /&gt;Esta estória do vestido faz-me lembrar outra «corrida», cujas protagonistas também foram damas angolanas, hospedadas num hotel cinco-estrelas. Sacos e mais sacos de roupas compradas em lojas caras de Lisboa. Quem pode, pode... e a crise passa ao lado destas damas angolanas carregadinhas de dólares/euros para «estoirar» na capital portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6223554965000285949?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6223554965000285949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6223554965000285949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/03/e-um-dos-estilistas-mais-badalados-ca.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2204095005476246083</id><published>2009-03-03T19:48:00.004Z</published><updated>2009-03-04T00:04:46.251Z</updated><title type='text'>«Quase gosto da vida que tenho»</title><content type='html'>O cliente pede-me para transportá-lo ao Estoril. O diálogo acontece e fico a saber que estou em presença de um escritor português, não muito badalado, mas de reconhecido valor. O seu nome não me é desconhecido, mais como dramaturgo, mas também de crónicas no «Público». Chegados ao destino, pede-me para aguardar uns minutos, enquanto se dirige para casa. Regressa e oferece-me três livros («Rosa Vermelha em Quarto Escuro»; «A Noiva Judia»; «Quase gosto da vida que tenho»). Fico sensibibilizado com o gesto. Ainda há gente assim... Obrigado, Pedro Paixão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Mal cheguei a casa, tratei de vasculhar «tudo» (no Google) sobre o meu ilustre cliente. Depois... Bem, depois «ataquei» um dos títulos («Quase gosto da vida que tenho») e prometo, nos próximos dias, não dedicar ponta de atenção aos Freeports do nosso descontentamento. Há «coisas» muito mais interessantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sa2KZgatV3I/AAAAAAAAAWQ/6R0O1pcOlKo/s1600-h/paixao.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 149px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sa2KZgatV3I/AAAAAAAAAWQ/6R0O1pcOlKo/s200/paixao.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309051706543003506" /&gt;&lt;/a&gt; «Quase gosto da vida que tenho. Não foi fácil habituar-me a mim. Tive de me desfazer das coisas mais preciosas, entre elas de ti. Sim, meu amor, tive de escolher um caminho mais fácil. O dinheiro também tem a sua poesia. E tenho tido sorte. Deixei para trás a obrigação de mudar o mundo. Já cometi corrupções. Só ainda sinto dificuldades em mentir, mas também aqui vejo melhoras. Trata-se só de deformar ligeiramente o que vai acontecendo, não de inventar tudo de novo. Tenho mais alguns anos diante de mim e depois quero acabar de repente. Não sei se valeu a pena mas também não me pergunto se valeu a pena. Há muitas coisas assim. Não é desistir, é só dar demasiada importância a coisas que não a têm. A vida é uma delas. Ganha um valor particular quando deixamos de a encarar como o centro de tudo. É só por acaso que gostamos das flores e do mar. E, claro, que é um bom acaso. Mas mais do que isso não. Quase gosto da vida que tenho. Quando a quis toda não gostava de mim. Agora há dias em que aceito que o tempo passe por mim e me leve para onde só ele sabe. &lt;br /&gt;...Vivo sozinho. Passam pessoas, mas nunca ficam por muito tempo. A partir de certa altura intrometem-se tédios por entre as frases e não sabemos continuar. Não insisto. Há muitas pessoas. Não vale ter medo. Há muito que o amor mostrou ser um fracasso. No dia seguinte, no escritório, esperam-me problemas por resolver e decisões que valem dinheiro. Não posso sofrer. Claro que por vezes me sinto triste como toda a gente. Mas é uma tristeza doce, como um descanso. E como não espero nada, não faço nada. De uma maneira ou de outra também acabarei por adormecer esta noite.»&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paixão &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2204095005476246083?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2204095005476246083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2204095005476246083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2009/03/quase-gosto-da-vida-que-tenho.html' title='«Quase gosto da vida que tenho»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Sa2KZgatV3I/AAAAAAAAAWQ/6R0O1pcOlKo/s72-c/paixao.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6239106301020124801</id><published>2008-04-03T23:41:00.008+01:00</published><updated>2008-05-04T00:11:56.809+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBztz7UgpOI/AAAAAAAAAO8/YB210tMlzzY/s1600-h/Dinis1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196289546431538402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBztz7UgpOI/AAAAAAAAAO8/YB210tMlzzY/s200/Dinis1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Respondo a uma chamada da Rádio Táxis de Lisboa. Dirijo-me a uma rua próxima do Saldanha, reconheço de imediato o cliente e não consigo disfarçar: «Ora viva! Como está?!» Fixa-me e dispara, como que a testar o taxista: «Conhece-me de onde?» Respondo-lhe que o conheço dos seus livros e que estou feliz por transportar um escritor português que muito admiro.&lt;br /&gt;Dinis Machado! O autor de «O Que Diz Molero» está ali, sentado a meu lado e a dialogar comigo. Viveu muitos anos no Bairro Alto, onde eu também trabalho há mais de quatro décadas. Falámos de muitas coisas durante a viagem. De Carlos Pinhão e Carlos Miranda, de quem foi amigo; de jornalismo desportivo (Dinis Machado escreveu no «Record»); e, claro, dos seus livros.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Li três livros de Dinis Machado: «Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez», «Reduto Quase Final» e... «O Que Diz Molero». Este último, editado em 1977, era de leitura obrigatória naqueles anos agitados pós-25 de Abril; foi como que uma &lt;i&gt;pedrada no charco&lt;/i&gt; no (pardacento) mundo literário português, pela sua linguagem inovadora.&lt;br /&gt;Não li os policiais de Dinis Machado (ou melhor, Dennis MacShade, pseudónimo) – «A Mão Direita do Diabo», «Mulher e Arma com Guitarra Espanhola» e «Requiem para D. Quixote» –, mas fiquei a saber que está para breve a sua reedição. Não sou muito dado ao género policial, mas vou experimentar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Com a devida vénia, fui repescar uma entrevista de Dinis Machado ao «Jornal de Notícias», publicada em 20 de Março de 2007, a propósito do 30.º aniversário de «O Que Diz Molero»:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBzs9LUgpMI/AAAAAAAAAOs/3gCW1e3EKzY/s1600-h/Molero.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBzs9LUgpMI/AAAAAAAAAOs/3gCW1e3EKzY/s1600-h/Molero.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBztZbUgpNI/AAAAAAAAAO0/BKoTURgzwJM/s1600-h/Molero.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196289091165005010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBztZbUgpNI/AAAAAAAAAO0/BKoTURgzwJM/s200/Molero.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É como se não tivesse escrito mais nada. Apenas um romance bastou para lhe garantir um lugar de destaque na literatura do século XX. Mas Dinis Machado escreveu outras coisas. A começar nos policiais que assinava com o curioso pseudónimo de Dennis MacShade (uma fórmula irónica e glosar o seu próprio nome), passando pelos romances que publicou posteriormente ao que o tornou célebre e acabando nas poesias que guardou na gaveta. Foi jornalista desportivo, crítico de cinema (a sua maior paixão, porque lhe deu a «conhecer» Greta Garbo) e editor. Agora, aos 77 anos, a saúde traiu-o «um bocado», como ele gosta de dizer enquanto saboreia a cigarrilha proibida pelo médico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Como vê, à distância de 30 anos, o fenómeno de «O que diz Molero»?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Felizmente parece que o que ficou dito no livro e a forma como foi dito tinham alguma importância.... Penso que quem leu este romance ficou atraído pela novidade da linguagem, pela forma como o livro estava estruturado. Foram coisas que na época abanaram o meio literário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– E isso deixou-o orgulhoso ou preocupado?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– A vitória tem sempre uma componente de derrota. Ganha-se mas também se sente o fel de quando se ganha. Isto tem a ver um bocado com as dificuldades da própria obra. Quando se defronta uma ideia feita, que foi o que fiz com a forma como escrevi o livro, corre-se o risco de desagradar. Tive a sorte de a editora ter gostado do que leu e ter arriscado publicar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Afinal, quem é o Molero?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Será quem o leitor quiser que seja. Ele é uma espécie de essência da própria vida. Nesse sentido diria mesmo que é uma espécie de duplo. O meu duplo. A verdade é que tive aquela vida. A minha infância foi muito ligada a muitas daquelas personagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Como era então essa sua infância?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Foi magnífica. Cresci praticamente na rua, para desespero da minha mãe, que sempre tentou contrariar esta minha tendência. Vivi até aos 34 anos no Bairro Alto. Era um lugar extraordinário, fervilhante de vida. Ficou-me essa nostalgia e acho que escrevi «O Que Diz Molero» como forma de deixar um registo de passagem por essa vivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Dinis Machado nunca conclui um curso...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Nunca passei do que agora se chama 12.º ano. Preferia sempre fugir às aulas e ir ao cinema ver filmes de aventuras. Foi a ver filmes americanos que aprendi a falar inglês. Vi e revi os mesmo filmes dezenas de vezes no Cinema Loreto. Acho que tenho uma tentação cinematográfica que transpira nos meus livros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Aliás, fez crítica de cinema...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Sim. Mas comecei no jornalismo desportivo, no «Record». Depois fui para o «Diário Ilustrado» e, ao mesmo tempo, escrevia críticas de cinema para as revistas da época. A determinada altura da minha vida tive um convite para dirigir uma colecção de livros policiais, chamada Rififi. Foi então que «nasceu» o Dennis MacShade, o pseudónimo que utilizei para publicar os meus próprios policiais. Na época, o nome estrangeiro dava-me liberdade para ampliar o meu discurso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– E foi difícil deixar de ser Dennis MacShade?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– No princípio custou um bocado. Tinha-me habituado à situação e já tinha escrito três policiais e criado a personagem do Peter Maynard, um assassino com preocupações filosóficas. Mas a verdade é que queria mesmo era escrever o Molero. A partir do momento em que o fiz nunca mais voltei aos policiais. Acho que o Dennis MacShade se zangou comigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Foi complicado voltar à escrita depois do êxito esmagador do livro?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Foi difícil. Olhando para trás e tentando fazer um balanço, começo a ver que, afinal, é tudo muito relativo. Mesmo o êxito. Na época as coisas estavam a acontecer e não se podia evitar a reviravolta na modorra literária. No fundo ajudei a essa mudança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;– Agora vai ser homenageado no dia dos seus anos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;– Aproveitaram a o facto de fazer 77 anos amanhã para lançarem uma edição comemorativa dos 30 anos de «O Que Diz Molero», numa edição da Bertrand, a mesma editora que o publicou inicialmente. O livro é uma espécie de culto. Já teve adaptações ao teatro, em Portugal e no Brasil, e ao cinema (fizeram uma série de animação em seis episódios). Até há clubes de «molerianos» que dissecam a obra de ponta a ponta. Agora fazem-me entrevistas todos os dias. É um bocado anormal, mas entendo o fenómeno. Tudo assenta no impacto que a obra ainda tem nas pessoas, mesmo naquelas que só agora a descobrem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6239106301020124801?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6239106301020124801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6239106301020124801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/04/respondo-uma-chamada-da-rdio-txis-de.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/SBztz7UgpOI/AAAAAAAAAO8/YB210tMlzzY/s72-c/Dinis1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2939802562084053056</id><published>2008-03-12T00:49:00.000Z</published><updated>2008-03-16T00:53:44.541Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EXPO-2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos olhos de Teresa&lt;br /&gt;Passa o vento pampeiro&lt;br /&gt;Tem o calor da tristeza&lt;br /&gt;Mais o frio do nevoeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da multidão&lt;br /&gt;Não encontro nem podia&lt;br /&gt;Teresa veio em excursão&lt;br /&gt;Que está no segundo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi agulha em palheiro&lt;br /&gt;Entre o rio e os pavilhões&lt;br /&gt;Coração foi passageiro&lt;br /&gt;No comboio das emoções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos olhos de Teresa&lt;br /&gt;Passa mistério profundo&lt;br /&gt;Dentro desta natureza&lt;br /&gt;Não cabe no meu mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde chegou ao fim&lt;br /&gt;Sem a poder encontrar&lt;br /&gt;Bebi um copo de «gin»&lt;br /&gt;Na esplanada deste bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que veio da Ilha Azul&lt;br /&gt;Trazer a luz dos Açores&lt;br /&gt;Teresa voltou ao Sul&lt;br /&gt;Levando os dois amores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo ficou tristeza&lt;br /&gt;De não poder encontrar&lt;br /&gt;Os dois olhos de Teresa&lt;br /&gt;Neste tempo neste lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tanta a mensagem&lt;br /&gt;O resultado foi um zero&lt;br /&gt;Para a próxima viagem&lt;br /&gt;Cá te aguardo e te espero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2939802562084053056?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2939802562084053056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2939802562084053056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/03/expo-2008-pelos-olhos-de-teresa-passa-o.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-614197414637167359</id><published>2008-02-27T08:47:00.005Z</published><updated>2008-02-28T00:53:58.221Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;CEMISTÉRIO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Aqui se fixam as diferenças&lt;br /&gt;até na morte como mercadoria. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro em pedra nos jazigos;&lt;br /&gt;campas pobres só com a terra&lt;br /&gt;– por detrás dos muros, prédios,&lt;br /&gt;vozes, gente que faz barulho&lt;br /&gt;e estende roupa para este sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode chegar-se aqui de táxi&lt;br /&gt;ou também de autocarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas flores mais secas&lt;br /&gt;se vai perdendo a luz.&lt;br /&gt;Outras memórias, palavras,&lt;br /&gt;São o lixo deste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo para dizer este tempo&lt;br /&gt;quando o relógio se cansa&lt;br /&gt;e perde os ponteiros do coração,&lt;br /&gt;um tempo para lembrar&lt;br /&gt;as flores tão verdadeiras&lt;br /&gt;num frasco de tofina bem lavado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras facturas, outro dinheiro&lt;br /&gt;se perdem nesta morte a prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre-se também na tarde,&lt;br /&gt;perguntando sempre à morte&lt;br /&gt;qual a diferença de luz&lt;br /&gt;entre o mármore e a terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-614197414637167359?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/614197414637167359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/614197414637167359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/cemistrio-aqui-se-fixam-as-diferenas-at.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6422852165251276380</id><published>2008-02-20T12:11:00.000Z</published><updated>2008-02-22T01:12:30.147Z</updated><title type='text'>Rosa Luz</title><content type='html'>Há uma rosa a arder. Já não é lume&lt;br /&gt;Apenas foco de luz sem combustão&lt;br /&gt;No fósforo mal aceso deste ciúme&lt;br /&gt;Só sobejaram os sinais da tua mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua boca foi o botão anunciado&lt;br /&gt;Os teus dedos o que ficou da haste&lt;br /&gt;Procurei a tua voz em todo o lado&lt;br /&gt;Mas foi na rosa ardida que ficaste&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6422852165251276380?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6422852165251276380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6422852165251276380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/rosa-luz.html' title='Rosa Luz'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116552561756730724</id><published>2008-02-17T16:00:00.002Z</published><updated>2008-02-17T19:48:20.032Z</updated><title type='text'>«Estórias»</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/1600/823488/pinhao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/320/843030/pinhao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Então a palavra história agora escreve-se sem agá?!», questionou-me pessoa amiga, a propósito do subtítulo deste blog («Estórias de um motorista de táxi de Lisboa»).&lt;br /&gt;Tive o privilégio de privar com Carlos Pinhão. Os seus livros contam-nos «estórias» deliciosas. Beber no quotidiano e transformá-lo, era a sua arte; escrever sobre futebol fazia igualmente parte dos seus múltiplos talentos: jornalismo, teatro, literatura juvenil, humor, poesia...&lt;br /&gt;A primeira vez que li a palavra «estória» (hoje de uso corrente) foi num texto de Carlos Pinhão. Questionei-o e ele disse-me que era para distinguir a(s) pequena(s) história(s) da grande História (cronológica).&lt;br /&gt;Aliás, como tantas outras expressões que ele inventava para dar cor à prosa, torná-la mais atraente. Afinal, a língua não é imutável e, hoje em dia, a palavra «estória» até já está registada nalguns dicionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS &lt;/em&gt;– Carlos Pinhão nunca teve carro – vivia em Alvalade e viajava nos transportes públicos, mais de táxi, quando saía do jornal a altas horas da noite. «Ai que saudades, ai... ai...» deste homem maravilhoso, perpetuado numa rua de Lisboa, nas Olaias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116552561756730724?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116552561756730724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116552561756730724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/12/estrias.html' title='«Estórias»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4034841160822305500</id><published>2008-02-14T12:38:00.001Z</published><updated>2008-02-14T21:22:37.244Z</updated><title type='text'>Dança comigo (sobre um óleo de António Carmo)</title><content type='html'>Não sei dançar. Nunca senti no meu corpo o motor do ritmo, a locomotiva que prolonga e amplia, nos salões ou nos jardins, a alegria de uma música vivida a dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dançar. Nem sei se alguma vez entrarei na difícil empresa de celebrar uma festa situada entre os pés ligeiros, soltos, e o olhar que os comanda, firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dançar. Nunca dancei mas, ao ver o teu olhar dentro da luz do óleo de um quadro, entre a casa à direita e a árvore à esquerda, com a viola campaniça ao centro, então, só então, sabendo que és mesmo tu, serei capaz de, tímido e receoso, te pedir em voz muito baixa: «Dança comigo!»&lt;br /&gt;Não, como é lógico, para dançar mas, apenas e só, para juntar as minhas mãos às tuas e, em silêncio, esperar que a música da viola campaniça atravesse toda a linha do horizonte da planície e venha depositar a teus pés todo o perfume das searas e da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4034841160822305500?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4034841160822305500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4034841160822305500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/dana-comigo-sobre-um-leo-de-antnio.html' title='Dança comigo (sobre um óleo de António Carmo)'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3334784867840341506</id><published>2008-02-14T12:16:00.004Z</published><updated>2008-02-14T20:21:15.963Z</updated><title type='text'>Terceira balada para Luciana</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Luciana quase menina&lt;br /&gt;Tem o jeito de mulher&lt;br /&gt;Lavando na sua rotina&lt;br /&gt;Chávena, pires, colher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvida numa espuma&lt;br /&gt;As mãos na água quente&lt;br /&gt;Não pensa coisa nenhuma&lt;br /&gt;É trabalho transparente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica um balcão brilhante&lt;br /&gt;Com brilho do seu asseio&lt;br /&gt;O seu olhar tão distante&lt;br /&gt;Lembra lugar donde veio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem repara que na mesa&lt;br /&gt;Se veio sentar Cesário&lt;br /&gt;Chegou aqui de surpresa&lt;br /&gt;Ficou sentado ao contrário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Rua dos Fanqueiros&lt;br /&gt;Fica a loja de ferragens&lt;br /&gt;Os poemas tão pioneiros&lt;br /&gt;São a força das imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conde de Monsaraz&lt;br /&gt;Vem a chegar em atraso&lt;br /&gt;O café dá-lhe outra paz&lt;br /&gt;Quando ele sai ao acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas ruas desta Baixa&lt;br /&gt;Melancolia não tem fim&lt;br /&gt;E o pobre com a caixa&lt;br /&gt;É um professor de latim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana sorri, continua&lt;br /&gt;Põe ordem no seu balcão&lt;br /&gt;O poema vem para a rua&lt;br /&gt;Transforma-se em canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3334784867840341506?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3334784867840341506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3334784867840341506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/terceira-balada-para-luciana.html' title='Terceira balada para Luciana'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-311962999491130983</id><published>2008-02-10T18:57:00.000Z</published><updated>2008-02-10T19:00:39.073Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva – «O que é ser moderno»</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165428355092816754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R69JuKoJo3I/AAAAAAAAAOU/QUj1EYW3rQc/s200/asilva.jpg" border="0" /&gt;Agostinho da Silva (1906-1994) nasceu em 13 de Fevereiro e numa breve evocação poderemos lembrar a sua figura com duas frases. Espírito livre, inconformista e original em todos os domínios, são dele estas palavras sobre o que é ser moderno: «Ser moderno não significa ignorar tudo o que forma o antigo; significa não deixar que perca alma tudo o que de eterno lhe oferece o presente.»&lt;br /&gt;Sobre as críticas e os elogios que lhe chegavam ao Príncipe Real (onde vivia com os seus gatos e os seus sonhos) ficou esta ideia: «Não me importa nada que me critiquem. Exactamente como não me importa nada quando me elogiam. Tanto faz que uma pessoa me elogie como me censure, eu considero aquilo como uma opinião pessoal e não comparo com coisa nenhuma, porque eu próprio não tenho opinião pessoal a meu respeito. Não me sinto nem herói nem criminoso; sinto que vivo, sinto que sou.»&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto recolhido por José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-311962999491130983?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/311962999491130983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/311962999491130983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/agostinho-da-silva-o-que-ser-moderno.html' title='Agostinho da Silva – «O que é ser moderno»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R69JuKoJo3I/AAAAAAAAAOU/QUj1EYW3rQc/s72-c/asilva.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4530943904343694966</id><published>2008-02-08T23:25:00.000Z</published><updated>2008-02-10T19:35:55.627Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zlgVE5CfI/AAAAAAAAAOM/oYZb4lnMwIo/s1600-h/bica-do-sapato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164755216263350770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zlgVE5CfI/AAAAAAAAAOM/oYZb4lnMwIo/s200/bica-do-sapato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É um dos restaurantes mais badalados de Lisboa, o Bica do Sapato, junto a Santa Apolónia, mas virado para o Tejo e bem perto de outro espaço «in» da capital, a discoteca Lux. Somos lá chamados frequentemente, através da Rádio Táxis, para transportar os seus clientes.&lt;br /&gt;Hoje, a meio da tarde, tocou-me um espanhol de Salamanca, falador e bem-humorado. Na viagem até ao aeroporto não se cansou de dialogar comigo, elogiou a luz de Lisboa, «única», e não entende a «falta de auto-estima» dos portugueses, «capazes de grandes feitos, quando acreditam».&lt;br /&gt;Digo-lhe que talvez a «culpa» não seja só dos portugueses, mais até de uma certa classe político-económica que detém o poder. Concorda comigo, em parte, e lembra-me que a Espanha teve apenas quatro primeiros-ministros desde que terminou o franquismo, ao invés de Portugal, que já conheceu largas e bruscas mudanças de governação desde o 25 de Abril. Agora é a minha vez de concordar, mas só em parte, também, porque a ideia pressupõe uma certa «estabilidade» e não gosto desta palavra, pelo menos no contexto em que tem sido utilizada em Portugal.&lt;br /&gt;A conversa flui e, às tantas, o meu cliente espanhol dispara: «A Administração pública portuguesa parece que está contra os cidadãos. Não procura resolver-lhes os problemas, antes arranja forma de os complicar.» Fiquei a meditar nas palavras do espanhol... E nas medidas postas em prática por um certo ex-ministro da Saúde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4530943904343694966?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4530943904343694966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4530943904343694966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/um-dos-restaurantes-mais-badalados-de.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zlgVE5CfI/AAAAAAAAAOM/oYZb4lnMwIo/s72-c/bica-do-sapato.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8331175133776487331</id><published>2008-02-08T21:30:00.000Z</published><updated>2008-02-08T21:36:45.970Z</updated><title type='text'>Sócrates e o lixo debaixo do tapete</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zLO1E5CeI/AAAAAAAAAOE/WQPdeaLOVd0/s1600-h/jmt.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164726328313317858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zLO1E5CeI/AAAAAAAAAOE/WQPdeaLOVd0/s200/jmt.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;João Miguel Tavares, jovem jornalista, assina crónicas interessantes no «Diário de Notícias». A mais recente chama a atenção para as opções de quem decidiu a primeira página do «Público» no dia em que o jornal divulgou a investigação sobre os projectos assinados por José Sócrates.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates está tramado. Não há forma de sair airosamente deste novo &lt;em&gt;Civilgate,&lt;/em&gt; agora descoberto na Guarda. Se a notícia do «Público» for verdadeira e ele realmente tiver andado a assinar projectos alheios, é uma tragédia ética. Se a notícia for falsa e aquelas moradias tiverem mesmo saído da sua cabecinha, é uma tragédia estética. Entre o bem e o belo, é natural que Sócrates se agarre ao bem, que é qualidade mais apreciada num político, mas quando olhamos para aquelas fotografias de casas de emigrantes horrendas &lt;em&gt;made by &lt;/em&gt;José damos todos graças a Deus de o homem ter optado pela política em detrimento da engenharia.&lt;br /&gt;Entalado entre dois desastres, Sócrates reagiu de forma desastrada. Eu começo a desconfiar que quem assina o boletim de militante socialista deve ser inoculado com algum vírus que o leva a gritar «cabala» sempre que confrontado com factos desagradáveis. Eu tinha o nosso primeiro-ministro em melhor conta. Transformar uma notícia perfeitamente legítima, bem fundamentada e assinada por um dos poucos jornalistas que em Portugal ainda fazem investigação a sério, num «ataque pessoal e político» é uma pouca-vergonha. Se Sócrates entende que se trata de uma calúnia, então apresente factos - e não gritinhos histéricos.&lt;br /&gt;Eu, pelo meu lado, o que gostava de saber não é porque é que o «Público» persegue José Sócrates - é porque é que o «Público», tendo uma notícia deste calibre nas mãos, optou na primeira página por a colocar em rodapé. É que convém estar atento aos detalhes. Para quem não reparou, a manchete do «Público» na sexta-feira foi «Democracias fecham os olhos aos abusos das ditaduras, denuncia ONG», o que para além da elegância da formulação é algo de tão original quanto dizer que as galinhas têm penas e que os cães fazem ão-ão. Ou seja, aquela primeira página não mostra que Sócrates é perseguido - mostra, pelo contrário, que Sócrates mete demasiado medo a demasiada gente, como depois se comprovou pelo manto de silêncio que caiu sobre as pessoas envolvidas na notícia. E este silêncio, francamente, começa a cheirar muito mal.&lt;br /&gt;É que por muita tolerância que o povo português tenha para com a pequena trapaça - e tem, e muita -, há sempre um momento em que se esgota o espaço debaixo do tapete: empurra-se o lixo, mas ele já não cabe. Para Sócrates, este pode muito bem vir a ser esse momento. Ao garantir, preto no branco, que todos aqueles projectos são da sua autoria e responsabilidade, ele cometeu um erro estratégico: enterrou-se neste caso até ao pescoço. Agora, se for apanhado, não tem como sair de mansinho. Uma mentira destas nem o padre Melícias consegue absolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Miguel Tavares&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8331175133776487331?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8331175133776487331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8331175133776487331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/scrates-e-o-lixo-debaixo-do-tapete.html' title='Sócrates e o lixo debaixo do tapete'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6zLO1E5CeI/AAAAAAAAAOE/WQPdeaLOVd0/s72-c/jmt.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1278428400442335828</id><published>2008-02-07T16:33:00.000Z</published><updated>2008-02-07T23:54:44.634Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma leitora pergunta-me por que razão não conto, neste cantinho fogareiro, estórias «picantes», daquelas de fazer corar. Quer emoções fortes, é isso!, mas essa não é a minha onda. Em todo o caso socorro-me do Marcelo, um jovem «fuga», para lhe aguçar o apetite... :)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher executiva tem ar cansado. Vem de São Paulo, quase dez horas de avião até Lisboa, e dirige-se ao Restelo, a um daqueles condomínios onde só vive gente «pobrezinha». Na Segunda Circular, o Marcelo espreita pelo espelho retrovisor e verifica que ela adormeceu. Prossegue a viagem, sem a incomodar. Chegam ao destino e ela pergunta-lhe se pode esperar e levá-la, a seguir, ao Lagoas Park, onde tem agendada uma reunião de trabalho. Ajuda-a a transportar a mala pesada até ao elevador. Ela fixa-o e diz-lhe:&lt;br /&gt;– Aguarda um bocadinho? É só tomar um duche e mudar de roupa...&lt;br /&gt;Perante a anuência do Marcelo, ela insiste, com um sorriso maroto:&lt;br /&gt;– Do que eu estou a precisar mesmo é de uma boa massagem...&lt;br /&gt;O resto da estória, contada pelo Marcelo, deixo à imaginação da estimada leitora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1278428400442335828?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1278428400442335828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1278428400442335828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/uma-leitora-pergunta-me-por-que-razo-no.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1679183470775144020</id><published>2008-02-07T12:11:00.000Z</published><updated>2008-02-07T22:13:15.836Z</updated><title type='text'>Segunda balada para Luciana</title><content type='html'>Se aqui entra zangado&lt;br /&gt;Com notícias de jornais&lt;br /&gt;Já sabe que deste lado&lt;br /&gt;O café tem algo mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma força, um perfume&lt;br /&gt;Trazido das plantações&lt;br /&gt;Um calor feito de lume&lt;br /&gt;Com lenha de emoções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o café é diferente&lt;br /&gt;Das bebidas do mercado&lt;br /&gt;Mata o frio com o quente&lt;br /&gt;E o corpo fica encantado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me apetece cantar&lt;br /&gt;E entrar no pé de dança&lt;br /&gt;Com a idade a recuar&lt;br /&gt;Quase chego a criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz a meio do dia&lt;br /&gt;Intervalo no cinzento&lt;br /&gt;Patrocina uma alegria&lt;br /&gt;Dura além do momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saem novos paladares&lt;br /&gt;O calor que se transmite&lt;br /&gt;Há aqui muitos lugares&lt;br /&gt;Neste pequeno limite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é o lugar e a mesa&lt;br /&gt;Luciana e seu sorriso&lt;br /&gt;Bebo café na certeza&lt;br /&gt;De que existe Paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1679183470775144020?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1679183470775144020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1679183470775144020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/segunda-balada-para-luciana.html' title='Segunda balada para Luciana'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116864616269208391</id><published>2008-02-06T16:54:00.000Z</published><updated>2008-02-06T23:20:47.378Z</updated><title type='text'>«Requiem» pela língua portuguesa</title><content type='html'>A língua portuguesa é maltratada. Os erros são o pão de cada dia, mas ninguém actua, tudo se transforma em produto de consumo e não há meio de prevenir esta calamidade nas páginas da imprensa, na rádio, na televisão, na publicidade, nos «sites»... E não se trata apenas de «gralhas» - a situação é mais grave e induz em erro milhares de leitores. É preciso lutar contra este estado de coisas. Quem não conhece minimamente a «ferramenta» (a língua) não está habilitado a escrever/falar nos órgãos de comunicação social.&lt;br /&gt;Concordo com Diogo Pires Aurélio quando em tempos afirmou, no «Diário de Notícias», que «as questões de linguagem não são iguais às da matemática». Também não caio no exagero de dizer que «há 20 anos se escrevia e falava escorreitamente e que, de então para cá, se caiu na mais completa penúria e ignorância». Então, como agora, havia quem dominasse a língua e quem a tratasse a pontapé, quem se exprimisse correctamente e quem não debitasse senão asneira ou «palha», como diria o Eça.&lt;br /&gt;Dito isto, um erro é sempre um erro, mesmo que as questões da linguagem não sejam iguais às da matemática. Não se trata de exigir a perfeição, mas de higienizar a escrita, sem esquecer, como bem alertou Diogo Pires Aurélio, que há outros aspectos preocupantes como os «emaranhados sintácticos em que não há meio de se perceber do que realmente estão a falar ou a escrever».&lt;br /&gt;É preciso lutar contra este estado de coisas. E se não conseguirmos inverter esta situação, gritaremos como o Almada Negreiros, contra todos os Dantas deste país: «Quero ser espanhol!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos de asneiradas publicadas na nossa imprensa (entre parêntesis a respectiva correcção):&lt;br /&gt;· impediu que o negócio se concretiza-se (concretizasse)&lt;br /&gt;· emiratos (emirados)&lt;br /&gt;· pré-definido (predefinido)&lt;br /&gt;· metereológica (meteorológica)&lt;br /&gt;· infraestrutura (infra-estrutura)&lt;br /&gt;· corropio (corrupio)&lt;br /&gt;· concerteza (com certeza)&lt;br /&gt;· retratar-se (retractar-se, desdizer-se)&lt;br /&gt;· bogalhos (bugalhos)&lt;br /&gt;· desplicente (displicente)&lt;br /&gt;· dispender (despender)&lt;br /&gt;· élite (elite)&lt;br /&gt;· inflacção (inflação)&lt;br /&gt;· interviu (interveio)&lt;br /&gt;· inclusivé (inclusive)&lt;br /&gt;· vidé (vide)&lt;br /&gt;· logotipo (logótipo)&lt;br /&gt;· obcessão (obsessão)&lt;br /&gt;· perfomance (performance)&lt;br /&gt;· rectaguarda (retaguarda)&lt;br /&gt;· cheque-mate (xeque-mate)&lt;br /&gt;. conselho (concelho de Lisboa)&lt;br /&gt;. caiem (caem)&lt;br /&gt;. organigrama (organograma)&lt;br /&gt;. traumatismo crâneo-insufálico (crânio-encefálico)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116864616269208391?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116864616269208391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116864616269208391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/01/requiem-pela-lngua-portuguesa.html' title='«Requiem» pela língua portuguesa'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3331571372364843531</id><published>2008-02-04T15:15:00.000Z</published><updated>2008-02-04T20:58:58.474Z</updated><title type='text'>Balada para Luciana</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6d0VFE5CdI/AAAAAAAAAN8/IOZOny9unXw/s1600-h/jcf.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Luciana num balcão&lt;br /&gt;Debruçada no sorriso&lt;br /&gt;Empresta calor da mão&lt;br /&gt;Quando café é preciso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No combate à tristeza&lt;br /&gt;Derramada pela rua&lt;br /&gt;No centro duma mesa&lt;br /&gt;Seu sorriso continua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia o adoçante&lt;br /&gt;Adoça com seu olhar&lt;br /&gt;Simpatia no instante&lt;br /&gt;Faz do balcão o altar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a nova liturgia&lt;br /&gt;Como se numa oração&lt;br /&gt;Celebrando a alegria&lt;br /&gt;Do encontro no balcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À esquerda é o Chiado&lt;br /&gt;E o Castelo é à direita&lt;br /&gt;O sol bate no telhado&lt;br /&gt;A tarde ficou perfeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olha para o rio&lt;br /&gt;Não repara na distância&lt;br /&gt;No nevoeiro mais frio&lt;br /&gt;Recorda a sua infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em baixo as duas linhas&lt;br /&gt;Além é a Sé de Lisboa&lt;br /&gt;Não há mesas sozinhas&lt;br /&gt;Quando o café se povoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De gente que não repara&lt;br /&gt;Na pressa, no seu bulício&lt;br /&gt;Luciana então já separa&lt;br /&gt;As tarefas do seu ofício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou o sabor profundo&lt;br /&gt;Do café que nos vendia&lt;br /&gt;Trazendo do seu mundo&lt;br /&gt;Um grão de pura alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3331571372364843531?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3331571372364843531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3331571372364843531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/02/balada-para-luciana.html' title='Balada para Luciana'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6197607302252269750</id><published>2008-01-31T12:05:00.000Z</published><updated>2008-01-31T22:11:05.313Z</updated><title type='text'>A arte de mentir</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Leio o artigo de António Barreto, no «Público», e não resisto a partilhá-lo com os meus amigos leitores, aqui neste «cantinho» fogareiro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161765996334746050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6JG01E5CcI/AAAAAAAAAN0/f0TbAAkDIVE/s200/barreto.gif" border="0" /&gt;Têm várias designações. Assessores. Conselheiros. Encarregados de relações com a imprensa. Agentes de comunicação. Ou, depois do choque tecnológico, &lt;i&gt;press officers&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;media consultants.&lt;/i&gt; Sem falar nos conselheiros de imagem. Povoam os gabinetes dos ministros, dos secretários de Estado, dos directores-gerais, dos presidentes e dos gestores. Vivem agarrados aos telemóveis, aos Black Berries, aos Palms e aos computadores. Falam todos os dias com os administradores, directores e jornalistas das televisões, das rádios e dos jornais. Dão, escolhem, programam e escondem notícias. Mostram aos políticos e aos gestores o que é do interesse deles. Planificam a informação. Calculam os efeitos e contam as referências feitas na imprensa. Tratam da imagem, compram camisas para os seus mestres, estudam-lhes as gravatas, preparam momentos espontâneos, formulam desabafos, encenam incidentes e organizam acasos. Revelam a intimidade que se pode ou deve revelar.Calculam os efeitos negativos de uma decisão sobre os impostos, que articulam com as consequências positivas de um aumento de pensões. A fim de contrabalançar, colocam o anúncio de Alcochete logo a seguir ao do referendo europeu. Fazem uma planificação minuciosa das inaugurações.&lt;br /&gt;Escrevem notícias com todos os requisitos profissionais, de modo a facilitar a vida aos jornalistas. Mentem de vez em quando. Exageram quase sempre. Organizam fugas de imprensa quando convém. Protestam contra as fugas de imprensa quando fica bem. Recompensam, com informação, os que se conformam. Castigam, com silêncio, os que prevaricaram. São as fontes. Que inundam ou secam.&lt;br /&gt;Os jornais parecem-se uns com os outros. As notícias são quase iguais. As agendas das redacções são gémeas. Salva-se, desta uniformidade, aqui e ali, quem assina o que escreve. Os noticiários das televisões têm agendas iguais. E alinhamentos de notícias também. Os directos, grande vício da televisão portuguesa, são iguais em todos os canais. Cada vez mais, a informação está previamente organizada, não pelas redacções, não pelos jornalistas, mas pelos agentes e pelos assessores. Quem tem informação manda em quem investiga, escreve e transmite. Grande parte da informação é encenada e manipulada, de acordo com as conveniências. Há informação reservada para melhores momentos, informação programada para dramatizar, informação inventada para divertir e informação acelerada para consolar. Isto acontece há anos. Em Portugal e no mundo inteiro. Todos os anos, a situação piora. Com Sócrates, refinou. O poderio das organizações de comunicação é avassalador. A opinião pública não tem meios para escolher e resistir. Só a independência dos jornalistas poderia fazer frente a este domínio inquietante. Mas esta é um bem raro. Até porque os empregos na informação são cada vez mais precários.&lt;br /&gt;A recente polémica sobre as agências de comunicação, novo episódio numa longa série, mostrou esta actividade no seu pior. As mesmas agências comunicam a favor dos adversários, da política e da economia, da polícia e do ladrão, do Governo e da imprensa. Do atirador e do alvo, como disse Pacheco Pereira.&lt;br /&gt;Até a Entidade Reguladora para a Comunicação, sem ver os efeitos nefastos, achou por bem ter uma agência a tratar da sua informação. O Governo tem a sua. Luís Filipe Menezes também: em vez de denunciar a prática do Governo, quis imitá-lo. Foi preciso Santana Lopes, em momento inspirado, opor-se a este despotismo: «O modo e o conteúdo da comunicação fazem parte do domínio da liberdade absolutamente inalienável de cada deputado.»&lt;br /&gt;Luís Marques, jornalista há várias décadas e com experiência da redacção, da direcção e da gestão da informação, em jornais e na televisão, fez há poucos anos um pequeno estudo sobre as «agendas» de informação. Chegou a resultados surpreendentes. Contando apenas os grandes órgãos de informação generalistas e nacionais, com exclusão das secções mundanas e outras, havia em Portugal cerca de 1500 profissionais. Para os alimentar de informações, os assessores, as agências de comunicação e outros somavam quase 3000. Quer dizer, por cada jornalista em actividade na informação política e económica, dois profissionais preparavam as agendas e as notícias. É esta gente que inunda as redacções com «factos», «eventos», «oportunidades» e «situações». Qualquer redacção tem dificuldade em resistir-lhe. Se, às 20h00, o primeiro-ministro sai de um lar de idosos, entra numa creche ou produz uma declaração espontânea, como pode uma redacção decidir não estar presente? É este exército o responsável por grande parte das «entradas» que, durante a manhã, enchem as agendas das redacções.&lt;br /&gt;Num grande canal de televisão, essas entradas podem hoje chegar às mil por dia, enquanto eram cerca de cem há quinze ou vinte anos. Na agenda diária da redacção de um canal de televisão, perto de um terço das entradas (mais de trezentas...) é feito directamente pelas agências de comunicação e pelos assessores dos gabinetes e das instituições. Mais ainda, é aquela brigada que, muitas vezes, sobretudo na informação económica, redige as notícias.Nas redacções, povoadas hoje por jovens estagiários e inexperientes, mas também por seniores preguiçosos, publicar directamente as notícias assim preparadas, ainda por cima por jornalistas e antigos jornalistas treinados, é a solução mais simples. Por isso, é frequente vermos, sem menção de publicidade, notícias económicas absolutamente iguais em vários jornais.&lt;br /&gt;Há quem pense que é isto a modernidade. A informação racional da época contemporânea. O sinal da eficácia. O instrumento da transparência. Mas desenganem-se os crédulos. O objectivo dos assessores e das agências de comunicação é sempre o de defender os interesses do autor da informação, nunca do destinatário, do cidadão. A única preocupação do agente é a de vender o mais possível, nas melhores condições, bens ou ideias, mercadorias ou decisões. Os agentes de comunicação não defendem os interesses dos compradores, dos consumidores ou dos espectadores, mas tão-só dos vendedores, dos produtores e dos autores. Apesar de pagos pelos eleitores, servem para defender os eleitos. Este é o mundo em que vivemos: a mentira é uma arte. Esta é a nossa sociedade: o cenário substitui a realidade. Esta é a cultura em vigor: o engano tem mais valor do que a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Barreto, sociólogo – «Público», 27-Jan-08&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6197607302252269750?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6197607302252269750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6197607302252269750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/arte-de-mentir.html' title='A arte de mentir'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R6JG01E5CcI/AAAAAAAAAN0/f0TbAAkDIVE/s72-c/barreto.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113218766843559659</id><published>2008-01-30T10:32:00.000Z</published><updated>2008-01-30T19:17:05.717Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Nas nossas ruas, ao anoitecer,&lt;br /&gt;Há tal soturnidade, há tal melancolia,&lt;br /&gt;Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia&lt;br /&gt;Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu parece baixo e de neblina,&lt;br /&gt;O gás extravasado enjoa-me, perturba-me;&lt;br /&gt;E os edifícios, com as chaminés, e a turba&lt;br /&gt;Toldam-se duma cor monótona e londrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batem os &lt;strong&gt;carros de aluguer&lt;/strong&gt;, ao fundo,&lt;br /&gt;Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!&lt;br /&gt;Ocorrem-me em revista, exposições, países:&lt;br /&gt;Madrid, Paris, Berlim, Sampetersburgo, o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelham-se a gaiolas, com viveiros,&lt;br /&gt;As edificações somente emadeiradas:&lt;br /&gt;Como morcegos, ao cair das badaladas,&lt;br /&gt;Saltam de viga em viga, os mestres carpinteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltam os calafates, aos magotes,&lt;br /&gt;De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos,&lt;br /&gt;Embrenho-me a cismar, por boqueirões, por becos,&lt;br /&gt;Ou erro pelos cais a que se atracam botes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E evoco, então, as crónicas navais:&lt;br /&gt;Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado&lt;br /&gt;Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!&lt;br /&gt;Singram soberbas naus que eu não verei jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!&lt;br /&gt;De um couraçado inglês vogam os escaleres;&lt;br /&gt;E em terra num tinido de louças e talheres&lt;br /&gt;Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num trem de praça arengam dois dentistas;&lt;br /&gt;Um trôpego arlequim braceja numas andas;&lt;br /&gt;Os querubins do lar flutuam nas varandas;&lt;br /&gt;Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazam-se os arsenais e as oficinas;&lt;br /&gt;Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;&lt;br /&gt;E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,&lt;br /&gt;Correndo com firmeza, assomam as varinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm sacudindo as ancas opulentas!&lt;br /&gt;Seus troncos varonis recordam-me pilastras;&lt;br /&gt;E algumas, à cabeça, embalam nas canastras&lt;br /&gt;Os filhos que depois naufragam nas tormentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descalças! Nas descargas de carvão,&lt;br /&gt;Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;&lt;br /&gt;E apinham-se num bairro aonde miam gatas,&lt;br /&gt;E o peixe podre gera os focos de infecção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cesário Verde&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113218766843559659?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113218766843559659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113218766843559659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/11/nas-nossas-ruas-ao-anoitecer-h-tal.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6390050980242954937</id><published>2008-01-27T21:09:00.000Z</published><updated>2008-01-27T21:14:53.360Z</updated><title type='text'>O José do Telhado não se chama João</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160267237432035746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5zztlE5CaI/AAAAAAAAANk/F8wP-jfg06o/s200/ze.jpg" border="0" /&gt;Vivo em Lisboa desde 1966 e tenho tido sempre o meu trabalho e a minha casa por aqui: Rua do Ouro, Chiado, Camões, Bairro Alto, Santa Catarina. O mesmo é dizer livrarias, antiquários, editoras, leiloeiros, alfarrabistas. A Moraes, editora dos meus primeiros livros, era no Largo do Picadeiro e passou para a Rua do Século. O jornal onde comecei em 1978 (Diário Popular) era na Rua Luz Soriano.&lt;br /&gt;Mas ia nos alfarrabistas. Tem chegado gente nova ao ramo com os seus telemóveis, faxes, e-mails, blogs, sites, boletins. E alguma prosápia muito juvenil. Há dias tive nas mãos um boletim bibliográfico que, embora datado de Dezembro de 2008, é de Dezembro de 2007, até porque estamos em Janeiro de 2008 e ainda não chegámos lá. Um dos livros referidos é sobre a revolta militar da Ilha da Madeira, em 1931, mas, por óbvio lapso, o autor refere que a dita revolta procurava «instaurar» a I República. «Instaurar» não; quando muito «restaurar», porque ela já tinha sido instaurada em 1910.&lt;br /&gt;Mas onde me pareceu que o absurdo se tinha instalado de armas e bagagens foi nas referências ao Zé do Telhado, aqui referido como João do Telhado. Não, não pode ser. José Teixeira da Silva não se chamava João. Nascido em Penafiel no ano de 1816, José Teixeira da Silva veio a morrer em Angola (Sanza), para onde foi degredado pelos muitos assaltos da sua quadrilha formada em 1849. Antes tinha recebido a Torre e Espada, por ter salvo a vida do visconde de Sá da Bandeira. Pelo meio aparece ao lado de Camilo Castelo Branco nas cadeias do Porto e no livro «Memórias do Cárcere». Mas sempre como José Teixeira da Silva, nunca foi João. Por mais voltas que dê um qualquer boletim bibliográfico editado em Dezembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6390050980242954937?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6390050980242954937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6390050980242954937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/o-jos-do-telhado-no-se-chama-joo.html' title='O José do Telhado não se chama João'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5zztlE5CaI/AAAAAAAAANk/F8wP-jfg06o/s72-c/ze.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116812227947653220</id><published>2008-01-25T12:22:00.001Z</published><updated>2011-11-19T20:13:56.364Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>«Ó filho, leva-me à Graça!»&lt;br /&gt;Aguento o embate inicial, respiro fundo e preparo-me para a viagem. Nem precisei de arranjar mote de conversa – a mulher tratou de contar a sua vidinha e, vejam bem!, deu-se mal com um (bom) malandro que era taxista, com quem viveu alguns anos.&lt;br /&gt;Era fadista quando o conheceu. Apaixonaram-se e deixou de cantar para viver um grande amor. Um dia descobriu que o (bom) malandro do taxista estava apaixonado por uma jovem brasileira. Foi o fim!&lt;br /&gt;Voltou ao fado. Agora canta numa casa na Graça e até já gravou um CD. «Ó filho, nunca ninguém cantou como eu a Maria Madalena! Queres comprar?»&lt;br /&gt;Não comprei! Mas prometi-lhe que um dia vou ouvi-la, ao vivo, cantar a «Maria Madalena»...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116812227947653220?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116812227947653220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116812227947653220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/01/filho-leva-me-graa-aguento-o-embate.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113424309000539894</id><published>2008-01-25T00:02:00.000Z</published><updated>2008-01-25T00:04:59.692Z</updated><title type='text'>Polícia sinaleiro e poeta popular</title><content type='html'>Foi polícia sinaleiro em Lisboa. O sr. Marques está reformado e dedica-se agora à poesia. Durante a viagem Avenida de Roma-Hospital Militar da Estrela não parou de conversar. É um daqueles «velhotes» simpáticos, faz-me lembrar o «Cuca», da Amadora, também ele poeta popular e homem-dos-sete-instrumentos. O sr. Marques, na sua lucidez, insurge-se contra José Sócrates: «Aumentou a idade das reformas porque aumentou a esperança de vida. Mas nós não vivemos... Vegetamos!» Pois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ó sr. Marques, venha cá...&lt;br /&gt;temos muito que falar...&lt;br /&gt;O dinheiro que me deve&lt;br /&gt;quando é que me o há-de dar?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O dinheiro que lhe devo&lt;br /&gt;tenho tempo de lhe o dar&lt;br /&gt;Se não ganho pra comer&lt;br /&gt;quanto mais pra lhe pagar...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixei estes versos. Às tantas, fiquei imobilizado no trânsito e o sr. Marques não perdeu tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Tal como quem chupa um rajá...&lt;br /&gt;... a gente há-de chegar lá...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final da corrida, as despedidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Como nasci no Brasil&lt;br /&gt;e sou português...&lt;br /&gt;Talvez voltemos a encontrar-nos&lt;br /&gt;uma próxima vez...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113424309000539894?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113424309000539894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113424309000539894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/12/polcia-sinaleiro-e-poeta-popular.html' title='Polícia sinaleiro e poeta popular'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-364632714393244511</id><published>2008-01-24T12:11:00.000Z</published><updated>2008-01-24T22:38:23.210Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desejaria escrever algo para dedicar a alguém, hoje, mas não consigo. Estou a sangrar por dentro e tudo o que possa afirmar, nesta situação, soará a falso. Socorro-me de um curto mas belo poema de Sophia de Mello Breyner, sem mais palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num deserto sem água&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa noite sem lua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num país sem nome&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ou numa terra nua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por maior que seja o desespero&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nenhuma ausência é mais funda do que a tua&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-364632714393244511?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/364632714393244511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/364632714393244511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/desejaria-escrever-algo-para-dedicar.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4116543262506844850</id><published>2008-01-23T09:30:00.000Z</published><updated>2008-01-23T19:43:24.598Z</updated><title type='text'>Sobre uma fotografia de Nuno Ferrari</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158757753995987330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5eW2FE5CYI/AAAAAAAAANU/tuiabMPjwig/s200/ferrari.jpg" border="0" /&gt;Há um homem que caminha contra o movimento do Mundo.&lt;br /&gt;O trabalho, a pressa de chegar, o jogo das obrigações, deixam-no, por agora, indiferente.&lt;br /&gt;Ele vira as costas ao trânsito da Vida e caminha para a máquina, para o magnésio que lhe dará a revelação duma serena amargura.&lt;br /&gt;A sua vida está suspensa nesse momento preciso. Lesionado, impedido de jogar, toca nele, dentro dele, uma música triste.&lt;br /&gt;Por isso se afasta do rio, do silêncio da água ou da neblina da manhã já alta.&lt;br /&gt;As colunas do cais são um termómetro gigante a medir a amargura duma exclusão.&lt;br /&gt;Há um homem que caminha contra o movimento do Mundo.&lt;br /&gt;Apanhado na trama secreta dum acaso infeliz, desloca memórias de tardes entre sol e pó, &lt;div&gt;à procura dos longos abraços dos companheiros a correr do outro lado do campo.&lt;br /&gt;Por isso não olha em frente a objectiva, não se enquadra nas sombras, nas rugas, na duvidosa estrada do futuro.&lt;br /&gt;Imaginamos que ao lado passaram aves, rápidas, tensas, como urgentes vírgulas no tempo deste homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passam ou passaram a caminho do Sul mas este homem não teve a esperança do calor, nem do sal das praias nem do corpo efémero das ondas.&lt;br /&gt;O seu olhar era amargo, demasiado real para o magnésio da verdade, demasiado forte para a revelação dum pequeno mundo a ser destruído. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4116543262506844850?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4116543262506844850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4116543262506844850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/sobre-uma-fotografia-de-nuno-ferrari.html' title='Sobre uma fotografia de Nuno Ferrari'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5eW2FE5CYI/AAAAAAAAANU/tuiabMPjwig/s72-c/ferrari.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3722595803272789819</id><published>2008-01-21T23:40:00.000Z</published><updated>2008-01-24T22:04:16.355Z</updated><title type='text'>«Vamo-nos perdendo uns aos outros»</title><content type='html'>(...) «Que surpresa! Há anos que não só não nos vemos, como também não tenho notícias tuas. É assim, vamo-nos perdendo uns dos outros, mas, felizmente, de vez em quando os reencontros (nem que sejam por entrepostos blogs e mails) reservam-nos surpresas agradáveis.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gostei imenso de receber este mail de um amigo de infância que não vejo há largos anos. «Vamo-nos perdendo uns aos outros», é bem verdade, mas estamos vivos e sempre a tempo de pôr a escrita em dia...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3722595803272789819?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3722595803272789819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3722595803272789819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/vamo-nos-perdendo-uns-aos-outros.html' title='«Vamo-nos perdendo uns aos outros»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2958396600642353880</id><published>2008-01-19T10:08:00.000Z</published><updated>2008-01-19T00:11:17.796Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156973141734972946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5E_v-VX3hI/AAAAAAAAAMc/n0qsRVxfbDQ/s200/monte.jpg" border="0" /&gt;Hermínia foi professora de línguas. Reformada, mora num dos sítios mais bonitos de Lisboa, a Senhora do Monte, na Graça. Esta foi a segunda vez que a transportei e ainda se lembrou da nossa conversa anterior. Contou-me uma história que tentarei aprofundar. O Largo das Olarias foi construído em cima do cemitério dos judeus. E os lisboetas, durante muitos anos, não quiseram lá morar. Hermínia justifica: «Imagine que mudavam o cemitério do Alto de São João e se lembravam de construir casas naquele local. Ninguém ia para lá morar... Só ao fim de algumas gerações, como aconteceu no Largo das Olarias.»&lt;br /&gt;Aconselhou-me a comprar um livro de Raul Proença, na Gulbenkian, que fala sobre Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2958396600642353880?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2958396600642353880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2958396600642353880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/hermnia-foi-professora-de-lnguas.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R5E_v-VX3hI/AAAAAAAAAMc/n0qsRVxfbDQ/s72-c/monte.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3544522732605690016</id><published>2008-01-17T16:48:00.000Z</published><updated>2008-01-17T22:06:09.417Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156569934500191746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R4_RCOVX3gI/AAAAAAAAAMU/74NWRfzqrRQ/s200/livroJCF.jpg" border="0" /&gt;Pausa para tomar um cafezinho com José do Carmo Francisco, no Bairro Alto. Surpreendeu-me com a oferta do seu último livro, «Mansões abandonadas». Uma antologia poética publicada pela editora brasileira Escrituras, de São Paulo. O meu amigo tem boas razões para estar feliz. Não é por acaso que a sua poesia galga fronteiras. Fiquei sensibilizado com o seu gesto. Ainda há gente assim, capaz de oferecer um livro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A sociedade actual apela para a distracção ao invés de apelar para a atenção. Apela para a imagem em vez de apelar para a palavra. (...) Vejo com muita apreensão a importância relativa que a poesia venha a ter no próximo futuro. O &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt; já chegou a tudo. (...) »&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JCF&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3544522732605690016?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3544522732605690016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3544522732605690016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/pausa-para-tomar-um-cafezinho-com-jos.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R4_RCOVX3gI/AAAAAAAAAMU/74NWRfzqrRQ/s72-c/livroJCF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2293005909685085957</id><published>2008-01-16T12:23:00.000Z</published><updated>2008-01-16T22:31:53.071Z</updated><title type='text'>Breves</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R46EjeVX3fI/AAAAAAAAAMM/HPe23PB7iMw/s1600-h/bogart.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156204368358792690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R46EjeVX3fI/AAAAAAAAAMM/HPe23PB7iMw/s200/bogart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diverte-me assistir, na praça de táxis do Hotel Altis (Rua Castilho), às escapadelas dos funcionários de escritório para fumar o cigarrinho. Até já colocaram cinzeiros grandes junto às portas de entrada. Antes, as «miúdas» passavam fugidias por entre os táxis; agora estão ali, na rua, bem juntinhas aos taxistas. Até parece que somos todos «colegas»...&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Transporto um casal a Almada. Vêm de Londres, onde trabalham. «Posso fumar um cigarrinho? Estou a ficar desesperado...» Explico-lhe que as «coisas» mudaram em Portugal e alerto-o para as consequências... O homem aguentou mais uns minutinhos e lá atravessámos a ponte 25 de Abril... sem poluição!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A propósito: estou a aproveitar esta «onda» para fumar menos. Mas não é fácil... Nisto, como noutras situações, faço minhas as palavras de Manuel Cajuda e tento «reagir com inteligência». Será desta que consigo deixar de fumar?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ainda a propósito do tabaco (não tenciono voltar ao assunto): acredito que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman foram os grandes «culpados» por eu ter começado a fumar. Aquela cena do filme «Casablanca» mexeu comigo... Aquele jeito de puxar pelo cigarro, de acender o cigarro... Aquela mulher!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2293005909685085957?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2293005909685085957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2293005909685085957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2008/01/breves.html' title='Breves'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R46EjeVX3fI/AAAAAAAAAMM/HPe23PB7iMw/s72-c/bogart.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-691031616912454801</id><published>2007-12-27T16:38:00.000Z</published><updated>2007-12-27T21:54:04.624Z</updated><title type='text'>Funcionário Cansado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R3QOkOVX3eI/AAAAAAAAAME/DJ4o6cPTpOA/s1600-h/Rrosa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148756289477139938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R3QOkOVX3eI/AAAAAAAAAME/DJ4o6cPTpOA/s200/Rrosa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A noite trocou-me os sonhos e as mãos&lt;br /&gt;&lt;div&gt;dispersou-me os amigos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tenho o coração confundido e a rua é estreita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estreita em cada passo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as casas engolem-nos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sumimo-nos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;estou num quarto só num quarto só&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com os sonhos trocados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com toda a vida às avessas a arder num quarto só &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou um funcionário apagado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um funcionário triste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a minha alma não acompanha a minha mão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Débito e Crédito Débito e Crédito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a minha alma não dança com os números&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tento escondê-la envergonhado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e debitou-me na minha conta de empregado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou um funcionário cansado dum dia exemplar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soletro velhas palavras generosas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Flor rapariga amigo menino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;irmão beijo namorada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mãe estrela música&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São as palavras cruzadas do meu sonho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;palavras soterradas na prisão da minha vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;isto todas as noites do mundo numa só noite comprida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;num quarto só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;António Ramos Rosa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-691031616912454801?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/691031616912454801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/691031616912454801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/funcionrio-cansado.html' title='Funcionário Cansado'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R3QOkOVX3eI/AAAAAAAAAME/DJ4o6cPTpOA/s72-c/Rrosa.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3618337947845817894</id><published>2007-12-22T12:23:00.000Z</published><updated>2007-12-23T01:26:12.572Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi governador de um dos estados do Brasil. Está a cumprir um «tour» pela Europa, acompanhado por mais sete familiares. Anteontem, eu e outro taxista servimos de guias turísticos em Lisboa. Pareceu-me que ficou satisfeito com a prestação do serviço, a ponto de ter combinado uma viagem a Fátima e Coimbra, com provável almoço de leitão na Bairrada. Hoje, pela manhãzinha, tratei de mandar lavar e aspirar o Mercedes 200. Ficou um brinquinho, pronto para brilhar na A1. Dirijo-me ao hotel, onde o meu companheiro taxista já aguardava. Às tantas, surge uma senhora da comitiva do senhor governador a avisar que a viagem foi cancelada, porque «a minina passou mal a noite» (a «minina» é uma criança). Ora bolas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS&lt;/em&gt; – O governador é pessoa já avançada na idade e tem o nome do meu avô paterno. Fiquei com curiosidade de dialogar com tal personagem da política brasileira, mas não calhou... Entretanto, com a ajuda da Internet, descobri «coisas» interessantes sobre o senhor governador, enquanto dirigiu, durante largos anos, os destinos daquele estado brasileiro. Entre elas, foi acusado de corrupção e de ter constituído fortuna de forma ilícita. Lá como cá, as «coisas» não são muito diferentes. Só mudam os personagens...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3618337947845817894?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3618337947845817894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3618337947845817894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/foi-governador-de-um-dos-estados-do.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-135024448404575788</id><published>2007-12-13T20:11:00.000Z</published><updated>2007-12-13T20:14:28.310Z</updated><title type='text'>Schumacher taxista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Afastada a possibilidade de voltar às corridas, Michael Schumacher tornou-se... taxista! Não, o heptacampeão mundial de F1 não enveredou por nova profissão, mas optou por conduzir ele mesmo um táxi, transformando o condutor em pendura, para chegar a tempo ao aeroporto de Munique. Não perdeu o avião e o taxista, além de 100 euros de gorjeta, ainda descobriu que a sua máquina é capaz de voar!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R2GSVG0E-1I/AAAAAAAAAL8/r3E_-SpNT2w/s1600-h/Schumacher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143553140737768274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R2GSVG0E-1I/AAAAAAAAAL8/r3E_-SpNT2w/s200/Schumacher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seguir viagem para o aeroporto em cima da hora de embarque pode ser uma grande dor de cabeça e uma experiência, no mínimo, stressante para qualquer dos mortais, menos para a família Schumacher. Mesmo quando o meio de transporte é um táxi! Isso mesmo provou o heptacampeão ao desempenhar as funções de taxista, provando, naturalmente, estar à altura, conforme relatou a imprensa germânica.&lt;br /&gt;O alemão fez recordar os seus tempos de piloto mais rápido da F1 (dos quais não terá ainda muitas saudades, quando ainda há pouco tempo regressou à pista nos treinos colectivos, em Espanha, para voltar a dominar) para não perder um voo na Alemanha.&lt;br /&gt;Com receio de chegar atrasado ao aeroporto de Munique, o heptacampeão, de 38 anos, que se fazia acompanhar da mulher e dos filhos, deve ter percebido que não iria chegar a tempo com o taxista que lhe tocou. Não hesitou em deitar mãos à obra, ou seja, agarrar o volante e conduzir ele próprio o automóvel, depois de ter perguntado ao taxista se podia trocar com ele de posição, pedido a que este prontamente acedeu, para viver nos minutos seguintes uma experiência memorável à boleia do heptacampeão mundial de F1.&lt;br /&gt;«Passei para o banco do passageiro, ao lado de Schumi. Foi incrível», contou o taxista Tuncer Yilmaz ao jornal «Abendzeitung», de Munique. «Efectuou ultrapassagens incríveis e fez as curvas a toda a velocidade», acrescentou o motorista, que além da emoção ainda teve direito a generosa gorjeta — 100 euros a juntar aos 60 que marcava o taxímetro — e, claro, descobrir que o seu táxi é capaz de voar!&lt;br /&gt;Quanto a Schumacher, chegou a horas ao aeroporto para se deslocar a Cobourg, a fim de ir buscar um cão chamado «Ed» a uma criadora das redondezas, como explicou a porta-voz do ex-piloto, Sabine Kehm, que confirmou o episódio à agência alemã de informação desportiva SID.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guida Ferrer, &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; «A BOLA» de 12-12-2007&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-135024448404575788?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/135024448404575788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/135024448404575788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/schumacher-taxista.html' title='Schumacher taxista'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R2GSVG0E-1I/AAAAAAAAAL8/r3E_-SpNT2w/s72-c/Schumacher.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-9022362005328060827</id><published>2007-12-13T10:55:00.000Z</published><updated>2007-12-13T00:59:39.495Z</updated><title type='text'>Olhar o monte (viagem)</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143255297640692546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R2CDcW0E-0I/AAAAAAAAAL0/aCPG3R2gM7w/s200/JCF1.jpg" border="0" /&gt;Vejo o monte quando olho para ti.&lt;br /&gt;Tu não sabes mas o teu olhar é uma porta aberta, um convite, uma sugestão de caminho. Olho-te na cidade e penso logo no campo, penso logo na brancura das casas, no azul das barras, no castanho das telhas.&lt;br /&gt;Cheguei aqui cansado, vinha a transpirar, os pés pesavam toneladas e, morto de sede, só descansei quando me deste um copo de água tirada de uma bilha no louceiro. A única música que aqui chega é a do vento, capaz de secar a roupa estendida e as tuas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o monte quando olho para ti.&lt;br /&gt;Vejo nos teus passos o prenúncio do movimento. És tu que seguras o alguidar da roupa que vais estender entre a última casa e a primeira árvore. Tal como foste tu a sacudir o sono e a trazer à vida do monte a sua velocidade.&lt;br /&gt;Há uma ordem, uma perfeita sintonia de aromas que mistura de modo sábio o odor das flores silvestres aqui à volta e o lento cozinhado por ti decidido no espaço da cozinha onde muitas vezes preparar a refeição é mais do que arte; é uma ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o monte quando olho para ti.&lt;br /&gt;Habito o espaço sentimental desta imagem por ti povoada. É um dia luminoso, o monte repousa e apenas o esvoaçar da roupa que tu estendeste lembra que vive aqui alguém. As tarefas quotidianas ocupam os seus locatários. Uma humidade difícil de medir percorre e liga a ternura dos teus olhos à respiração da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o monte quando olho para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-9022362005328060827?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/9022362005328060827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/9022362005328060827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/olhar-o-monte-viagem.html' title='Olhar o monte (viagem)'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R2CDcW0E-0I/AAAAAAAAAL0/aCPG3R2gM7w/s72-c/JCF1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-113408328578565100</id><published>2007-12-12T13:05:00.000Z</published><updated>2007-12-13T00:27:06.204Z</updated><title type='text'>Rua Augusto Macedo – taxista (1904-1997)</title><content type='html'>Ser taxista é duro e desgastante, mas também existe o lado positivo. Cada cliente é uma caixinha de surpresas. Há tempos senti dificuldade em lidar com um drogado, em ressaca. Conduzi o carro (e a conversa...) de forma a levar o barco a bom porto. Dialogando sempre, ouvindo o que o jovem tinha para desabafar.&lt;br /&gt;Aprendo sempre algo com os clientes. Como foi o caso daquela senhora idosa que transportei do El Corte Inglês para Telheiras.&lt;br /&gt;– É para a Rua Augusto Macedo. Conhece?&lt;br /&gt;Não conhecia. Mas a senhora idosa, com grande simpatia, deu-me uma ajuda.&lt;br /&gt;– O ponto de referência é o Carrefour. A maioria dos seus colegas não sabe que Augusto Macedo foi taxista.&lt;br /&gt;Lá está, bem no coração de Telheiras: «Rua Augusto Macedo – taxista; 1904-1997» Fiquei a saber que os taxistas estão perpetuados, através de Augusto Mateus, numa rua de Lisboa. E bem merecem! Aliás, merecem muito mais... Talvez uma grande avenida, daquelas que atravessam a cidade. Mas já foi bom saber que alguém se lembrou desta classe tão desprotegida.&lt;br /&gt;Ainda a propósito de Augusto Macedo. Foi contemporâneo do meu tio Bernardino, mais conhecido por «Crespo» – taxista desde que me lembro, já falecido. Guardo do meu tio as mais gratas recordações. Viajei imensas vezes no seu táxi e nunca esqueci a matrícula: DD-88-OO. Era um Homem de grande humanismo e, estou certo, fez amizade com muitos clientes. Também merecia ser perpetuado numa rua desta Lisboa que foi sua. Conhecia-lhe todos os segredos, todas as artérias, todo o seu pulsar.&lt;br /&gt;Lembro-me muitas vezes do meu tio «Crespo», em especial quando paro na «sua» Praça Paiva Couceiro. E revejo-o em muitos taxistas idosos que continuam «agarrados» às máquinas. Como se Lisboa fosse a sua casa e não conseguissem desligar-se dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-113408328578565100?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113408328578565100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/113408328578565100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2005/12/rua-augusto-mateus-taxista-1904-1997.html' title='Rua Augusto Macedo – taxista (1904-1997)'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8882319054138033798</id><published>2007-12-10T23:08:00.000Z</published><updated>2007-12-10T23:49:10.969Z</updated><title type='text'>António Martins, o jornalista que gostava de Vermeer</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pausa para tomar um cafezinho com o amigo José do Carmo Francisco, num novo espaço da Rua da Rosa (Bairro Alto), um bar simpático recheado de poesia. As conversas são como as cerejas e às tantas estávamos a recordar um amigo comum, o jornalista António Martins, recentemente falecido. O texto que se segue é da autoria de JCF, em homenagem ao amigo desaparecido.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R13HwG0E-zI/AAAAAAAAALs/6sQVKD26m4o/s1600-h/martins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142485978803665714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R13HwG0E-zI/AAAAAAAAALs/6sQVKD26m4o/s200/martins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A morte de um jornalista não é notícia. A menos que tenha ganho um Pulitzer, mas então passou a ser uma personalidade. Mas há excepções. Morreu o António Martins, um homem que, com 79 anos, passou por todas as tecnologias, por todas as redacções, por todas as modalidades. Trabalhei com ele entre 1996 e 2006, no «Sporting». Mas já o conhecia de «O Século», do «Diário Popular», de «A Bola», do «Record».&lt;br /&gt;Tenho uma história passada com ele numa manhã em Barroca de Alva. Eu estava num Sporting-União de Leiria do Nacional de juvenis, ele estava num jogo do campeonato distrital. No intervalo fui espreitar o jogo do Nacional de iniciados e o jornalista tinha faltado. Liguei-lhe para o telemóvel e não atendeu. Pensei logo no pior, um acidente, um problema de saúde. Não respondia. O Martins fez o seu trabalho e veio à sala de imprensa para saber o meu resultado. Viu a minha cara, achou muito estranho o que se estava a passar. «Vamos desenrascar isso!», foi a sua resposta. Saiu disparado e foi ao autocarro do Estoril-Praia. Minutos depois tinha a ficha do jogo, dada pelo delegado dos «canarinhos». Foi comigo à cabina do Sporting e arranjou a ficha do delegado do Sporting. O treinador contou o jogo e nós fizemos a crónica que assinámos em equipa. Os leitores não tinham culpa de que o jornalista tivesse adormecido.&lt;br /&gt;A segunda história tem a ver com uma entrevista que lhe fiz em 2005. Houve quem achasse insólito o seu gosto pela pintura de Vermeer. Adorava «O soldado e a mulher risonha». Um jornalista desportivo tem o direito de gostar de pintura como qualquer outra pessoa. Gostar de Vermeer só lhe ficava bem.&lt;br /&gt;Hoje vai ser cremado. Está uma bela manhã de sol. Não é a luz do mestre de Delft, mas é também uma luz feliz, uma luz que aquece o rosto e ajuda a doirar as lágrimas dos seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8882319054138033798?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8882319054138033798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8882319054138033798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/antnio-martins-o-jornalista-que-gostava.html' title='António Martins, o jornalista que gostava de Vermeer'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R13HwG0E-zI/AAAAAAAAALs/6sQVKD26m4o/s72-c/martins.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2826642170326880436</id><published>2007-12-08T23:00:00.000Z</published><updated>2007-12-09T20:42:59.851Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, ao vaguear por Lisboa, mais parecia que estava em Madrid, tantos foram os espanhóis que aproveitaram o feriado de sexta-feira para nos visitar. Esta noite, ao passar numa das ruas do Bairro Alto, quase só ouvi falar castelhano. Fim-de-semana louco em Lisboa. A cimeira UE/África mexeu com a cidade. E de que maneira! Hotéis de luxo esgotados, trânsito cortado, polícia e mais polícia (há meses que não vislumbro um polícia na minha rua...). Estive quase uma hora para atravessar a Av. da Liberdade... Sirenes e mais sirenes, parecia Bagdad, mas sem tiros! Como se não bastasse a cimeira, ainda tivemos o congresso europeu de médicos (eco)cardiologistas (3.000, na antiga FIL) e... a «invasão» espanhola. Um dia em cheio para os «fogareiros»!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2826642170326880436?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2826642170326880436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2826642170326880436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/hoje-ao-vaguear-por-lisboa-mais-parecia.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2264221947818165004</id><published>2007-12-07T00:49:00.000Z</published><updated>2007-12-07T00:55:00.919Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Manuel António Pina escreveu sobre um certo jornalismo que anda à solta, no qual, como sublinhou, nada acontece, tudo «poderia ter acontecido» ou «poderá acontecer». Com a devida vénia, respiguei o texto que se segue do &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; do Clube de Jornalistas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141027313420663554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R1iZGm0E-wI/AAAAAAAAALU/pTr7PntC9rE/s200/Pina.jpg" border="0" /&gt;Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo «poderia ter acontecido» ou «poderá acontecer». Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma «notícia» de uns poucos de períodos publicada no «Correio da Manhã» sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso «foram».&lt;br /&gt;A «notícia», assinada por uma jornalista «de investigação», era só uma ociosa enumeração de suposições: as análises «podem ser» hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro «ter-se-á mostrado» nervoso, o que «poderia indiciar» não sei o quê; «a utilização de cães pisteiros «terão sido sugeridos» (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann «terá levantado» suspeitas; um inglês «poderá ser extraditado»; os McCann «terão arrendado uma casa»; etc...&lt;br /&gt;Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece «alegadamente»: a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente dois gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes «próximas» de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o «Borda d'Água»...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel António Pina&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2264221947818165004?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2264221947818165004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2264221947818165004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/manuel-antnio-pina-escreveu-sobre-um.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R1iZGm0E-wI/AAAAAAAAALU/pTr7PntC9rE/s72-c/Pina.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-817939477815951593</id><published>2007-12-05T22:10:00.000Z</published><updated>2007-12-05T22:20:44.913Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140616886345857778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R1cj0m0E-vI/AAAAAAAAALM/NeP2bpKD0QQ/s200/prisao.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;Gare do Oriente&lt;/strong&gt; – «Preciso de estar antes das 9.30 h no Estabelecimento Prisional de Lisboa, na Rua Marquês de Fronteira. Acha que consegue?» Atravessar Lisboa àquela hora da manhã (nove) é muito difícil, por isso, limito-me a responder: «Vamos tentar! Posso inventar?» Escolho um percurso alternativo, fujo à Segunda Circular e à Avenida Estados Unidos da América, duas vias importantes de acesso ao centro da capital. Chego uns minutinhos antes da hora. E respiro de alívio...&lt;br /&gt;[A jovem tem ar cansado, mas os olhos, azul cor de mar, esses sobressaem no espelho retrovisor.]&lt;br /&gt;«A minha filha passou mal a noite. Só adormeci pela manhã e... atrasei-me», diz, enquanto segura um saco de comida para o pai da sua menina (de um ano), a cumprir pena naquele estabelecimento prisional.&lt;br /&gt;– A sua filha também tem uns olhos assim bonitos?&lt;br /&gt;– São iguais aos meus...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes de sair a correr, a jovem desabafa com o taxista: «Ele não tinha necessidade de se meter nisto...»&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-817939477815951593?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/817939477815951593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/817939477815951593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/12/gare-do-oriente-preciso-de-estar-antes.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R1cj0m0E-vI/AAAAAAAAALM/NeP2bpKD0QQ/s72-c/prisao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-116458442461170403</id><published>2007-12-03T11:34:00.000Z</published><updated>2007-12-04T00:12:15.294Z</updated><title type='text'>Tocando em frente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/1600/760903/bethania_a1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/184/356/320/116274/bethania_a1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ando devagar porque já tive pressa&lt;br /&gt;E levo esse sorriso porque já chorei demais.&lt;br /&gt;Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe&lt;br /&gt;Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei.&lt;br /&gt;Eu nada sei.&lt;br /&gt;Conhecer as manhas e as manhãs&lt;br /&gt;O sabor das massas e das maçãs.&lt;br /&gt;É preciso amor para poder pulsar&lt;br /&gt;É preciso paz para poder sorrir&lt;br /&gt;É preciso chuva para florir...&lt;br /&gt;Penso que cumprir a vida seja simplesmente&lt;br /&gt;Compreender a marcha, ir tocando em frente&lt;br /&gt;Como um velho boiadeiro levando a boiada&lt;br /&gt;Eu vou tocando os dias pela longa estrada&lt;br /&gt;Eu vou, estrada eu sou...&lt;br /&gt;Todo mundo ama um dia, todo mundo chora&lt;br /&gt;Um dia a gente chega, no outro vai embora.&lt;br /&gt;Cada um de nós compõe a sua história.&lt;br /&gt;Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Almir Sater-Renato Teixeira/Maria Bethânia&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-116458442461170403?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116458442461170403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/116458442461170403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2006/11/tocando-em-frente.html' title='Tocando em frente'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-5533501969040378519</id><published>2007-11-27T00:09:00.000Z</published><updated>2007-11-30T00:57:04.010Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R0thBU-AcQI/AAAAAAAAALE/1yrUxtA4s1k/s1600-h/JMV1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137306475382731010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R0thBU-AcQI/AAAAAAAAALE/1yrUxtA4s1k/s200/JMV1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Último serviço desta segunda-feira. Circulo na zona de Alcântara e decido «picar» na antiga FIL, onde está a decorrer um congresso internacional sobre a medicina e o sexo. Vejo o cliente aproximar-se, o prof. Júlio Machado Vaz – figura de médico e escritor que muito admiro, autor de larga obra publicada, como o «Sexo dos Anjos» e «O Tempo dos Espelhos», entre muitos outros títulos.&lt;br /&gt;[Não perdia os «Difíceis Amores», na RTP. Agora, sempre que posso, sintonizo a Antena 1, onde o «prof.» nos fala, de forma arejada e bem-humorada, de sexo e não só...]&lt;br /&gt;Transporto Júlio Machado Vaz ao hotel. Tem pressa, porque tem de estar no lançamento do seu novo livro («O Amor É...»), no Parque das Nações. Durante a curta viagem, tempo para confirmar aquilo que eu já sabia: trata-se de um homem afável, contagiante, um comunicador nato! Faz-me lembrar outro grande comunicador, Vitorino Nemésio.&lt;br /&gt;Falámos de Lisboa e do Porto, de Serralves, de blogues (JMV é autor do «Murcon») e... do «nosso» Benfica! Sim, porque este portuense de gema é adepto do clube da águia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-5533501969040378519?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5533501969040378519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5533501969040378519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/ltimo-servio-desta-segunda-feira.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/R0thBU-AcQI/AAAAAAAAALE/1yrUxtA4s1k/s72-c/JMV1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-7369781311182889195</id><published>2007-11-26T00:42:00.000Z</published><updated>2007-11-26T00:50:39.826Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>É húngara a mulher que hoje transportei ao Palácio da Pena, em Sintra. Uma boa «corrida» que me ajudou a safar a «folha», em tempo de vacas magras... Fiquei sem conhecer a sua profissão, porque tive pudor em perguntar-lhe. Fala espanhol com fluência e entende um pouco de português. Eva de seu nome.&lt;br /&gt;Esta é a quarta vez que visita Portugal. Já conhece Lisboa, Óbidos, Arrábida, Cascais..., mas nunca tinha ido a Sintra. Calhou agora!&lt;br /&gt;Subo a serra em direcção ao Palácio da Pena. Curvas e mais curvas, sob vegetação frondosa. Palacetes antigos recuperados. «São privados?», quis saber Eva. «Alguns são», respondi-lhe.&lt;br /&gt;Às tantas, a meio da serra, olho-a de frente e deixo escapar: «Os mistérios da serra de Sintra...» Disse isto como quem diz «chove» ou «está bom tempo», mas ela nem me deixou terminar: «Eça de Queirós!»&lt;br /&gt;Fiquei pasmado! «Conhece Eça de Queirós?», perguntei-lhe. «Conheço! Gosto muito de ‘O Crime do Padre Amaro’», respondeu-me, com um sorriso jovem e bonito.&lt;br /&gt;– Obrigado!&lt;br /&gt;– Köszönöm!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-7369781311182889195?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7369781311182889195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7369781311182889195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/hngara-mulher-que-hoje-transportei-ao.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8712793439661909482</id><published>2007-11-21T23:57:00.000Z</published><updated>2007-11-21T23:58:26.953Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Praça do Centro Comercial Vasco da Gama – A jovem dirige-se-me e pergunta: «Preciso de ir para a Universidade Lusófona, no Campo Grande. Mas só tenho cinco euros... Acha que chega?» Penso um bocadinho: «Chega! Ainda vai sobrar dinheiro...» Arranco pela Avenida de Berlim e, sem ela se aperceber, desligo o taxímetro quando estou a chegar à Rotunda do Aeroporto. Sigo pela Avenida do Brasil e, às tantas, ela diz-me: «Mas isso não vai a contar...» Respondo-lhe, com um sorriso: «Não faz mal! Assim sempre fica com dinheiro para um bolo e um cafezinho...»Vida difícil, a de estudante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8712793439661909482?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8712793439661909482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8712793439661909482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/praa-do-centro-comercial-vasco-da-gama.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-7037677852454176247</id><published>2007-11-14T21:44:00.000Z</published><updated>2007-11-21T23:42:44.377Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Isto está muito morno! Os euros não dão para a bucha, quando mais para andar de táxi... Coisas do défice e do rigor (?) orçamental do nosso «primeiro» Sócrates. Às nove da manhã já estou empanturrado de jornais «gratuitos». Sobra-me tempo, mas já não há pachorra para certo tipo de leituras. Em todo o caso, há dias li uma notícia gira que não resisto a contar: um patrão italiano experimentou viver, durante um mês, com o ordenado médio dos seus trabalhadores. O dinheirinho durou apenas até ao dia 20! O homem, num gesto de boa vontade, aumentou todo o pessoal. Ora aqui está um exemplo que o nosso «primeiro» podia seguir... Ele e outros adeptos fanáticos do rigor orçamental... Rigor para quem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-7037677852454176247?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7037677852454176247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7037677852454176247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/isto-est-muito-morno-os-euros-no-do.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4610758464118200926</id><published>2007-11-13T00:58:00.000Z</published><updated>2007-11-13T00:59:57.976Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A viagem foi curta e terminou na Rua da Graça, junto ao antigo cinema Royal (hoje um supermercado), onde vi muitos filmes na adolescência. A senhora idosa simpatizou com o taxista e iniciou uma longa conversa. A solução foi estacionar o carro e ficar ali a ouvi-la, durante um bom quarto de hora. Mora no prédio onde também viveu o poeta Ary dos Santos. Foi casada com outro poeta, Alexandre O’Neill, de quem teve um filho. Foi realizadora de cinema e televisão, com vasta obra editada, nas áreas da ficção e do documentário. Fez a montagem de «O Passado e o Presente», filme realizado por Manuel Oliveira... Falo de Noémia Delgado, uma senhora idosa que tive o privilégio de conhecer. Que me falou de poetas que muito admiro (Ary dos Santos, Alexandre O´Neill, Ramos Rosa...) e de muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4610758464118200926?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4610758464118200926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4610758464118200926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/viagem-foi-curta-e-terminou-na-rua-da.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6416270411497890138</id><published>2007-11-12T20:24:00.000Z</published><updated>2007-11-12T20:28:35.256Z</updated><title type='text'>Fotografia da filha do taxista na Morais Soares</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Não te voltes! Continua&lt;br /&gt;Suspensa no teu olhar&lt;br /&gt;Entre ti e o fim da rua&lt;br /&gt;É que eu quero ficar&lt;br /&gt;Nos choupos havia aves&lt;br /&gt;Hoje há melancolia&lt;br /&gt;Sem sons agudos e graves&lt;br /&gt;Ficou a rua vazia&lt;br /&gt;Na rua desse retrato&lt;br /&gt;Havia sempre lugar&lt;br /&gt;Para um secreto contrato&lt;br /&gt;Entre viver e sonhar&lt;br /&gt;Porque o passado vivido&lt;br /&gt;Está perto do sonhado&lt;br /&gt;Hoje há lá tanto ruído&lt;br /&gt;Que tudo fica ligado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tu nunca alteraste&lt;br /&gt;O sorriso e o olhar&lt;br /&gt;Vais resistir ao desgaste&lt;br /&gt;Sempre que eu te chamar&lt;br /&gt;Os anos não vão passar&lt;br /&gt;Na tua fotografia&lt;br /&gt;As sombras não vão rasgar&lt;br /&gt;As manhãs desta alegria&lt;br /&gt;Por isso te peço agora&lt;br /&gt;Como num verso esquecido&lt;br /&gt;Que sempre na vida fora&lt;br /&gt;Respondas ao meu pedido&lt;br /&gt;Não te voltes! Continua&lt;br /&gt;Suspensa no teu olhar&lt;br /&gt;Entre ti e o fim da rua&lt;br /&gt;É que eu quero ficar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6416270411497890138?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6416270411497890138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6416270411497890138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/fotografia-da-filha-do-taxista-na.html' title='Fotografia da filha do taxista na Morais Soares'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4303924183660946054</id><published>2007-11-08T22:13:00.000Z</published><updated>2007-11-08T23:52:22.797Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130596688548542434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RzOKgVK7N-I/AAAAAAAAAK8/IS797XwpVmE/s200/pestana.jpg" border="0" /&gt;Jurei (a brincar), perante um dos porteiros do Hotel Pestana Palace, que um dia hei-de ficar lá hospedado, nem que seja só uma noite. Desconheço o preço exacto da diária (das mais baratinhas), mas julgo que rondará um ordenado mínimo nacional. Gosto do palacete do Alto de Santo Amaro, hoje um dos melhores hotéis de Lisboa. Todos os dias vou lá mais que uma vez, na expectativa de me calhar uma boa «corrida». Às vezes acontece... Hoje transportei uma francesa de meia-idade ao Centro Cultural de Belém. Mulher elegante e muito bem «paginada» (como diria um amigo meu), mas o que mais me tocou foi o cheirinho a perfume (francês?). Uma coisa do outro mundo, a ponto de ainda agora, volvidas mais de oito horas, sentir nas narinas (ou no cérebro?) aquele odor tão especial. Gente fina é outra coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4303924183660946054?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4303924183660946054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4303924183660946054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/jurei-brincar-perante-um-dos-porteiros.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RzOKgVK7N-I/AAAAAAAAAK8/IS797XwpVmE/s72-c/pestana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4192805197862690673</id><published>2007-11-07T20:23:00.000Z</published><updated>2007-11-07T20:25:51.176Z</updated><title type='text'>Balada da filha do taxista na Morais Soares</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Fui da tua turma&lt;br /&gt;Mas sem tu saberes&lt;br /&gt;À porta da Escola&lt;br /&gt;Patrício Prazeres&lt;br /&gt;Nunca eu consegui&lt;br /&gt;Ter as tuas notas&lt;br /&gt;Poucas as vitórias&lt;br /&gt;Muitas as derrotas&lt;br /&gt;Quando tu passavas&lt;br /&gt;Ficava a olhar&lt;br /&gt;No próximo carro&lt;br /&gt;Não tinha lugar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setenta e dois&lt;br /&gt;No fim do Império&lt;br /&gt;Tive duas madrinhas&lt;br /&gt;Um grande mistério&lt;br /&gt;E o aerograma&lt;br /&gt;Nunca mais chegava&lt;br /&gt;Qual delas escrevia?&lt;br /&gt;Qual delas sonhava?&lt;br /&gt;Chamava-se Hermínia&lt;br /&gt;Ou Maria José?&lt;br /&gt;No fim do Império&lt;br /&gt;Era o fim da Fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua da Vida&lt;br /&gt;Fiquei no passeio&lt;br /&gt;Tiraram a árvore&lt;br /&gt;Que havia no meio&lt;br /&gt;A sombra do tempo&lt;br /&gt;Não passou por ti&lt;br /&gt;A fotografia&lt;br /&gt;Nunca mais a vi&lt;br /&gt;Ficou o sorriso&lt;br /&gt;E o mesmo olhar&lt;br /&gt;A força da voz&lt;br /&gt;Neste teu lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas férias grandes&lt;br /&gt;Eras já mulher&lt;br /&gt;Entre duas escolas&lt;br /&gt;Passaste a correr&lt;br /&gt;Ficou o retrato&lt;br /&gt;Na Morais Soares&lt;br /&gt;Todas a saírem&lt;br /&gt;Só tu a ficares&lt;br /&gt;Ficou o poema&lt;br /&gt;Modesto registo&lt;br /&gt;Só tu permaneces&lt;br /&gt;Eu não sei se existo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4192805197862690673?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4192805197862690673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4192805197862690673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/11/balada-da-filha-do-taxista-na-morais.html' title='Balada da filha do taxista na Morais Soares'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8261925438488066103</id><published>2007-10-27T01:02:00.000+01:00</published><updated>2007-10-27T01:06:02.511+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125800884244466770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RyKAvx7GTFI/AAAAAAAAAK0/JTJUripc0Gk/s200/putin.jpg" border="0" /&gt;Cimeira UE-Rússia. Logo pela manhã, no Hotel Altis, um jornalista espanhol da agência EFE pede-me para transportá-lo a Mafra. Sigo o percurso normal, em direcção à A8, mas depara-se-me enorme fila de carros, a seguir à Calçada de Carriche. Passo de caracol até Loures, onde um polícia me informa de que a auto-estrada está cortada ao trânsito, por razões de segurança, para dar passagem à comitiva do sr. Putin, presidente da Rússia. A alternativa é seguir pela estrada antiga (Venda do Pinheiro, Lousa, Malveira...). Sigo o conselho do agente, mas o fluxo de trânsito é de tal ordem que demoro duas horas a chegar ao destino... Pergunto: é preciso tanto aparato para realizar uma cimeira desta natureza? Não haverá locais mais adequados (sossegados), sem a confusão de uma grande cidade em hora de ponta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8261925438488066103?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8261925438488066103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8261925438488066103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/cimeira-ue-rssia.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RyKAvx7GTFI/AAAAAAAAAK0/JTJUripc0Gk/s72-c/putin.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2370813444757708239</id><published>2007-10-19T12:27:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T22:34:23.651+01:00</updated><title type='text'>Orgulho ferido</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123163943572778274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rxkidoa-rSI/AAAAAAAAAKk/7L_JQbytF28/s200/fjv.jpg" border="0" /&gt;Apetecia-me pedir aos administradores do aeroporto da Portela que não deixem de visitar a sua casa, o nosso aeroporto. Não sei se visitam. Sabemos que ele é pequeno, que os corredores para as &lt;em&gt;gates&lt;/em&gt; são mudados frequentemente, que inauguraram um barracão indigno e humilhante para os voos domésticos, que as malas demoram muito a chegar. Mas peço-lhes que visitem o aeroporto, a sua casa, o nosso aeroporto.&lt;br /&gt;Por exemplo, o que pensam de chegar a Portugal, num voo nocturno, e ter vontade de ir à casa-de-banho, à primeira delas para quem vem do espaço internacional? Eu digo-lhes: às onze da noite, o chão está imundo (escuso de dizer «de quê»), não há sabonete líquido nem toalhetes de papel, há um lago no meio, um mau cheiro que não vale a pena descrever, as portas estão sujas, os azulejos estão sujos. Está bem; sou português, conheço a Pátria, limito-me a protestar, penso em escrever uma carta à administração da ANA, ou da Groundforce, ou da TAP, já não sei. Mas um cidadão que apanha um voo em Paris, em Amesterdão, em Frankfurt, no Rio de Janeiro, em Nova Iorque, em Caracas – chega e vê isto. Não sei se merece, não sei se merecemos. Mas, diante disto, desta imagem de casa de horrores, suja, nojenta, peço que o aeroporto passe a ser considerado área prioritária do ministério dos Negócios Estrangeiros, do Turismo de Portugal, do ICEP, da Direcção-Geral de Saúde e da ASAE. Não podem promover-se o Allgarve e as belas imagens da publicidade que está colocada na imprensa estrangeira, e depois manter as casas-de-banho do aeroporto neste estado. Não pode manter-se o &lt;em&gt;hall &lt;/em&gt;de chegadas como se fosse um cenário para filmes de pós-tragédia, onde se fuma nos locais proibidos, onde o lixo transborda dos cestos, &lt;strong&gt;para não falar dos táxis que (emboram tenham melhorado o seu serviço) continuam a receber mal. A receber mal quem nos visita, exactamente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Não, não é provinciano, isto. É orgulho ferido. É ter pena que «a nossa casa» (a casa dos administradores do aeroporto de Lisboa) esteja suja, desleixada e tudo isso. O estado das casas-de-banho é um escândalo. Eu proponho que, à boa maneira americana ou alemã, os administradores dêem um passeio pelas casas-de-banho por volta das dez da noite e recebam os turistas, os visitantes, os passageiros. Que tomem nota e se envergonhem. Não deixem a vergonha toda para nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Francisco José Viegas («Origem das Espécies»)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2370813444757708239?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2370813444757708239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2370813444757708239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/orgulho-ferido.html' title='Orgulho ferido'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rxkidoa-rSI/AAAAAAAAAKk/7L_JQbytF28/s72-c/fjv.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1931195264038756611</id><published>2007-10-19T01:18:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T21:51:42.165+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123151024311151858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RxkWtoa-rPI/AAAAAAAAAKI/61o10LapdEQ/s200/furtado1.jpg" border="0" /&gt;Muito se escreveu já sobre a Guerra Colonial. António Lobo Antunes, Manuel Alegre, João de Melo, Fernando Assis Pacheco, Pepetela..., estes alguns dos escritores que nos transmitiram a sua visão sobre a mesma. Agora surge uma grande reportagem assinada por Joaquim Furtado, cujo primeiro (de 18) episódio passou na última terça-feira à noite na RTP1. Vi-o com muita atenção e fiquei a conhecer «coisas» novas sobre uma guerra em que também participei. Um trabalho jornalístico (histórico) de grande fôlego!&lt;br /&gt;........................................................................................................................&lt;br /&gt;Évora, 1972. Sai a lista de mobilizados para a guerra colonial. Angola, Moçambique, Guiné... Cabe-me esta última na lotaria. Na altura, tinha a ideia de que ser mobilizado para a Guiné era como que um passaporte para a morte. E, em certa medida, era verdade. Eu, o Moreira e o «Pica» jantámos no Café Arcada. A seguir mandámos vir uma garrafa de uísque (guardo foto desse momento) e conversámos toda a noite sobre o nosso destino de futuros combatentes coloniais. O Moreira tinha já uma boa «bagagem» política e foi categórico: «Não vou para Moçambique!» E não foi! Zarpou para França, a «salto», onde uma irmã lhe deu guarida. O «Pica» rumou a Angola, onde viria a morrer. Por mim...&lt;br /&gt;... Tinha alguma consciência política da situação do país, até pelo facto de trabalhar num meio (um jornal) onde abri os olhos para o Mundo. Vi textos cortados pela Censura; li alguns livros proibidos da época; ouvi as canções do José Afonso; escutei conversas de antifascistas que se «soltavam» nas tertúlias do Bairro Alto, na altura poiso de jornalistas e escritores. E fiquei a pensar na frase do Moreira («Não vou para Moçambique!»)... Também quis dar o salto. Contactei pessoa que vivia em Paris e... fiquei a aguardar. Até hoje!&lt;br /&gt;Como eu, milhares de jovens não «vestiram a camisola» naquela guerra. Estávamos lá e não estávamos... Num beco sem saída, num Portugal «sucessivamente adiado» e sem um deus qualquer que nos valesse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1931195264038756611?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1931195264038756611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1931195264038756611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/muito-se-escreveu-j-sobre-guerra.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RxkWtoa-rPI/AAAAAAAAAKI/61o10LapdEQ/s72-c/furtado1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2143433946749213401</id><published>2007-10-17T12:45:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T00:51:34.407+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122457279718665426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RxafwYa-rNI/AAAAAAAAAJ4/CSPrmHYVkz8/s200/Pinhao.jpg" border="0" /&gt;Respondo a uma chamada da Rádio Táxis, na zona de Alvalade. Dirijo-me a uma residência que me é familiar, onde me espera uma pessoa que conheci há largos anos, era eu menino e moço. Hesito, mas às tantas arrisco: «Conheço a senhora... É a esposa de Carlos Pinhão!» Foi o pretexto para uma longa e agradável conversa que teve como pano de fundo o grande jornalista e escritor com quem tive o privilégio de conviver, durante muitos anos, em A BOLA. Noto que Lucília (Cilinha, como é carinhosamente tratada pelos amigos) tem um brilhozinho nos olhos quando lhe falo da enorme admiração que tenho por Carlos Pinhão, já falecido. Ai que saudades, ai, ai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2143433946749213401?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2143433946749213401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2143433946749213401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/respondo-uma-chamada-da-rdio-txis-na.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RxafwYa-rNI/AAAAAAAAAJ4/CSPrmHYVkz8/s72-c/Pinhao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8896767672005685883</id><published>2007-10-10T12:12:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T22:02:05.235+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119850999074172098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rw1dW4a-rMI/AAAAAAAAAJw/ajvfMGnwPjY/s200/euro1.jpg" border="0" /&gt;Casal de brasileiros para transportar à estação de comboios de Sete Rios. Mas o trânsito está caótico e perguntam-me quanto custa a viagem até Sintra. Deitam contas à vida e decidem-se pelo táxi. Os brasileiros têm fama de forretas, entre os taxistas. Pagam o valor certinho do taxímetro (a mais não são obrigados...) e aguardam pelos cêntimos dos trocos. Lá terão as suas razões...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora vamos lá a ver: hoje, dia 10 de Outubro, cada euro custa (câmbio oficial) 2,5551 reais! Dá que pensar! E eles pensam...&lt;br /&gt;Também o dólar está muito inferior à moeda europeia (1,4146). Há dias, um cliente deu-me dez dólares para pagar uma corrida de oito euros e tal. Fui cambiar a notinha e... fiquei a perder. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8896767672005685883?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8896767672005685883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8896767672005685883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/casal-de-brasileiros-para-transportar.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rw1dW4a-rMI/AAAAAAAAAJw/ajvfMGnwPjY/s72-c/euro1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4692553135630314505</id><published>2007-10-10T09:35:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T21:39:34.479+01:00</updated><title type='text'>Essa palavra «gravata»</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119810381568453810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rw04aoa-rLI/AAAAAAAAAJo/YOmNn8qesNY/s200/jcf1.jpg" border="0" /&gt;Com dois taxistas na família (o meu sogro João Ribeiro e o meu pai José Francisco), lembro-me bem dos tempos em que usar gravata, na praça, era tão obrigatório como usar boné de pala. Pessoalmente sempre detestei a gravata, que era obrigatória no Banco Português do Atlântico, onde comecei a trabalhar no dia 9 de Setembro de 1966. Lembro-me bem de dizer, alto e bom som, no bar de sargentos do Quartel de Engenharia da Pontinha, que o 25 de Abril não era só política, mas também servia para eu deixar de usar a gravata no banco.&lt;br /&gt;Quanto ao boné, não me esqueço de que em 1966 entrei no Cinema Monumental pela «porta do cavalo», com um boné emprestado pelo João porteiro (que era também chófer), e lá vi o filme «Doutor Zhivago» de graça. Ainda hoje me lembro do tema de Lara e dos pés dos cavalos da polícia do czar contra as caixas, os tambores e as tarolas da banda que acompanhava a manifestação pacífica.&lt;br /&gt;Mas vamos à palavra gravata. No reinado de Luís XIV, o seu Real Regimento Croata ressuscitou o antigo «cachecol» romano que se chamava «focale». Usavam o «focale», em Roma, os doentes e os recitadores e, de um modo geral, os cidadãos de saúde frágil. O Rei Sol gostou da prenda que veio da Croácia e a palavra «croate» corrompeu-se mais tarde em «cravate». Entre nós ficou gravata e em Espanha corbata.&lt;br /&gt;Pela minha parte, uso-a apenas em último caso: nos casamentos só durante a cerimónia, para não parecer mal. Findo o cerimonial do enlace, guardo-a de imediato no bolso e aí permanece até ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4692553135630314505?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4692553135630314505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4692553135630314505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/essa-palavra-gravata.html' title='Essa palavra «gravata»'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rw04aoa-rLI/AAAAAAAAAJo/YOmNn8qesNY/s72-c/jcf1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1616363504091774402</id><published>2007-10-05T20:14:00.000+01:00</published><updated>2007-10-05T20:30:57.016+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117935555329305762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" height="154" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RwaPRYa-rKI/AAAAAAAAAJg/9TTszhaRYLY/s200/museu.jpg" width="200" border="0" /&gt;É arquitecto e professor de urbanismo na Universidade Lusófona. Fernando Varandas, de seu nome. A viagem foi demorada (Av. 5 de Outubro-Campo Grande-Hospital Egas Moniz, na Junqueira, e regresso ao local de partida) e deu para muitas conversas. Lisboa como tema de fundo. Estou em presença de pessoa conhecedora dos problemas da cidade. Não critica só por criticar... Apesar de maltratada, Lisboa continua a ser uma cidade bonita e apreciada pelos estrangeiros. Nós, por cá, é que andamos distraídos (preguiçosos) e nem sequer visitamos os locais com mais interesse. O Museu de Arte Antiga, por exemplo, ali nas Janelas Verdes. «Vale a pena uma visita, nem que para tal seja preciso viajar desde a Finlândia», diz-me Fernando Varandas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1616363504091774402?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1616363504091774402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1616363504091774402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/10/arquitecto-e-professor-de-urbanismo-na.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RwaPRYa-rKI/AAAAAAAAAJg/9TTszhaRYLY/s72-c/museu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-8242722685347437102</id><published>2007-09-28T13:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T22:43:44.230+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;«Pedi sempre para não me mentirem e, por isso, quando muito francamente me dizem que tenho um cancro, o que vejo à minha frente é a morte. Não é ver a morte à minha frente, é vê-la dentro de mim.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rv19nYa-rHI/AAAAAAAAAJI/JWo6ZzHsPpw/s1600-h/visao.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115382867286731890" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rv19nYa-rHI/AAAAAAAAAJI/JWo6ZzHsPpw/s200/visao.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Acabo de ler uma entrevista de António Lobo Antunes, à «Visão». Já tinha lido, na mesma revista, a crónica em que anunciou ser portador de cancro. Quando admiramos alguém, partilhamos as suas alegrias e tristezas. Gosto muito dos seus livros. Tocam-me a alma, como os filmes de Ingmar Bergman. «É horrível estar grávido da morte», confessa Lobo Antunes, ao mesmo tempo que nos transmite enorme força interior. Nunca vi alguém lidar assim, de forma tão frontal, com a ideia da morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-8242722685347437102?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8242722685347437102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/8242722685347437102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/pedi-sempre-para-no-me-mentirem-e-por.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rv19nYa-rHI/AAAAAAAAAJI/JWo6ZzHsPpw/s72-c/visao.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6351099236781508337</id><published>2007-09-27T12:56:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T23:02:41.344+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rvwn4Ya-rGI/AAAAAAAAAJA/mwFAHNN1iVo/s1600-h/taxi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115007126367808610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rvwn4Ya-rGI/AAAAAAAAAJA/mwFAHNN1iVo/s200/taxi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No âmbito do Festival Internacional do Táxi, estive na Ler Devagar e, antes de mais, fiquei muito bem impressionado com o novo espaço da velha livraria do Bairro Alto, agora em Braço de Prata. Um local a revisitar, até porque é propício a reencontros com gente gira. Como foi o caso da Paula Cabeçadas, autora de um belo blogue (&lt;a href="http://atrasdalente.blogspot.com/"&gt;http://atrasdalente.blogspot.com/&lt;/a&gt;) e sempre numa onda boa.&lt;br /&gt;A propósito do Festival Internacional do Táxi. A Ler Devagar promoveu uma iniciativa original, com vários taxistas (e não só...) a contar e a ler «estórias» às pessoas interessadas. E foram muitas! João Botelho, presidente da Rádio Táxis de Lisboa, convidou-me para ler algumas «estórias» de «ofogareiro». Recusei, porque não me sinto à vontade nesse papel (estou mais vocacionado para a escrita).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na noite de sábado, uma surpresa muito agradável. Pedro Mota, um actor que também é investigador (ou vice-versa), leu textos de Jack Kerouac e Ítalo Calvino («On The Road» e «As Cidades Invisíveis», respectivamente). Com a sua voz calma e inconfundível, o Pedro «agarrou» as pessoas que se posicionaram no (meio) táxi da Autocoope. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final, tempo para uma conversa agradável. Fiquei a saber que o também dinamizador de a Ler Devagar tem um livro na forja e estou convidado para o seu lançamento, dia 19 de Outubro, às 21.30 h, no Padrão dos Descobrimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6351099236781508337?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6351099236781508337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6351099236781508337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/no-mbito-do-festival-internacional-do.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rvwn4Ya-rGI/AAAAAAAAAJA/mwFAHNN1iVo/s72-c/taxi.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-2970789256852441585</id><published>2007-09-25T13:41:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T23:53:46.487+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desejaria escrever algo para dedicar a alguém, mas não consigo. Estou a sangrar por dento e tudo o que possa afirmar, nesta situação, soará a falso. Socorro-me de um curto mas belo poema de  Sophia de Mello Breyner, sem mais palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num deserto sem água&lt;br /&gt;Numa noite sem lua&lt;br /&gt;Num país sem nome&lt;br /&gt;Ou numa terra nua&lt;br /&gt;Por maior que seja o desespero&lt;br /&gt;Nenhuma ausência é mais funda do que a tua&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-2970789256852441585?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2970789256852441585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/2970789256852441585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/desejaria-escrever-algo-para-dedicar.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-3881558941623661923</id><published>2007-09-25T12:35:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T23:22:45.752+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sai de um hotel cinco estrelas de Lisboa e entra no táxi. São dez horas da noite. Elegante, a jovem de origem africana pede-me para transportá-la a Sacavém, junto ao supermercado Lidl. É proibido dizer a um taxista, à noite, para ir à Quinta do Mocho; ou à Cova da Moura. Os clientes já sabem e pedem para ficar em locais referenciados: supermercados Lidl ou bombas da Repsol.&lt;br /&gt;Fala ao telemóvel com uma amiga. E conta-lhe, baixinho, como correu a noite no hotel cinco estrelas.&lt;br /&gt;«Quer mesmo ficar junto ao Lidl?», pergunto-lhe.&lt;br /&gt;«Querer, não quero, mas como já sei que os taxistas não vão lá acima...»&lt;br /&gt;«E não tem medo de ser assaltada?», provoco-a.&lt;br /&gt;«É mais fácil assaltarem-no a si do que a mim...», replica.&lt;br /&gt;«Também acho... Mas vou arriscar... Levo-a lá acima... Custa-me deixá-la, sozinha, num ermo destes...»&lt;br /&gt;Respiro fundo. Confio no Mercedes 200 e transporto a cliente bem ao coração de um dos bairros mais problemáticos (perigosos?) dos arredores da capital.&lt;br /&gt;«É corajoso!», diz-me, na despedida.&lt;br /&gt;«Corajoso? Nem imagina como estou cheio de medo!», confesso-lhe.&lt;br /&gt;Meto uma mudança forte, tranco o carro e arranco em direcção ao aeroporto. Conto a «aventura» a um taxista amigo e ele nem me deixa terminar: «És louco!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS&lt;/em&gt; – Penso que não serei assim tão «louco»... Na Quinta do Mocho moram essencialmente emigrantes africanos, gente de trabalho, nas obras e nas limpezas. Também existe marginalidade, claro!, mas àquela hora ainda havia movimento nas ruas e deduzo que o facto de um taxista entrar no bairro, transportando um dos seus moradores, é sinónimo de respeito. Isto sou eu a pensar agora, à distância...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-3881558941623661923?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3881558941623661923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/3881558941623661923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/sai-de-um-hotel-cinco-estrelas-de.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4424223227499595585</id><published>2007-09-23T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T23:24:07.501+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvmK3Ya-rFI/AAAAAAAAAI4/UdVfDfo-ZEA/s1600-h/odir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114271535908957266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvmK3Ya-rFI/AAAAAAAAAI4/UdVfDfo-ZEA/s200/odir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Através do José do Carmo Francisco, ilustre colaborador deste «cantinho», dou notícia do lançamento do livro «Donos da Terra», do jornalista brasileiro Odair Cunha, que conta a história do longínquo e famoso «duelo» Benfica-Santos, a 11 de Outubro de 1962, para o Mundial Interclubes. De um lado estava Pelé; do outro, Eusébio... Com a devida vénia, aqui reproduzo parte do texto de apresentação do livro, a propósito do seu lançamento, em Outubro próximo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as datas que um time brasileiro pode comemorar, nenhuma supera a de 11 de Outubro. Nesse dia, há 45 anos, pela primeira vez um time brasileiro se consagrou campeão mundial – e batendo o bicampeão europeu lá no Velho Continente. Vivia-se o auge do futebol-arte, um breve e precioso período em que ele se miscigenou com o fair play. Sim, jogava-se bonito e limpo, e por isso aquela partida entre Benfica e Santos, no Estádio da Luz, tornou-se exemplar, e precisa ser relembrada e comemorada eternamente.&lt;br /&gt;Um time tinha Pelé; o outro, Eusébio; um era a base da Selecção Brasileira bicampeã no Chile, quatro meses atrás; outro era a própria Selecção de Portugal, que quatro anos depois brilharia na Copa da Inglaterra; um havia humilhado o Real Madrid de Di Stefano e Ferenc Puskas, em Berna; o outro fizera o mesmo com o Penharol, em Buenos Aires. O Mundo parou para ver aquele duelo entre dois times que falavam, mais do que o mesmo idioma português, a mesma língua do belo, do ético, da busca incessante do gol.&lt;br /&gt;Vivia-se a era do rádio e por isso o presidente da República, João Goulart, autorizou a Agência Nacional a liberar o horário da obrigatória Voz do Brasil para que as rádios brasileiras pudessem transmitir aquele verdadeiro choque de mundos. Era uma quinta-feira, eu me lembro bem... Você sabe o que de importante aconteceu no Mundo naquele dia, mês e ano?&lt;br /&gt;Porque Lima entrou no lugar de Mengálvio, titular absoluto, e porque o veterano Olavo jogou como lateral-direito, se Ismael já tinha estreado muito bem no Santos? Porque o técnico do Benfica – que não era Bella Guttmann e nem Otto Glória, como alguns sites brasileiros insistem em informar – escalou o jovem Jacinto na lateral-direita, ao invés do experiente Mário João?&lt;br /&gt;Porque os portugueses já vendiam ingressos para a terceira partida, se a segunda ainda nem havia sido realizada? Como Benfica e Santos se prepararam para este jogo, e como actuaram? Quais foram os lances mais importantes? Quais jogadores se destacaram?&lt;br /&gt;Como a opinião pública reagiu ao resultado? O que Eusébio, Simões, José Augusto, Humberto, Cruz – todos titulares do Benfica naquela noite – dizem hoje daquela partida? Porque os especialistas europeus – até o árbitro do jogo – concordaram que o Santos era a melhor equipe que já tinham visto jogar?&lt;br /&gt;Essas informações, essas respostas, estão no livro «Donos da Terra».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Odir Cunha é autor de «Time dos Sonhos», «Pedrinho escolheu um time», «Heróis da América» e a biografia de Oscar Schmidt. Adaptou ainda, para português, a biografia de Ronaldinho Gaúcho.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4424223227499595585?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4424223227499595585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4424223227499595585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/atravs-do-jos-do-carmo-francisco.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvmK3Ya-rFI/AAAAAAAAAI4/UdVfDfo-ZEA/s72-c/odir.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-222560700188219996</id><published>2007-09-21T11:20:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T23:20:13.194+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvRUU4a-rCI/AAAAAAAAAIg/zfi8ZxSneHA/s1600-h/robot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112804194692017186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvRUU4a-rCI/AAAAAAAAAIg/zfi8ZxSneHA/s200/robot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na gíria do futebol é comum ler que as coisas saem bem a uma equipa quanto esta já criou «automatismos». Confesso que prefiro ver a imaginação e a criatividade à solta, mas reconheço que as «jogadas estudadas» são úteis e podem resolver um jogo. Em todas as profissões, há gestos que se repetem. E até mesmo os escritores e os jornalistas precisam de criar um «estilo» para poder comunicar as suas ideias.&lt;br /&gt;A propósito desta vida de «fogareiro», também já criei «automatismos». A princípio, quando comecei a circular pelas ruas de Lisboa, qualquer braço no ar era sinónimo de cliente. Parava e, afinal, tratava-se de um arrumador de carros... Agora já estou vacinado contra esse descuido, mas não totalmente. Um destes dias, descia a Avenida Almirante Reis no meu carro particular e vi, ao longe, uma pessoa com o braço no ar. Parei, sem me aperceber de que atrás de mim vinha um táxi. O que terá pensado a senhora?&lt;br /&gt;No táxi que conduzo, um Mercedes 200, o travão de mão é accionado com o... pé. Quanto mudo para o meu carro particular, passo a vida a travar com o pé, mas em vão... E vice-versa!&lt;br /&gt;Também acontece, por vezes, esquecer-me do destino da «corrida». Frequento muito a praça de táxis do Hotel Altis, que dá bons serviços para o aeroporto (e não só...). Um cliente pediu-me para transportá-lo ao Parque das Nações, mas quando me apercebi, estava na direcção do aeroporto. Nada disse, mudei a agulha e o cliente (estrangeiro) nem deu conta do engano.&lt;br /&gt;Qualquer dia, de tão automático, ainda acordo «robot»!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-222560700188219996?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/222560700188219996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/222560700188219996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/na-gria-do-futebol-comum-ler-que-as.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RvRUU4a-rCI/AAAAAAAAAIg/zfi8ZxSneHA/s72-c/robot.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-1168020175198944652</id><published>2007-09-17T12:37:00.000+01:00</published><updated>2007-09-18T00:47:29.653+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Ru8Q_gSyZ7I/AAAAAAAAAIQ/1X0p9Zev-rs/s1600-h/Socolari.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111322785275340722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Ru8Q_gSyZ7I/AAAAAAAAAIQ/1X0p9Zev-rs/s200/Socolari.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Parte I&lt;/strong&gt; – A agressão de Scolari a Dragutinovic só pode merecer condenação, independentemente das razões que lhe assistam, algumas das quais não consegui vislumbrar nas imagens televisivas. O «Expresso» avançou que o relatório do árbitro abona a favor do seleccionador português, tanto mais que mostrou cartão vermelho ao jogador sérvio. Ou seja, Scolari terá reagido a uma provocação. Poderá funcionar como atenuante, mas ainda assim o seu gesto foi inadmissível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parte II &lt;/strong&gt;– Há dias quase perdi a cabeça. Circulava em Entrecampos, dirigia-me para a Avenida da República e tentava ocupar a «minha» faixa de rodagem. Não me apercebi de ter cometido qualquer falta, mas subitamente pára um carro a meu lado e apenas ouvi: «Filho da p...! Cabrão!»&lt;br /&gt;Fiquei fora de mim! Em vez de seguir para a Avenida da República, segui o outro condutor, que se dirigia para a Avenida das Forças Armadas. Quando ele parou no sinal vermelho, saí do carro e fui na sua direcção, mas ele fechou-se a sete chaves. Muita coisa me passou pela cabeça, já nem sei o que lhe disse, quando me lembrei dos clientes brasileiros. Voltei atrás, pedi-lhes desculpa e seguimos viagem.&lt;br /&gt;Agora reconheço que o meu gesto foi incorrecto, até porque transportava clientes. Mas pergunto: os insultos de um imbecil não mereciam uma boa &lt;em&gt;esquerda,&lt;/em&gt; à Scolari? Se não fossem os clientes brasileiros, não sei como tudo teria acabado... É por estas e por outras que compreendo (embora não aceite) certos gestos... Ainda bem que não sou seleccionador nacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS&lt;/em&gt; – Mais calmo, ainda me diverti com o casal brasileiro, depois de lhes ter pedido mil desculpas. Afinal, disseram-me que cenas destas, comparadas com as que acontecem no Rio de Janeiro, não passam de coisas sem importância. «Tenha calma, senhor Manuel», dizia-me a senhora, ao mesmo tempo que quis saber o significado da palavra «cabrão». «É ofensiva?», perguntou-me. E de que maneira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-1168020175198944652?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1168020175198944652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/1168020175198944652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/parte-i-agresso-de-scolari-dragutinovic.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Ru8Q_gSyZ7I/AAAAAAAAAIQ/1X0p9Zev-rs/s72-c/Socolari.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-6274013709555838123</id><published>2007-09-14T23:17:00.000+01:00</published><updated>2007-09-14T23:21:19.077+01:00</updated><title type='text'>Essa palavra «fogareiro»…</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110188221204005058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RusJHLxAAMI/AAAAAAAAAII/509f0OOrJzk/s200/taxi.jpg" border="0" /&gt;O meu sogro (João Ribeiro) foi chófer de praça em Lisboa nos velhos tempo em que se sabia sempre o preço de determinada corrida. Quando as camionetas chegavam todas vomitadas à Rua Cidade de Liverpool e o tejadilho estava cheio de cabazes de verga com os mimos da terra. Nascido em 1915, numa terra de profissionais do volante (Atalaia da Barroca – Sobreira Formosa), veio a falecer em 1983. Homem interessado nas palavras, chegou a participar com entusiasmo e algum dinheiro na compra de uma rotativa nova para o jornal «República».&lt;br /&gt;Um dia perguntei-lhe a razão de ser da palavra fogareiro. Respondeu: «Sabe, isso chama a gente àqueles que andam sempre de fogo no rabo. O fogareiro precisa que a válvula seja puxada várias vezes para entrar ar e o petróleo subir. Pois a gente gosta de parar um bocado quando vai meter gasóleo na bomba ao lado da estação do Rossio e comer uma bifana no Beira Gare. Depois conversar um bocado e só depois voltar ao trabalho. Não somos fogareiros. Os fogareiros nunca páram para petiscar e só pensam na folha. Como diz o outro, não comem para não ir ao bacio. Fique-se com esta: todos os fogareiros são chóferes de praça, mas nem todos os chóferes de praça são fogareiros.»&lt;br /&gt;É tudo uma questão de atitude perante a vida, concluo eu, tantos anos depois desta conversa dentro do seu velho Austin verde e preto, ali na Rua das Laranjeiras, ao pé do J. J. Gonçalves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-6274013709555838123?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6274013709555838123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/6274013709555838123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/essa-palavra-fogareiro.html' title='Essa palavra «fogareiro»…'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RusJHLxAAMI/AAAAAAAAAII/509f0OOrJzk/s72-c/taxi.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4194354024194807303</id><published>2007-09-13T11:40:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T23:45:16.673+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um amigo leitor destas páginas, Fernando Frazão, enviou-me um mail que agradeço e tenho todo o gosto em publicar. Faz-me uma pergunta para a qual ainda não consegui resposta: a origem da palavra «fogareiro». Mas prometo investigar... Bem sei que o «jargão» não agrada a muitos taxistas. Pela minha parte não vejo qualquer conotação negativa e até já aqui escrevi um texto a este propósito, ao qual fui retirar a seguinte passagem: «Desculpem qualquer coisinha, alguns amigos que já fiz nas praças de Lisboa. Não gostam da palavra fogareiro? Paciência! Lido com ela há largos anos. É de família! Já aqui falei dos meus quatro tios fogareiros. Gente de primeira água. Gosto menos da palavra taxista. Não me soa bem. Mas à falta de melhor... Não me venham é com essa do técnico de condução... Por amor de deus!»&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar quero dizer-lhe que muito aprecio o seu blogue. Tempos houve que, em conversa com amigos meus, se discutia se você era de facto um motorista de táxi. A qualidade dos textos não o indicaria (por razões, infelizmente, óbvias), mas a riqueza de pormenores das corridas apontava para que assim fosse na realidade. O tempo se encarregou de esclarecer a questão.&lt;br /&gt;Escrevo-lhe em primeiro lugar para confirmar o post que tem o final em epígrafe [«E ainda dizem mal dos taxistas!»]. Viajo com frequência e nunca me aconteceu chegar ao aeroporto e encontrar taxistas mal encarados, mesmo quando, por vezes, a corrida é curta. Trabalho num banco relativamente perto e por vezes vou directo do aeroporto para lá.&lt;br /&gt;Aconteceu ainda o ano passado que no regresso da Madeira, eu e a minha mulher tomámos um táxi do aeroporto para a nossa casa na Parede, tendo-me esquecido, no banco traseiro, de uma mala contendo a câmara de filmar e a máquina fotográfica. Alguns minutos depois, alguém começou a tocar nas campainhas do prédio. Obviamente que era o taxista tentando encontrar o casal que tinha transportado do aeroporto.&lt;br /&gt;Fiquei tão espantado que nem esbocei o gesto de lhe tentar dar uma gratificação, nem identificá-lo, para mais tarde lhe agradecer. Aqui fica o reparo. Se lhe apetecer divulgue isto seu blogue.&lt;br /&gt;Em segundo lugar gostaria de lhe perguntar se sabe de onde vem o «jargão» de fogareiro. Tenho 57 anos e sempre ouvi este designativo que muitos usam depreciativamente e outros, como você, com algum orgulho. Tenho procurado a origem do termo, mas até agora não encontrei qualquer explicação para a «alcunha».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Frazão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4194354024194807303?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4194354024194807303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4194354024194807303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/um-amigo-leitor-destas-pginas-fernando.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-7077016692755294979</id><published>2007-09-10T09:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-10T22:19:34.421+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108687718727581250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RuW0accofkI/AAAAAAAAAIA/VLLb12prS-Y/s200/kate1.jpg" border="0" /&gt;Tenho acompanhado, como tanta gente, a evolução do desaparecimento da criança inglesa Maddie, na Praia da Luz. Um caso que ganhou proporções gigantescas a nível dos &lt;em&gt;media,&lt;/em&gt; quando outros semelhantes são votados ao esquecimento. Marketing à parte, tenho seguido com atenção as opiniões de Moita Flores, o antigo criminologista (inspector da PJ) que me parece ser uma voz muito autorizada para falar da matéria.&lt;br /&gt;Nos dias a seguir ao desaparecimento de Maddie, disse no círculo de pessoas que me rodeiam que achava estranho o comportamento de sua mãe, Kate, mesmo salvaguardando a velha máxima de que qualquer pessoa é considerada inocente até prova em contrário. Oxalá a criança inglesa apareça sã e salva, mas como não acredito em milagres...&lt;br /&gt;Voltemos ao parágrafo anterior: sempre que fixo o rosto de Kate, nas imagens televisivas, não vislumbro uma lágrima – antes vejo um rosto frio que não permite qualquer leitura sobre o seu estado de alma.&lt;br /&gt;E a propósito do rosto de Kate, veio-me à ideia uma conversa antiga com um velho amigo algarvio, que estranhava o facto de um seu familiar beirão (de Castelo Branco) chorar por tudo e por nada. Um dia perguntei-lhe: «Vocês, algarvios, não choram?» E ele respondeu-me: «Choramos, mas para dentro!»&lt;br /&gt;Bem sei que nem todos sentem da mesma maneira. E se calhar os beirões, como é o meu caso, são demasiado lamechas... Choram de alegria e de tristeza, choram nas despedidas e nos reencontros...&lt;br /&gt;Não conheço o mundo de Kate e talvez esteja a fixá-la com os meus olhos de beirão. Talvez... Mas, para mim, continua a ser um enigma o rosto daquela mulher!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-7077016692755294979?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7077016692755294979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/7077016692755294979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/tenho-acompanhado-como-tanta-gente.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RuW0accofkI/AAAAAAAAAIA/VLLb12prS-Y/s72-c/kate1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-5131339779796316691</id><published>2007-09-07T00:10:00.000+01:00</published><updated>2007-09-07T00:14:58.905+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O homem (Jorge) atravessa a praça de táxis do aeroporto (partidas) numa correria louca e a gritar: «O meu computador! O meu computador!» Desce a Alameda das Comunidades na direcção da Rotunda do Relógio. Volvidos alguns minutos, regressa à praça de táxis a chorar copiosamente. Tentámos acalmá-lo e, por fim, lá nos explicou o sucedido.&lt;br /&gt;Veio de Braga até à Gare Oriente, onde tomou um táxi para o aeroporto, rumo a Natal (Brasil). Esqueceu-se do portátil no táxi e ficou em desespero, porque nele tinha guardada a sua tese de doutoramento. Fizemos apelos às rádios-táxis (Autocoope, Teletáxis e Rádio Táxis de Lisboa) e... nada!&lt;br /&gt;Continuámos a dialogar, fui-lhe alimentando a esperança de que iria recuperar o portátil, até que surge uma carrinha Mercedes, preta e verde, junto à praça de táxis. O motorista sai e o brasileiro corre ao seu encontro, abraçando-o efusivamente. Uff! Todos ficámos aliviados!&lt;br /&gt;Jorge veio ao nosso encontro, agradeceu-nos com um abraço e desabafou: «E ainda dizem mal dos taxistas!»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-5131339779796316691?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5131339779796316691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5131339779796316691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/o-homem-jorge-atravessa-praa-de-txis-do.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-28716605557263810</id><published>2007-09-06T09:47:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T23:24:18.140+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Veio pela primeira vez à Europa. Visitou França, Espanha e Portugal e está de regresso à Amazónia, mais concretamente a Porto Velho, no estado brasileiro de Rondônia (do tamanho da Espanha!). Falo de Dinalvo de Oliveira, meu ilustre cliente numa curta mas proveitosa viagem até ao aeroporto de Lisboa.&lt;br /&gt;Dinalvo viajou sozinho pela Europa e leva gratas recordações de Portugal e de Espanha, mas não tanto de França. «Os franceses são muito arrogantes. Insistem em ser o centro do Mundo, mas com a globalização já não é assim.»&lt;br /&gt;É empresário do ramo alimentar. Faz criação de tambaqui, o peixe («muito gostoso») também conhecido por «leitão de água doce», em viveiros construídos nas represas dos rios amazónicos. Peixes que chegam a pesar 30 quilos, mas apanham-nos com três/quatro quilos. Diz-me que comercializa mais de 300 toneladas por mês, mas também faz criação de bois, porque naquela região «come-se muita carne barata e boa».&lt;br /&gt;A propósito do excesso de consumo de carne, Dinalvo fala-me dos problemas do colesterol e das doenças cardiovasculares. E deixa um conselho: «A sardinha, o salmão e o atum são peixes ricos em ômega-3, um tipo de gordura que ajuda a combater o colesterol e as doenças cardiovasculares.»&lt;br /&gt;Estamos sempre a aprender! Pela minha parte, só o salmão não entra na ementa normal. Quanto à sardinha... só temo que este Verão tenha aplicado um tratamento de choque ao meu pobre colesterol!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-28716605557263810?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/28716605557263810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/28716605557263810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/veio-pela-primeira-vez-europa.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-5110435001959958769</id><published>2007-09-06T00:40:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T00:55:19.934+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106872510929468978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rt9BfccofjI/AAAAAAAAAH4/sa5wYYCpTmg/s200/Marinha.gif" border="0" /&gt;Manhã de sábado. Espreito a praça dos Jerónimos e não há lugar para mais táxis. Dirijo-me à Cafetaria do Museu da Marinha, sento-me na mesa habitualmente ocupada por António Ramos Rosa, tomo o pequeno-almoço e leio o jornal. O espaço é muito agradável. Levanto a cabeça e depara-se-me a fachada lateral do Mosteiro dos Jerónimos; por detrás de mim, um enorme aquário e nas paredes réplicas das caravelas portuguesas.&lt;br /&gt;Converso com a Luísa e pergunto-lhe pelo poeta. Fala-me dele com muita ternura. Aliás, já tinha verificado isso anteriormente.&lt;br /&gt;– Costuma ler a poesia de Ramos Rosa? – perguntei-lhe de surpresa.&lt;br /&gt;– Ele ofereceu-me vários livros, mas sinto dificuldade em compreender a sua poesia. Curiosamente, se for ele a ler os poemas, tudo aquilo faz sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-5110435001959958769?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5110435001959958769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/5110435001959958769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/09/manh-de-sbado.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/Rt9BfccofjI/AAAAAAAAAH4/sa5wYYCpTmg/s72-c/Marinha.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-899056646721308628</id><published>2007-08-30T11:58:00.000+01:00</published><updated>2007-08-30T22:00:52.991+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Maria Inês é minha cliente assídua. Há tempos transporteia-a, gostou do perfil do taxista, pediu-me o número de telemóvel e, desde então, quase todos os dias damos um passeio pela capital.&lt;br /&gt;Idosa, faz-se acompanhar por uma empregada brasileira, Graziela. Normalmente indica-me o percurso, sempre diferente, mas também acontece ser eu a escolher a viagem. A «corrida» dura cerca de uma hora. Fala imenso e baixinho e, por vezes, sinto dificuldade em compreendê-la. Um destes dias telefonou-me, à noite, a esclarecer uma dúvida que não conseguimos desvendar durante a viagem. Nada sei da vida de Maria Inês. Nem isso é importante – importante é matar a solidão daquela mulher idosa que me escolheu para viajar de táxi pela cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-899056646721308628?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/899056646721308628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/899056646721308628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/08/maria-ins-minha-cliente-assdua.html' title=''/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4114539296572673102</id><published>2007-08-29T23:26:00.000+01:00</published><updated>2007-08-29T23:30:44.256+01:00</updated><title type='text'>Fala do gasolineiro da Sobreira a caminho dos Montes da Senhora</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104253431282433554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RtXzc8cofhI/AAAAAAAAAHo/vG1r3DMpVrA/s200/JCF.jpg" border="0" /&gt;Fecho devagar as portas do escritório da bomba de gasolina à beira da estrada de Castelo Branco. São 23 horas e tenho todo o tempo do Mundo para me fardar. As contas foram fáceis de fazer: não tem havido trovoadas e o sistema não tem ido abaixo. À medida que me afasto da Sobreira e me aproximo dos Montes começo a ouvir o som de um conjunto que recria êxitos da música pimba. Não vejo mas sei que há meia dúzia de pares arrastando os pés no largo em frente. Alguns pares são de duas mulheres. Os homens estão mais perto da cerveja e dos petiscos. O palco onde vou actuar fica entre o silêncio da igreja e o ruído sem limites deste camião que vomita luzes e sons de discoteca. A minha música é outra. Não preciso de ser antropólogo para saber que o exercício do folclore tem algo de insólito e, em termos práticos, é uma batalha perdida. Visto a farda, subo ao palco e, como num poema ou numa oração, junto de novo o que o tempo separou. Sou de novo um resineiro, um ceifeiro, um azeitoneiro cansado e com os dedos gretados pelo frio. A resina hoje é feita por processos químicos. Já não há resineiros. Também já não há ceifeiros. As máquinas fazem hoje esse trabalho que alucinava os homens num calor de forno. E não havia água fresca que matasse essa sede antiga. Amanhã, quando manhã cedo abrir o posto de gasolina da Sobreira, já sem a farda, voltarei a ser o gasolineiro. Mas no olhar acumulo o sorrido do meu par, a pureza da música da tocata e a luz das tarefas antigas (ceifar, colher resina, apanhar azeitona) quando a vida era mais lenta e a única velocidade era a dos animais. Por isso chamam cavalos à unidade de força dos motores dos automóveis que chegam aqui mortos de sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José do Carmo Francisco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4114539296572673102?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4114539296572673102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4114539296572673102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/08/fala-do-gasolineiro-da-sobreira-caminho.html' title='Fala do gasolineiro da Sobreira a caminho dos Montes da Senhora'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kEUtqxIDrcg/RtXzc8cofhI/AAAAAAAAAHo/vG1r3DMpVrA/s72-c/JCF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19044384.post-4292986469928048352</id><published>2007-08-29T10:43:00.001+01:00</published><updated>2011-12-12T17:42:50.168Z</updated><title type='text'>A morte de Eduardo Prado Coelho</title><content type='html'>Uns dias na aldeia natal, Montes da Senhora (Beira-Baixa). Sinto-me bem na casa de xisto construída pelos meus pais, onde vivi parte da infância, mas nada é como dantes, quando o meu pai era vivo e a minha mãe ainda não tinha recolhido ao lar. Sinto-me bem no refúgio beirão e ao mesmo tempo invade-me um enorme vazio, tanto mais quando se me deparam imensas lembranças: as fotos, as ferramentas que permanecem nos mesmos lugares, a adega agora sem vinho, os cozinhados da ti Martinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia encaixotei muitos dos livros que tinha em Lisboa e levei-os para a casa dos meus pais. Os anos passaram e só agora foram abertos, graças à iniciativa da minha mulher, a Mila, que viajou para a aldeia no início de Agosto. Num dos anexos da casa, que em tempos serviu de cozinha para os animais, ela meteu mãos à obra e ali nasceu uma pequena biblioteca. Os livros estão agora arrumados em prateleiras, há uma lareira para enfrentar o rigor do Inverno, dois sofás velhinhos e umas garrafinhas de jeropiga caseira, ainda da lavra do meu pai. Deu-me prazer revisitar os «meus» livros e não resisti a trazer alguns de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tardinha, abro as janelas para refrescar a casa de xisto. Na hora de deitar, uma osga solitária vagueia pelo quarto, meio amedrontada. Foi o suficiente para a Mila não dormir, mesmo depois de o sáurio se ter sumido por um buraco qualquer... Vê-se que nunca esteve em África!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de percorrer cinco quilómetros para comprar jornais. Aproveito para tomar um cafezinho e dou conta da morte de Eduardo Prado Coelho. Li alguns dos seus livros. Em «O Reino Flutuante» e «A Palavra sobre a Palavra» ajudou-me a descobrir poetas que hoje muito admiro. Perdeu-se um grande crítico literário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19044384-4292986469928048352?l=ofogareiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4292986469928048352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19044384/posts/default/4292986469928048352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofogareiro.blogspot.com/2007/08/uns-dias-na-aldeia-natal-montes-da.html' title='A morte de Eduardo Prado Coelho'/><author><name>ms</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04336182218382676787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
